Este final de semana, 325 jogadores de todas as partes do mundo se reuniram em Las Vegas para disputar o segundo Pro Tour da temporada, em mais um capítulo marcante do cenário competitivo de Magic: The Gathering.
A delegação brasileira marcou presença com força total, somando 12 representantes no torneio. Apesar de nenhum brasileiro alcançar as fases decisivas, alguns nomes deixaram sua marca. Victor Esquici começou sua campanha de forma impressionante, chegou a aparecer em uma feature match já na reta final da competição, mas uma sequência cruel de resultados acabou encerrando sua trajetória antes do esperado. Já Guilherme Merjan também merece destaque, garantindo classificação para o próximo Pro Tour.
Mas se entre os brasileiros faltou o grande resultado, no cenário global este Pro Tour foi histórico por diversos motivos.
O atual campeão do Pro Tour, Christoffer Larsen, voltou a brilhar ao alcançar novamente o Top 8 e ficou a poucos passos de entrar definitivamente para a história como o primeiro jogador a conquistar títulos individuais consecutivos de Pro Tour. No entanto, no caminho desse feito histórico estava Nathan Steuer.
Conhecido como um dos maiores prodígios da história recente do Magic competitivo, o “golden boy” que surgiu anos atrás acumulando resultados sólidos — incluindo um título de Pro Tour e um Campeonato Mundial — vinha afastado do circuito principal, travando sua própria batalha para retornar ao mais alto nível competitivo. Após reconquistar sua vaga recentemente através de um qualifier, Steuer provou que seu retorno não era apenas simbólico.
Sua campanha foi simplesmente dominante.
Nathan encerrou o primeiro dia como o único jogador invicto do torneio, com impressionantes 8-0, consolidando-se imediatamente como o nome a ser batido. No segundo dia, enfrentou momentos dramáticos e uma sequência de partidas tensas, mas garantiu sua vaga no Top 8. No domingo, mostrou mais uma vez porque seu nome já está entre os grandes da história moderna do jogo, superando alguns dos melhores jogadores do mundo para se consagrar campeão do Pro Tour Secrets of Strixhaven.
Um retorno triunfal, uma narrativa digna de campeão e mais um capítulo inesquecível para o competitivo do Magic.
Agora, vamos acompanhar como foi esse grande evento.
- DIA 1

Como já é tradição nas transmissões de Pro Tour, o primeiro grande foco do evento foi acompanhar o draft do atual campeão Christoffer Larsen.
Larsen iniciou seu draft se posicionando inicialmente na base preta e verde, mas desde os primeiros picks ficou claro que sua intenção não era simplesmente seguir o caminho mais tradicional de Witherbloom. Sua postura demonstrava flexibilidade, mantendo-se aberto para explorar as outras cores caso o draft permitisse.
Durante boa parte do primeiro pack, as cartas de Witherbloom apareceram bastante, e por alguns momentos parecia bastante plausível que Larsen acabaria se consolidando em uma versão mais clássica do arquétipo. No entanto, o dinamarquês demonstrou leitura precisa da mesa e paciência estratégica para identificar oportunidades maiores.
O ponto de virada veio logo no segundo pack.
Um Applied Geometry como first pick, seguido por Environmental Scientist, ofereceu exatamente os sinais que Larsen precisava para migrar para uma estratégia muito mais gananciosa, baseada em múltiplas cores e maior poder bruto de cartas. A partir desse momento, sua abordagem mudou completamente: Larsen passou a priorizar cartas de alto impacto individual, remoções premium e cartas que ampliassem a consistência de sua base de mana.
Sua estratégia refletia perfeitamente uma das grandes características do formato de Secrets of Strixhaven: a possibilidade de punir mesas mais lineares através de decks multicoloridos altamente poderosos quando os sinais corretos aparecem.
No terceiro pack, embora os boosters tenham se mostrado mais rasos em profundidade, o fato de Larsen já estar posicionado para absorver cartas relevantes de praticamente todas as cores permitiu que ele continuasse fortalecendo seu deck, adicionando novas ameaças e recursos valiosos.
O resultado final foi um deck extremamente interessante — uma construção flexível, poderosa e capaz de explorar ao máximo o potencial do formato, reforçando porque Larsen continua sendo um dos jogadores mais técnicos do cenário mundial.
Nos jogos o deck de Larsen correspondeu exatamente às expectativas.
Seus jogos ocorreram de forma relativamente tranquila, com o atual campeão demonstrando enorme domínio técnico sobre o formato Limited. Navegando com segurança por partidas complexas e aproveitando ao máximo a flexibilidade de seu deck, Larsen fechou o draft com um sólido e convincente 3-0, mantendo vivo o sonho de mais uma campanha histórica.
A partida de maior destaque veio justamente na rodada decisiva pelo 3-0, diante de ninguém menos que o lendário “DaFore”, um dos nomes mais respeitados quando o assunto é Draft. Em um confronto que reuniu dois jogadores de elite, Larsen mostrou porque segue entre os maiores do cenário, superando mais um adversário de peso e encerrando sua participação no draft de maneira praticamente impecável.
Mas além da performance individual de Larsen, um dos pontos mais impressionantes do Day One foi o desempenho coletivo do Team Cosmos no Draft.

