Magic: The Gathering (também bastante conhecido como MTG) é um jogo de cartas colecionáveis de mesa criado pelo matemático, inventor e designer de jogos americano Richard Garfield. Lançado oficialmente em 1993 pela Wizards of the Coast, Magic foi o pioneiro no gênero de jogos de cartas colecionáveis[1]. O jogo também envolve estratégias, tomadas de decisão, construções de baralhos e interação constante entre os jogadores.
A partir da psicologia cognitiva, é possível observar que a prática contínua desse jogo pode promover o desenvolvimento de habilidades mentais importantes, como a própria memória de trabalho, raciocínio lógico, capacidade de planejamento e resolução de problemas[2].
Assim, este breve artigo busca justamente discutir de forma simples como o nosso querido MTG contribui para o aprimoramento cognitivo de seus praticantes, considerando também elementos do jogo e seus processos psicológicos envolvidos.
O primeiro aspecto relevante está relacionado ao processo de tomada de decisão. Em Magic, o jogador precisa avaliar situações em constante mudança, prever ações do oponente e administrar recursos limitados, como mana e cartas na mão. De acordo com a psicologia cognitiva, essas situações estimulam funções executivas, especialmente o planejamento estratégico e o controle inibitório, que consistem em pensar antes de agir e escolher a melhor decisão possível diante de várias alternativas[2].
Outro fator importante é a memória de trabalho, responsável por manter e manipular informações mentalmente. A memória de trabalho é geralmente vista como um sistema de capacidade limitada. A primeira tentativa de quantificar esse limite foi feita por George A. Miller, em 1956, no artigo “The Magical Number Seven, Plus or Minus Two”. Onde Miller observou que os adultos conseguiam reter, em média, cerca de sete unidades de informação, chamadas de “fatias”[3].
Independentemente de se tratarem de dígitos, letras, palavras ou outros tipos de elementos. Pesquisas posteriores mostraram que essa capacidade varia conforme a categoria das fatias (aproximadamente sete para dígitos, seis para letras e cinco para palavras) e também de acordo com as características específicas de cada tipo de fatia[3].
Durante uma partida, o jogador deve lembrar de cartas, regras, habilidades de criaturas, além de manter em mente o estado geral da partida. Esse exercício contínuo acaba por favorecer o fortalecimento da memória de curto prazo e da capacidade de processar informações complexas.
Além disso, Magic também envolve a construção de baralhos, atividade que exige raciocínio analítico e criatividade. O jogador precisa selecionar cartas que combinem entre si e formem estratégias coerentes. Esse processo está relacionado ao pensamento hipotético-dedutivo, que consiste em formular hipóteses e testá-las por meio da prática, reforçando habilidades de experimentação e avaliação crítica[4][5].
Este método científico, conforme descrito por Mário Bunge e citado por Marconi e Lakatos (2017), é um processo racional e sistemático que visa à produção de conhecimento confiável e verificável. Ele se fundamenta em etapas bem definidas que garantem a coerência entre teoria e prática, permitindo que a ciência avance de forma estruturada[4][5].
A primeira etapa, a colocação do problema, é essencial, pois é nesse momento que se reconhecem os fatos, se descobre a existência de um problema e se formula claramente o que se deseja investigar. Sem uma boa definição do problema, qualquer pesquisa se torna vaga e imprecisa[4][5].
Em seguida, ocorre a construção de um modelo teórico, fase na qual o pesquisador seleciona os fatores relevantes e propõe hipóteses e suposições que servirão de base para a explicação do fenômeno. Essa etapa é crucial porque orienta o raciocínio científico e define os limites da investigação[4][5].
A terceira fase é a dedução de consequências particulares, em que se buscam suportes racionais e empíricos que sustentem as hipóteses formuladas. Essa dedução permite prever resultados e criar um elo lógico entre teoria e observação[4][5].
O passo seguinte, o teste das hipóteses, é o ponto central do método científico, pois é nele que as hipóteses são verificadas por meio de provas, coleta de dados e análise dos resultados. A partir daí, é possível confirmar ou refutar as proposições iniciais com base em evidências concretas[4][5].
