Máscaras de Mercádia – Salvem Squee
12/11/2017 10:00 / 1,181 visualizações / 2 comentários
 
Máscaras de Mercádia – Parte XIV
 
Salvem Squee
 
 

O som de trovões ecoava nos céus.

A iminente tempestade apenas acelerava as negociações que ocorriam ao pé da montanha. O mercado nunca cessava seus comércios. A densa e escura noite foi visitada pela chuva. Shi’ka despertou Gerrard e seus companheiros do sono e os guiou através da multidão de comerciantes e mercadores que aglomeravam a área. O líder dos pastores levaria a comitiva até o caminho secreto e seguro até Mercádia, dessa forma, eles conseguiria evitar os guardas mercadianos.

Após uma caminhada considerável, eles chegaram até uma série de muralhas com tapetes ricos de design complexo, rapidamente, Shi’ka empurrou Gerrard e os outros para dentro da barraca do pequeno quarto da parte de trás. A sala estava embainhada com o aroma de almíscar e o cheiro de óleo de polir prateleiras e carpetes. O comerciante agarrou uma borda de um grande tapete e indicou Tahngarth a pegar o outro. Com um grunhido, eles ergueram a pilha revelando um pequeno alçapão preso com cravos pesados.
 
O Benaliano podia ver uma escada delgada que descia até a escuridão. Era o caminho o qual Shi’ka falara. O mercador os avisou que, apesar de eles possuírem tochas, era melhor não acendê-las, a não ser que fosse extremamente necessário, pois embaixo da montanha havia diversos caminhos e a luz poderia ser percebida por alguém ou alguma coisa que eles não desejariam. Gerrard cumprimentou o companheiro e desceu as escadas, sendo seguido pelos demais marinheiros do Bons Ventos.
 
O primeiro caminho era feito de escuridão intensa. Sendo seguido por uma câmara estreita e circular, da qual parecia haver apenas uma saída. Ao longo do túnel, a companhia caminhava com as mãos estendidas em ambos os lados, os ouvidos atentos para o menor som. Até seus próprios passos soavam alarmantemente altos, chocalhando e ecoando contra a pedra no chão. A passagem era tão estreita que Tahngarth teve que se inclinar para conseguir atravessar.
 
Após algum tempo, Gerrard sentiu o caminho ascender, ele subia levemente. Ainda não havia luz, mas os ecos que vinham de um corredor mais alto e mais largo e em um ou dois pontos, a escuridão era menos intensa. Tateando pela passagem principal, com as mãos completamente estendidas, Gerrard encontrou uma pilha de pedregulhos. Eles eram ásperos e irregulares, e estavam bloqueando o caminho.
 
Sussurrando, Gerrard decidiu arriscar um pouco e pediu para Sisay acender a tocha, protegendo-a com as mãos para que o fogo não se apagasse e a luz não se estendesse muito. Houve um leve raspamento de aço contra a pederneira e então, uma fagulha caiu sobre a ponta da tocha trazendo a luz. O grupo viu que estavam em uma caverna que preenchia completamente o túnel pelo o qual eles viajaram. Uma grande parte das pedras era grande, e não havia muita esperança de que eles conseguissem limpar o caminho. Sufocando a tocha, Sisay perguntou o que deveriam fazer agora. Havia somente duas opções: voltar ou tentar encontrar outro caminho.
 
Gerrard podia sentir o sentimento do grupo. Ninguém havia gostado daquela passagem obscura e era certo que eles prefeririam arriscar enfrentar os guardas nos elevadores, mas mesmo assim estavam ali. O Comandante Benaliano decidiu que deveriam tentar encontrar outro caminho. Afinal, era a melhor maneira de chegar a Mercádia sem que ninguém soubesse que estavam lá. Ele ouviu um suspiro fraco na escuridão e guiou o caminho de volta pelo túnel. O ânimo da comitiva não era dos melhores naquele momento.
 
O novo túnel era menor e mais estreito do que o anterior. Tahngarth teve que se agachar para conseguir atravessar, e Gerrard começava a sentir oprimido pelo peso da montanha sobre ele. Finalmente, um pequeno brilho apareceu diante deles. Enquanto eles se aproximavam, Gerrard viu uma porta de madeira. Ele pressionou, cautelosamente, seu peso contra ela. A porta rangeu e se abriu levando a outra passagem.
 