O resultado foi algo que beira o inacreditável: oito jogadores da mesma equipe conseguiram fechar suas respectivas mesas de draft com campanhas perfeitas.
Simplesmente… UAU.
Em um torneio desse nível, onde cada mesa reúne alguns dos melhores jogadores do mundo, ver um time apresentar esse nível de preparação, leitura de formato e execução coletiva é um feito absolutamente extraordinário. O domínio do Team Cosmos reforçou não apenas a importância da preparação em equipe no cenário atual, mas também consolidou a organização como uma das grandes potências competitivas do momento.

Nossa delegação brasileira terminou com um desempenho próximo de 50% de winrate no Draft, com destaque para Victor Esquici que conseguiu fechar a sua mesa e para Guilherme Merjan que perdeu valendo o 3-0.
Agora era a hora do Standard!

No Standard, o panorama inicial do Pro Tour foi bastante previsível.
A grande narrativa do fim de semana girava em torno de um eixo muito claro: Prowess vs Mono-Green Landfall — e, naturalmente, quais decks conseguiriam se posicionar de forma eficiente para vencer esses dois pilares do metagame.
Izzet Prowess chegou como o deck mais visado do torneio, amplamente considerado a estratégia dominante após o impacto de Secrets of Strixhaven no formato. Do outro lado, Mono-Green Landfall se consolidava como o principal predador natural.
Porém, dentro dessa dinâmica aparentemente estabelecida, o Team Cosmos encontrou espaço para inovação.
Ao invés de apenas replicar versões tradicionais de Landfall, a equipe trabalhou de forma extremamente refinada na construção da lista, ajustando o deck para melhorar significativamente dois pontos cruciais: Desempenho na mirror de Landfall e Confronto direto contra Prowess.
Ou seja, Cosmos não apenas escolheu o arquétipo certo — eles otimizaram sua versão especificamente para o field esperado do torneio.
O resultado foi imediato.
Nathan Steuer não apenas encerrou o primeiro dia invicto, como diversos outros membros da equipe também registraram campanhas extremamente sólidas, transformando a versão de Landfall da Cosmos na maior winrate do primeiro dia, provando que preparação direcionada e leitura precisa de metagame ainda são alguns dos maiores diferenciais em nível de Pro Tour.
No campo das “surpresas”, algumas tentativas de inovação chamaram atenção, como listas de Mardu Discard e outras brews pontuais que buscavam atacar o formato por ângulos alternativos. Ainda assim, apesar de interessantes, poucas dessas estratégias realmente pareciam possuir força suficiente para alterar o equilíbrio geral do evento de forma significativa.
O primeiro dia reforçou expectativas.
Mas o segundo dia ainda reservava surpresas importantes — e mostraria que, mesmo em um metagame aparentemente polarizado, o Standard ainda tinha espaço para reviravoltas.

A delegação brasileira seguiu com o aproveitamente próximo de 50% e avançaram 6 dos 12 jogadores para o segundo dia. Destaque total para a campanha histórica de Victor Esquici que iria estar no Pod 1 do draft do segundo dia!
- DIA 2