Por fim, ocorre a adição das conclusões à teoria, momento em que se comparam os resultados obtidos com as previsões iniciais. Caso necessário, o modelo é ajustado, e novas direções de pesquisa são sugeridas[4][5].
Dessa forma, o método proposto por Bunge demonstra que a ciência não é um conjunto de verdades absolutas, mas um processo contínuo de construção e revisão do conhecimento. Seguir essas etapas de modo rigoroso é fundamental para garantir a validade das descobertas científicas e promover o avanço do saber humano[4][5].
Por fim, o aspecto social também contribui diretamente para o desenvolvimento cognitivo e emocional. As interações durante o jogo favorecem habilidades como comunicação, negociação e compreensão das intenções do outro, características associadas à inteligência emocional.
Segundo Mayer e Salovey (1997), a inteligência emocional refere-se à capacidade de perceber, avaliar e expressar emoções de forma precisa; de acessar ou gerar sentimentos que contribuam para o raciocínio; de compreender as emoções e o conhecimento emocional; e de regulá-las de modo a favorecer o desenvolvimento da própria inteligência emocional e o crescimento intelectual[6].
Magic: The Gathering, mais do que um simples jogo de cartas, acaba por se configurar como um poderoso estímulo ao desenvolvimento cognitivo e emocional dos seus jogadores. Através da constante tomada de decisão, do desafio de administrar recursos limitados, da necessidade de memorizar e processar informações complexas e da construção estratégica de baralhos, o jogo ativa importantes funções cognitivas, como memória de trabalho, raciocínio lógico e planejamento estratégico.
Além disso, a interação social promovida nas partidas favorece o desenvolvimento da inteligência emocional, aprimorando habilidades como comunicação, empatia e negociação. Os aspectos psicológicos envolvidos em Magic revelam que o jogo não só oferece uma experiência divertida, mas também um espaço dinâmico para o crescimento mental e emocional.
Por fim, ao unir estes aspectos lúdicos com processos cognitivos e sociais, Magic: The Gathering nos proporciona um ambiente único para o aprimoramento das habilidades mentais, consolidando-se como uma ferramenta lúdica de impacto significativo no desenvolvimento pessoal de seus praticantes.
Eu achei este artigo muito bom mas um adendo, eu entendi por que ja estudo psicologia e estou familiarizado com os termos, talvez para o senso comum seja mais dificil de interpretar. Enfim muito bom, poste mais e aprimore seus estudos quero ver mais artigos dessa tematica com viés cientifico por ai.
Eu achei este artigo muito bom mas um adendo, eu entendi por que ja estudo psicologia e estou familiarizado com os termos, talvez para o senso comum seja mais dificil de interpretar. Enfim muito bom, poste mais e aprimore seus estudos quero ver mais artigos dessa tematica com viés cientifico por ai.
Primeiramente, gostei muito da proposta do texto! Você aparentemente tentou desenvolver de forma acessível conceitos importantes da psicologia cognitiva. A parte sobre memória de trabalho e tomada de decisão ficou legal, conectada ao jogo e interessante para leitores que não têm familiaridade com o tema.Ao mesmo tempo, senti que o artigo acabou abraçando temas demais para o espaço disponível. A transição entre memória de trabalho, método científico e inteligência emocional ficou ampla demais e menos coesa, e alguns trechos ficaram distantes do Magic, sem um exemplo prático que fizesse o elo entre teoria e jogo em si. Isso tira um pouco da força dos argumentos no meio do texto.Inclusive, acho que parte das reações mais críticas nos comentários veio de uma expectativa não atendida. Como você usou referências formais e abordou conceitos acadêmicos, acho que alguns leitores esperavam uma análise mais delimitada e profunda. Talvez ajudasse, se você quiser seguir essa linha mais técnica, inserir logo no início um pequeno resumo indicando o público-alvo, os tópicos que seriam abordados e as "conclusões"/reflexões pretendidas. Isso prepara o leitor e evita que ele espere algo diferente do que o texto realmente se propõe a entregar. Eu mesmo senti um pouco isso: gostei do tema, mas esperava um foco mais claro.Sobre uma discussão levantada por um dos comentários, "jogar xadrez só te deixa bom em xadrez, jogar Magic só te deixa bom em Magic", acho importante complementar. É verdade, nos casos em que a atividade é praticada de forma automática, inconsciente, restrita ao seu próprio contexto. Mas quando o jogador reflete sobre como toma decisões, como administra informação, como controla impulsos ou como lida emocionalmente com vitória e derrota, ele deixa de atuar apenas no "piloto automático". Essa metacognição permite enxergar processos cognitivos que podem, sim, dialogar com outras áreas da vida. Não é o Magic que ensina habilidades externas; é a consciência sobre o que o Magic pode despertar que amplia esse horizonte. E isso, por si só, já justifica o valor da discussão que você propôs.Dito isso, o potencial do tema é enorme. Você tocou em temas que dariam ótimos artigos separados, como também foi sugerido nos comentários. Trabalhar recortes mais específicos vai dar mais profundidade a cada ponto e tornar a leitura mais fluida.No geral, achei o trabalho muito promissor, especialmente para alguém que está no início da trajetória de escrita técnica. Parabéns pela iniciativa, estou curioso para ver como você desenvolverá seus próximos textos.
Opa Rafael, tudo bem? Primeiramente muito obrigado pelo comentário, de verdade! Fico muito feliz que você tenha percebido a intenção do meu texto, que foi aproximar alguns conceitos de psicologia cognitiva de um modo acessível, especialmente para quem não tem contato prévio com a área, oque infelizmente não foi possível atingir com tanta totalidade que eu desejava, falo isso ao conferir alguns comentários não tão bem receptivos abaixo. E você Rafael apontou algo muito importante: realmente abracei mais tópicos do que cabia no formato, um gafe que infelizmente custou caro. A transição entre memória de trabalho, método científico e inteligência emocional acabou ficando mais ampla do que o ideal, e faz sentido o que você disse sobre alguns trechos se afastarem do Magic. Como estou no começo da minha trajetória de escrita técnica, ainda estou aprendendo a equilibrar profundidade, clareza e recorte, e seu comentário ajuda muito nessa direção. A ideia do resumo inicial, indicando público-alvo, foco e limites do artigo, foi excelente. Isso realmente ajustaria a expectativa de quem espera algo mais técnico ou mais analítico, e evitaria a sensação de "abrangência demais" para alguns leitores, que também foi o caso ao analisarmos alguns comentários. Também gostei muito da sua observação sobre o debate "Magic só te deixa bom em Magic". Era exatamente nessa linha que eu queria ir, não que o jogo ensine habilidades externas por si só, mas que a reflexão sobre o processo, a metacognição, pode abrir espaço para conexões mais amplas. Você formulou isso de um jeito muito mais claro, obrigado por isso. Eu concordo totalmente que cada um dos temas renderia artigos separados. Inclusive já estou planejando explorar recortes mais específicos nos próximos textos, justamente para aprofundar melhor cada ponto sem dispersar. Agradeço demais pela leitura cuidadosa e pelo feedback construtivo. Comentários assim fazem muita diferença pra quem está começando, Abraços Rafa!