A mesa um do segundo dia entregou exatamente aquilo que se espera de um Pro Tour em sua reta decisiva: talento absurdo, tensão máxima e partidas memoráveis.
Reunindo pelo menos quatro jogadores de elite mundial — incluindo presença brasileira — a expectativa para essa rodada era enorme. Naturalmente, a torcida brasileira estava totalmente mobilizada, acompanhando cada detalhe e sonhando com uma campanha histórica de Victor.
Ainda assim, como era de se esperar, a cobertura oficial voltou seus holofotes principalmente para Nathan Steuer, líder do torneio até aquele momento.
E curiosamente, seu draft começou de maneira bastante semelhante ao de Christoffer Larsen no primeiro dia.
Nathan também iniciou sua construção se posicionando na base preta e verde, demonstrando desde cedo interesse por Witherbloom. No entanto, ao contrário de Larsen, que encontrou espaço para migrar para uma estratégia multicolorida mais ambiciosa, Steuer permaneceu muito mais fiel às duas cores iniciais, priorizando consistência ao invés de ganância.
Essa abordagem acabou resultando em um deck funcional, porém longe de ser espetacular.
Em uma mesa onde o nível geral dos boosters parecia visivelmente mais fraco, Nathan montou uma lista considerada mediana — suficientemente sólida para competir, mas sem o mesmo brilho explosivo de outros drafts vistos ao longo do evento.
No fim, o resultado refletiu exatamente isso: um respeitável 2-1, desempenho importante para manter sua posição no torneio, ainda que sem o domínio absoluto demonstrado no primeiro dia.
Mas se o draft de Nathan foi importante para a narrativa do torneio, o verdadeiro espetáculo daquela rodada veio em outro confronto.
O duelo entre Rui Zhang e Thierry Ramboa foi, sem exagero, uma das partidas mais impressionantes de todo o evento.
Uma verdadeira obra-prima de Magic competitivo. Foi aquele tipo de partida que se assiste de pé, tamanha a tensão, o nível técnico e a quantidade de decisões complexas envolvidas.
Para quem perdeu, vale absolutamente revisitar essa partida — um espetáculo competitivo que certamente merece lugar entre os melhores jogos do torneio.
Destaque também para as três pessoas que terminaram 6-0 no draft: Rui Zhang, Stefan Schütz e Jacob Mitchell-Rabaey. Você pode conferir seus decks neste link. Stefan que inclusive está 12-0 na temporada de Drafts do Pro Tour neste ano.
E voltamos para o Standard!

Com os números do primeiro dia finalmente consolidados, todas as atenções naturalmente se voltaram para uma das grandes perguntas do torneio:
O Selesnya Landfall do Team Cosmos era realmente o deck do Pro Tour?
Os dados indicavam fortemente que sim.
Mesmo com apenas 11 pilotos registrados, o arquétipo apresentou impressionantes 63,6% de winrate, a melhor taxa entre todos os decks relevantes do field. Em um ambiente amplamente polarizado entre Prowess e Mono-Green Landfall, a versão refinada da Cosmos parecia ter encontrado exatamente o equilíbrio ideal para explorar o metagame esperado.
Nathan Steuer seguiu como principal protagonista dessa narrativa, mas sua reta final rumo ao Top 8 foi tudo menos tranquila. Após dominar o primeiro dia, Nathan encontrou resistência nas rodadas decisivas e precisou lutar muito mais do que o esperado para alcançar a tão sonhada 12ª vitória, resultado que praticamente garantiria sua vaga no domingo.
Enquanto isso, quem primeiro carimbou presença no Top 8 foi Rui Zhang, pilotando Izzet Lessons de forma extremamente consistente e mostrando que, apesar da narrativa dominante em torno de Landfall e Prowess, o arquétipo azul-vermelho baseado em lições ainda possuía ferramentas poderosas para competir no mais alto nível.
Pouco depois, Nathan Steuer e Christoffer Larsen também confirmaram suas vagas, consolidando ainda mais a força competitiva de suas campanhas.
Outro grande destaque foi o desempenho do Team Handshake. A equipe colocou três jogadores no Top 8, um feito impressionante por si só — mas com um detalhe ainda mais curioso: cada um utilizando um deck diferente, reforçando a versatilidade e profundidade estratégica do time.
Entre eles, Zevin Faust merece menção especial.
Após já impressionar no último Pro Tour com um 9-1 pilotando Azorius Tempo, Faust voltou a desafiar expectativas e novamente apresentou números absurdos, registrando um impressionante 8-2 na porção Standard, reafirmando sua posição como um dos maiores especialistas do arquétipo.
E claro sempre ele, Matt Nass, dando show nas câmeras e trazendo o deck mais "diferente" e animador até aqui, também garantiu sua vaga no Top 8.
• Rui Zhang (Izzet Lessons)
• Matt Nass (Selesnya Ouroboroid)
• Stefan Schütz (Mono-Green Landfall)
• Christoffer Larsen (Selesnya Landfall)
• Maxx Kominowski (Izzet Spellementals)
• Nathan Steuer (Selesnya Landfall)
• Matthew Stefansson (Mono-Green Landfall)
• Zevin Faust (Azorius Tempo)