[quote=rafaelhva=quote]Primeiramente, gostei muito da proposta do texto! Você aparentemente tentou desenvolver de forma acessível conceitos importantes da psicologia cognitiva. A parte sobre memória de trabalho e tomada de decisão ficou legal, conectada ao jogo e interessante para leitores que não têm familiaridade com o tema.Ao mesmo tempo, senti que o artigo acabou abraçando temas demais para o espaço disponível. A transição entre memória de trabalho, método científico e inteligência emocional ficou ampla demais e menos coesa, e alguns trechos ficaram distantes do Magic, sem um exemplo prático que fizesse o elo entre teoria e jogo em si. Isso tira um pouco da força dos argumentos no meio do texto.Inclusive, acho que parte das reações mais críticas nos comentários veio de uma expectativa não atendida. Como você usou referências formais e abordou conceitos acadêmicos, acho que alguns leitores esperavam uma análise mais delimitada e profunda. Talvez ajudasse, se você quiser seguir essa linha mais técnica, inserir logo no início um pequeno resumo indicando o público-alvo, os tópicos que seriam abordados e as “conclusões”/reflexões pretendidas. Isso prepara o leitor e evita que ele espere algo diferente do que o texto realmente se propõe a entregar. Eu mesmo senti um pouco isso: gostei do tema, mas esperava um foco mais claro.Sobre uma discussão levantada por um dos comentários, “jogar xadrez só te deixa bom em xadrez, jogar Magic só te deixa bom em Magic”, acho importante complementar. É verdade, nos casos em que a atividade é praticada de forma automática, inconsciente, restrita ao seu próprio contexto. Mas quando o jogador reflete sobre como toma decisões, como administra informação, como controla impulsos ou como lida emocionalmente com vitória e derrota, ele deixa de atuar apenas no “piloto automático”. Essa metacognição permite enxergar processos cognitivos que podem, sim, dialogar com outras áreas da vida. Não é o Magic que ensina habilidades externas; é a consciência sobre o que o Magic pode despertar que amplia esse horizonte. E isso, por si só, já justifica o valor da discussão que você propôs.Dito isso, o potencial do tema é enorme. Você tocou em temas que dariam ótimos artigos separados, como também foi sugerido nos comentários. Trabalhar recortes mais específicos vai dar mais profundidade a cada ponto e tornar a leitura mais fluida.No geral, achei o trabalho muito promissor, especialmente para alguém que está no início da trajetória de escrita técnica. Parabéns pela iniciativa, estou curioso para ver como você desenvolverá seus próximos textos.[/quote]Opa Rafael, tudo bem? Primeiramente muito obrigado pelo comentário, de verdade! Fico muito feliz que você tenha percebido a intenção do meu texto, que foi aproximar alguns conceitos de psicologia cognitiva de um modo acessível, especialmente para quem não tem contato prévio com a área, oque infelizmente não foi possível atingir com tanta totalidade que eu desejava, falo isso ao conferir alguns comentários não tão bem receptivos abaixo.E você Rafael apontou algo muito importante: realmente abracei mais tópicos do que cabia no formato, um gafe que infelizmente custou caro. A transição entre memória de trabalho, método científico e inteligência emocional acabou ficando mais ampla do que o ideal, e faz sentido o que você disse sobre alguns trechos se afastarem do Magic. Como estou no começo da minha trajetória de escrita técnica, ainda estou aprendendo a equilibrar profundidade, clareza e recorte, e seu comentário ajuda muito nessa direção.A ideia do resumo inicial, indicando público-alvo, foco e limites do artigo, foi excelente. Isso realmente ajustaria a expectativa de quem espera algo mais técnico ou mais analítico, e evitaria a sensação de “abrangência demais” para alguns leitores, que também foi o caso ao analisarmos alguns comentários.Também gostei muito da sua observação sobre o debate “Magic só te deixa bom em Magic”. Era exatamente nessa linha que eu queria ir, não que o jogo ensine habilidades externas por si só, mas que a reflexão sobre o processo, a metacognição, pode abrir espaço para conexões mais amplas. Você formulou isso de um jeito muito mais claro, obrigado por isso.Eu concordo totalmente que cada um dos temas renderia artigos separados. Inclusive já estou planejando explorar recortes mais específicos nos próximos textos, justamente para aprofundar melhor cada ponto sem dispersar.Agradeço demais pela leitura cuidadosa e pelo feedback construtivo. Comentários assim fazem muita diferença pra quem está começando, Abraços Rafa!
Que artigo massa, parabéns pelo trabalho amigo, está claro que gastou horas de estudo e revisão, agradeço se postar mais.
Muitíssimo obrigado Wesley, Pode ter certeza que trarei sim! Abraços.
[quote=WLSPTBR=quote]Que artigo massa, parabéns pelo trabalho amigo, está claro que gastou horas de estudo e revisão, agradeço se postar mais. [/quote]Muitíssimo obrigado Wesley, Pode ter certeza que trarei sim! Abraços.
É uma satisfação te ter por aqui Caiubi do monoblack mais odiado de Teresina!
Okay, finalmente veio em mente quem é o autor desse artigo e ao invés de postar uma resposta meme eu irei fazer uma analise e uma contribuição de verdade.Primeiro de tudo, você em nenhuma maneira tem direito de entregar minha infâmia perante a comunidade do LigaMagic. Ser odiado sem motivo nenhum em nível local já é amargo o bastante.Segundo, abordando o texto por partes. Sobre decisão, memória e tudo mais. No que diz respeito a minha experiência eu gosto de separar em duas partes: O Casual e o Competitivo. No momento eu me encontro entre as duas vertentes graças a campanha de campeonatos do Commander Precon. No primeiro é fácil dizer que o peso das decisões é bem menor - obviamente a gente quer jogar pra ganhar, mas missplay é meme e raramente pesa tanto na mente. O pensamento disso fica mais no pós do game e geralmente é uma linha de solução.O Competitivo já é um pouco diferente, porque pela própria natureza da parada você tá lidando com três linhas de raciocínio: O que tem na mesa, o que você pode fazer e como vai afetar a mesa e o que os outros podem fazer em resposta a isso. Ficando na linha de frente uma dedução de como eu posso resolver problemas e como eu posso evitar que os outros me resolvam caso eu seja o problema, deixando pendurado na mente sempre as cartas que podem virar o jogo em cada deck. Balancear tudo isso na mente requer uma finesse absurda e são raras as vezes que eu posso dizer que eu fiquei satisfeito com um outcome de um jogo pensando: 'Fiz o que pude e dei meu melhor com o que eu tinha em mãos e em mente'. O pensamento do pós game no que diz o Competitivo é bem mais intenso, sentimento de 'e se...' pesa que é uma merda.Agora vem uma parada interessante no que diz respeito ao emocional: No que diz respeito ao Casual, talvez pela falta do peso da premiação e tudo mais, minhas jogadas ficam bem mais desinibidas e os momentos em que viradas que ganham o jogo acontecem bem mais. Posso culpar isso no power level dos decks ou no fato de que é 'Casual' mas é algo que definitivamente não acontece nos Campeonatos Precon. Nesses sempre tem a cautela e a precaução, preocupação em não virar a ameaça do game - ja que diferente dos mesões tóxicos, ser focado por 3 caras é morte certa.E toda essa cautela acaba sendo prejudicial e as o pensamento do '...e se' pesa mais nesse quesito, já que as cartas jogadas e estratégias não são tão maleáveis quanto as decisões que a gente toma com elas. Creio que o 'miss play' mora exatamente aqui.Aplicado aos mesões Casuais que eu jogo a inteligência emocional se resume em causar o máximo de trauma possível e se preparar pras severas consequências - já que eu mesmo fui forjado na Bigorna da Desgraça e a Espada da Miséria ta aqui pra ceifar a alma dos fracos. No mais, excelente artigo Aylan. Vou ficar atento pras suas próximas contribuições.
Opa, obrigado pela análise sincera, de verdade. Fico muito feliz que você tenha optado por contribuir de forma construtiva por aqui nos comentários. Sobre o que você trouxe em relação ao casual vs competitivo, achei excelente o ponto de discussão. Essa divisão realmente muda completamente o peso cognitivo e emocional do nosso jogo. No casual, o espaço para criatividade, risco e improviso é enorme. Já no competitivo, como você descreveu, a cabeça corre em três trilhas simultâneas: estado da mesa, opções próprias e respostas possíveis dos outros. Isso exige uma atenção dividida, memória de curto prazo, leitura situacional e previsão de cenários, é literalmente uma resolução de problemas sob pressão. E a parte emocional que você mencionou é também crucial. Pois a diferença entre jogar solto no casual e travado no competitivo ilustra bem como a cognição é modulada pelo ambiente, propósito e consequência. Não é só "saber jogar", é lidar com expectativa, risco e autocobrança. O que você descreveu sobre o "e se…" também é puro ouro: esse pós-game pesado é um campo riquíssimo pra análise de tomada de decisão, e é exatamente esse tipo de nuance que eu quero trazer mais nos próximos textos. E claro, sua frase sobre ser "forjado na Bigorna da Desgraça" merece virar epígrafe de algum artigo futuro Hahahahahahah. Valeu demais pelo comentário e pela profundidade. Vou levar vários desses pontos pra frente!