Enquanto isso, infelizmente o segundo dia não reservou grandes resultados para a delegação brasileira.
Victor Esquici ainda teve destaque em uma feature match, mas acabou enfrentando uma partida extremamente ingrata, marcada por uma sequência de azar que praticamente o impediu de competir de forma efetiva.
Apesar dos resultados aquém do sonhado, fica aqui o reconhecimento absoluto aos nossos representantes, que mais uma vez carregaram o Brasil ao cenário internacional e mostraram a força da nossa comunidade no maior palco competitivo do jogo.
- TOP 8

No domingo, o Pro Tour Secrets of Strixhaven entregou exatamente aquilo que todo fã de Magic competitivo espera: confrontos de altíssimo nível, inovação, drama e partidas que reforçaram por que este foi um dos eventos mais marcantes da temporada.
As quartas de final começaram com uma das listas mais intrigantes do torneio: Matt Nass e seu Selesnya Ouroboroid, uma criação refinada de última hora que surpreendeu o field com explosividade absurda. Seu confronto contra Matthew Stefansson foi uma verdadeira batalha de criaturas, triggers e board stalls, com Nass utilizando Brightglass Gearhulk e Ouroboroid para quebrar mesas congestionadas. Em uma série extremamente equilibrada, Nass venceu por 3-2, mostrando que sua inovação não era apenas uma curiosidade de deckbuilding, mas uma ameaça real ao título.
Na sequência, tivemos um dos confrontos mais técnicos do Top 8: Rui Zhang contra Zevin Faust.
Faust trouxe novamente seu já característico Azorius Tempo (ou “Azorius Prison”), utilizando ferramentas como High Noon e Ghost Vacuum para atacar diretamente as engrenagens do Izzet Lessons de Zhang. Após ficar atrás, Faust mostrou enorme capacidade de adaptação e levou a série ao quinto jogo. No entanto, Zhang conseguiu controlar melhor os recursos no confronto decisivo, utilizando Artist's Talent e Monument to Endurance para recuperar o controle e avançar às semifinais.
Do outro lado da chave, Christoffer Larsen continuava sua busca histórica.
Enfrentando Maxx Kominowski e seu Izzet Spellementals, Larsen mostrou exatamente porque Landfall foi uma escolha tão poderosa para o torneio. Sazh's Chocobo, Mossborn Hydra e a capacidade de gerar pressão constante colocaram o campeão defensor em vantagem, e mesmo quando Kominowski encontrou respostas pontuais, Larsen demonstrou enorme resiliência para reconstruir sua mesa. Vitória por 3-1 e mais um passo rumo a uma possível conquista consecutiva.
Já Nathan Steuer foi simplesmente avassalador em seu confronto contra Stefan Schütz.
No mirror de Landfall, Nathan mostrou domínio absoluto do matchup, vencendo por 3-0 de forma convincente. Sua capacidade de navegar mirrors, utilizar remoções no timing ideal e maximizar suas ameaças deixou claro que ele não estava apenas em grande fase — ele parecia destinado à final.
- Semifinais

A semifinal entre Nathan Steuer e Matt Nass era para muitos, uma final antecipada.
Dois campeões consagrados, dois jogadores históricos e duas abordagens distintas do Selesnya se enfrentaram em uma série espetacular de cinco jogos. Nass mostrou o poder bruto de Ouroboroid e Brightglass Gearhulk, enquanto Nathan respondeu com consistência, geração de valor e excelente leitura de combate. Após uma série extremamente equilibrada, Steuer avançou por 3-2, garantindo sua vaga na final.
Na outra semifinal, Rui Zhang começou forte contra Larsen, vencendo o primeiro jogo com o tradicional plano eficiente de Izzet Lessons.
Mas então Larsen fez aquilo que grandes campeões fazem.
Através de sideboard preciso, incluindo Rest in Peace e ajustes perfeitos para neutralizar as engine de Zhang, Larsen virou completamente o confronto. Foram três vitórias consecutivas, com domínio crescente, garantindo ao atual campeão mais uma final de Pro Tour — algo que parecia impossível para a maioria dos jogadores.