[quote=ErronWhite=quote][quote=AylanBr=quote][quote=ErronWhite=quote]Ah sim... Eu conheço algumas dessas palavras.[/quote]É uma satisfação te ter por aqui Caiubi do monoblack mais odiado de Teresina![/quote]Okay, finalmente veio em mente quem é o autor desse artigo e ao invés de postar uma resposta meme eu irei fazer uma analise e uma contribuição de verdade.Primeiro de tudo, você em nenhuma maneira tem direito de entregar minha infâmia perante a comunidade do LigaMagic. Ser odiado sem motivo nenhum em nível local já é amargo o bastante.Segundo, abordando o texto por partes. Sobre decisão, memória e tudo mais. No que diz respeito a minha experiência eu gosto de separar em duas partes: O Casual e o Competitivo. No momento eu me encontro entre as duas vertentes graças a campanha de campeonatos do Commander Precon. No primeiro é fácil dizer que o peso das decisões é bem menor - obviamente a gente quer jogar pra ganhar, mas missplay é meme e raramente pesa tanto na mente. O pensamento disso fica mais no pós do game e geralmente é uma linha de solução.O Competitivo já é um pouco diferente, porque pela própria natureza da parada você tá lidando com três linhas de raciocínio: O que tem na mesa, o que você pode fazer e como vai afetar a mesa e o que os outros podem fazer em resposta a isso. Ficando na linha de frente uma dedução de como eu posso resolver problemas e como eu posso evitar que os outros me resolvam caso eu seja o problema, deixando pendurado na mente sempre as cartas que podem virar o jogo em cada deck. Balancear tudo isso na mente requer uma finesse absurda e são raras as vezes que eu posso dizer que eu fiquei satisfeito com um outcome de um jogo pensando: \'Fiz o que pude e dei meu melhor com o que eu tinha em mãos e em mente\'. O pensamento do pós game no que diz o Competitivo é bem mais intenso, sentimento de \'e se...\' pesa que é uma merda.Agora vem uma parada interessante no que diz respeito ao emocional: No que diz respeito ao Casual, talvez pela falta do peso da premiação e tudo mais, minhas jogadas ficam bem mais desinibidas e os momentos em que viradas que ganham o jogo acontecem bem mais. Posso culpar isso no power level dos decks ou no fato de que é \'Casual\' mas é algo que definitivamente não acontece nos Campeonatos Precon. Nesses sempre tem a cautela e a precaução, preocupação em não virar a ameaça do game - ja que diferente dos mesões tóxicos, ser focado por 3 caras é morte certa.E toda essa cautela acaba sendo prejudicial e as o pensamento do \'...e se\' pesa mais nesse quesito, já que as cartas jogadas e estratégias não são tão maleáveis quanto as decisões que a gente toma com elas. Creio que o \'miss play\' mora exatamente aqui.Aplicado aos mesões Casuais que eu jogo a inteligência emocional se resume em causar o máximo de trauma possível e se preparar pras severas consequências - já que eu mesmo fui forjado na Bigorna da Desgraça e a Espada da Miséria ta aqui pra ceifar a alma dos fracos. No mais, excelente artigo Aylan. Vou ficar atento pras suas próximas contribuições.[/quote] Opa, obrigado pela análise sincera, de verdade. Fico muito feliz que você tenha optado por contribuir de forma construtiva por aqui nos comentários. Sobre o que você trouxe em relação ao casual vs competitivo, achei excelente o ponto de discussão. Essa divisão realmente muda completamente o peso cognitivo e emocional do nosso jogo. No casual, o espaço para criatividade, risco e improviso é enorme. Já no competitivo, como você descreveu, a cabeça corre em três trilhas simultâneas: estado da mesa, opções próprias e respostas possíveis dos outros. Isso exige uma atenção dividida, memória de curto prazo, leitura situacional e previsão de cenários, é literalmente uma resolução de problemas sob pressão. E a parte emocional que você mencionou é também crucial. Pois a diferença entre jogar solto no casual e travado no competitivo ilustra bem como a cognição é modulada pelo ambiente, propósito e consequência. Não é só “saber jogar”, é lidar com expectativa, risco e autocobrança. O que você descreveu sobre o “e se…” também é puro ouro: esse pós-game pesado é um campo riquíssimo pra análise de tomada de decisão, e é exatamente esse tipo de nuance que eu quero trazer mais nos próximos textos.E claro, sua frase sobre ser “forjado na Bigorna da Desgraça” merece virar epígrafe de algum artigo futuro Hahahahahahah. Valeu demais pelo comentário e pela profundidade. Vou levar vários desses pontos pra frente!