Se o Top 8 já havia entregue partidas memoráveis, a grande final conseguiu elevar ainda mais o nível dramático do Pro Tour Secrets of Strixhaven.
De um lado, Christoffer Larsen, atual campeão, tentando realizar um feito que simplesmente nunca aconteceu na história do Magic competitivo: conquistar títulos individuais consecutivos de Pro Tour.
Do outro, Nathan Steuer, o prodígio, ex-campeão mundial e um dos maiores talentos de sua geração, retornando ao cenário principal para provar que ainda pertencia ao topo.
Mais do que uma final, o duelo parecia um capítulo histórico inevitável.
E não decepcionou.
Logo nos primeiros jogos, ficou claro que estávamos diante de um mirror de altíssimo nível técnico, onde cada trigger de Landfall, cada remoção e cada ataque exigiam precisão absoluta. Ambos os jogadores demonstraram leitura quase perfeita das possibilidades do oponente, resultado natural não apenas do nível individual absurdo, mas também do fato de serem companheiros de equipe e conhecerem profundamente suas listas.
O primeiro jogo já estabeleceu o tom da série.
Larsen parecia ter a vitória encaminhada após montar uma posição extremamente favorável, mas Nathan mostrou exatamente por que é considerado um dos melhores jogadores do mundo: segurou recursos, encontrou a linha perfeita e puniu uma tentativa agressiva de Larsen, roubando uma vitória que parecia improvável.
No segundo jogo, o roteiro se inverteu.
Nathan chegou a sobreviver com apenas 2 pontos de vida e construiu uma posição que indicava possível virada, mas Larsen respondeu de forma brilhante, encontrando o timing exato para reverter a partida e empatar a final.
O nível estratégico era simplesmente absurdo.
A própria dinâmica entre os dois trouxe momentos quase cinematográficos, incluindo sideboards realizados abertamente, frente a frente, discutindo ajustes e planos diante da plateia — um espetáculo raro, técnico e carregado de respeito mútuo.
Larsen assumiu a dianteira no terceiro jogo, ficando a apenas uma vitória de um bicampeonato histórico. Seu uso de Sheltered by Ghosts e linhas agressivas extremamente refinadas pareciam colocá-lo no controle total da narrativa.
Mas Nathan Steuer ainda não havia terminado.
No quarto jogo, um momento crucial definiu a sobrevivência do americano: quando Larsen tentou resolver a Mossborn Hydra com Erode, Nathan revelou Snakeskin Veil, protegendo sua principal ameaça e forçando o quinto jogo.
E então veio o desfecho perfeito.
Game 5: Ambos mulligando para cinco cartas. Ambos sabendo que qualquer erro encerraria o torneio.
Larsen chegou a construir vantagem significativa e parecia novamente próximo da glória histórica. Porém, uma sequência de draws menos explosiva abriu uma pequena janela.
E contra Nathan Steuer, pequenas janelas são suficientes.
Com cálculos perfeitos, gestão impecável de recursos e mais uma demonstração de sangue frio, Nathan encontrou a linha vencedora inevitável. Larsen, reconhecendo que não havia mais saída, estendeu a mão.
Nathan Steuer era novamente campeão de Pro Tour!
A vitória não apenas consolidou seu retorno triunfal, como também lhe garantiu o segundo título de Pro Tour da carreira, reafirmando sua posição entre os grandes nomes da história recente do competitivo.
Já Larsen, apesar da derrota, saiu ainda mais consolidado como uma força histórica, ficando a apenas um passo de um feito sem precedentes.
No fim, foi uma final entre amigos, companheiros, gênios competitivos — e uma das melhores séries que o Pro Tour poderia oferecer.
Nathan Steuer voltou.
E voltou para o topo.

Lembrando que os três dias completos de cobertura — incluindo Drafts, Standard, Top 8 e a histórica grande final — podem ser revistos no canal oficial da LigaMagic no YouTube, com toda a nossa transmissão em português para quem quiser reviver cada momento deste espetáculo competitivo.
Foi mais uma vez um enorme prazer trazer essa cobertura para vocês.
Obrigado a todos que acompanharam conosco mais essa jornada.
Nos vemos no próximo Pro Tour, para mais uma cobertura completa, mais histórias para contar e, claro, mais Magic de altíssimo nível.
pois é, ainda fico em choque que aquele guri foi desclassificado por comportamento anti-jogo qd ele só celebrou a própria vitória haha
Se fosse a Pokémon Company teria banido os dois e o time todo depois que o jogo terminou por umas 400 infrações anti-emoções dele.
Pelo menos nisso a gente tem que admitir que no Magic é gostoso demais de ver!