Condordo. E cabe um "e daí?" daqueles bem grandes, pois é a obviedade de praticamente todo jogo. E, a partir daí, vamos para onde? Usar como recursos didáticos ou colocar com consultórios? Hmmmm, naaahhhh
Uma coisa que me pega nesses artigos que relacionam Psicologia com alguma coisa (normalmente da cultura pop ou hobbies) é que ou eles não explicam nada (não indo à lugar algum), ou explicam de forma abrangente demais que deixa o conteúdo desinteressante. Esse tipo de abordagem além de ser "meio qualquer coisa" pra um site como a Liga, não traz nada de realmente interessante pra quem é de fora da área, e pra quem é de dentro vê que ou são algumas obviedades, ou não traz nada de novo. Então fica a pergunta, à quem esse artigo é dirigido?O artigo parece bastante funcionalista, do tipo: o fenômeno acontece (na qual você já está acostumado a fazê-lo) por causa X. Normalmente esse tipo de afirmação vem junto de um grande "e daí?". E daí que minhas funções executivas fazem parte da atividade cognitiva envolvida em jogar magic? Ou meu controle inibitório, ou minha regulação emocional interpessoal, intrapessoal dentro e fora do jogo? São afirmações que não levam à nenhuma reflexão nova pra ninguém, parecendo mais um dump de conceitos que acabam persuadindo o leitor à uma ideia de "ahh sim... entendi... legal isso aí que tu falou".Leva na esportiva, porque se o seu texto é "acadêmico" tu precisa pegar um ponto específico e traçar uma ideia coerente e coesa. Nos dias de hoje citar Psicologia pra qlqr investigação de fenômenos soa até desrespeitoso quando feita de forma tão abrangente assim. ps: deve ser importante citar isso, mas sou psicólogo e trabalho com neuropsi./ avaliação psi.
Condordo. E cabe um \"e daí?\" daqueles bem grandes, pois é a obviedade de praticamente todo jogo. E, a partir daí, vamos para onde? Usar como recursos didáticos ou colocar com consultórios? Hmmmm, naaahhhh[quote=marvinpls=quote]Uma coisa que me pega nesses artigos que relacionam Psicologia com alguma coisa (normalmente da cultura pop ou hobbies) é que ou eles não explicam nada (não indo à lugar algum), ou explicam de forma abrangente demais que deixa o conteúdo desinteressante. Esse tipo de abordagem além de ser \"meio qualquer coisa\" pra um site como a Liga, não traz nada de realmente interessante pra quem é de fora da área, e pra quem é de dentro vê que ou são algumas obviedades, ou não traz nada de novo. Então fica a pergunta, à quem esse artigo é dirigido?O artigo parece bastante funcionalista, do tipo: o fenômeno acontece (na qual você já está acostumado a fazê-lo) por causa X. Normalmente esse tipo de afirmação vem junto de um grande \"e daí?\". E daí que minhas funções executivas fazem parte da atividade cognitiva envolvida em jogar magic? Ou meu controle inibitório, ou minha regulação emocional interpessoal, intrapessoal dentro e fora do jogo? São afirmações que não levam à nenhuma reflexão nova pra ninguém, parecendo mais um dump de conceitos que acabam persuadindo o leitor à uma ideia de \"ahh sim... entendi... legal isso aí que tu falou\".Leva na esportiva, porque se o seu texto é \"acadêmico\" tu precisa pegar um ponto específico e traçar uma ideia coerente e coesa. Nos dias de hoje citar Psicologia pra qlqr investigação de fenômenos soa até desrespeitoso quando feita de forma tão abrangente assim. ps: deve ser importante citar isso, mas sou psicólogo e trabalho com neuropsi./ avaliação psi.[/quote]
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