Gerrard perscrutou. Este salão era surpreendentemente amplo e espaçoso. A cada cinquenta metros ou mais, um suporte de ferro na parede segurava uma tocha. A esquerda, o caminho se inclinava para cima. À direita, ele curvava-se.
 
Parecia que o “caminho secreto” não era tão secreto assim.
 
Gerrard assentiu e pediu para que tentassem não fazer muito barulho. Provavelmente eles teriam que subir uns cinquenta metros da base da montanha. Eles tomaram o caminho ascendente, que era mais rápido, mas era tingindo com urgência e trepidação. Das entranhas da montanha, eles ouviam o soar de maquinários vez ou outro. Enquanto caminhavam, Dabis percebeu algo no caminho. Um pequeno objeto que cabia na palma da mão. Um anel feito de vidro verde.

Era o anel de Squee.
 
Agora eles sabiam que o grumete esteve por ali. “Se há encrenca a ser encontrada, Squee a encontrará,” foi o comentário de Tahngarth, mas Sisay supôs que o goblin devia estar procurando pelo Bons Ventos. E se isso era verdade, então ambos podiam estar por perto.
 
A voz de Gerrard se encontrou com um eco que veio do túnel de cima. Alguém se aproximava, vindo da próxima curva. O grupo se olhou rapidamente. As paredes que os rodeavam eram sólidas, lisas e sem fissuras. Não havia lugar para se esconder. Gerrard sacudiu a cabeça com tristeza e puxou sua espada.
 
Instantes depois, um grupo de Mercadianos apareceu e se deparou com a visão da tripulação do Bons Ventos. Os quatro da frente vestiam o uniforme dos guardas da cidade.
 

Os demais eram cortesãos, mas Gerrard percebeu o relance de uma pele verde no meio do grupo. Pelo menos um Kyren.

Com um berro, Sisay avançou, com Tahngarth saltando ao lado dela. Um sonido ecoou pelo túnel, e os guardas sacaram suas espadas a tempo de aparar o primeiro ataque. Sisay e Tahngarth se aproximaram de dois deles.
 
Gerrard enfrentou o terceiro e Dabis o quarto. Chamas correu para ajudar seus companheiros, mas caiu com um grito de dor. Um dardo prateado surgiu na coxa dela. Dois Kyren ergueram zarabatanas até os lábios e miraram em Fewsteem. Com um golpe desmantelador, Gerrard empurrou seu oponente até que ele ficasse entre os goblins e servisse como alvo.
 
Enquanto isso, Tahngarth arrancou a espada do Mercadiano. O soldado o encarou em choque. A lâmina do minotauro terminou o serviço, arrancando a cabeça do soldado. Sisay estava tendo mais dificuldades. Ao contrário dos demais guardas Mercadianos, aquele sabia manusear uma espada. Ele deferiu um forte golpe contra ela, mas ela o aparou com sucesso e o empurrou de volta. O guarda tentou dar um golpe contra a cabeça dela, mas ela esquivou do ataque e, ao mesmo tempo, evitou um dos dardos de prata.
 
O duelo de Gerrard estava demorando mais do que ele esperava. Ele forçou seu oponente contra a parede. Desesperado, o homem ergueu um protetor de aço que nem mesmo os melhores golpes do Benaliano podiam penetrar. De um dos Kyren surgiu um grito selvagem. Uma adaga arremessada por Fewsteem, acertou o pulso do goblin. Segurando o pulso ferido, ele rolou no chão de dor. Com a espada em mãos, Fewsteem saltou sobre o guarda decapitado e atacou. Tahngarth correu ao lado dele, pegou os cortesãos pela cabeça e as bateu uma contra a outra. Eles caíram inconscientes no chão.
Gerrard fintou seu oponente e levou sua espada em um golpe voraz que finalmente acertou. O homem sentiu a lâmina adentrar a carne e acabo caindo de joelhos. Ele afundou lentamente no chão, e agarrou-se à garganta, que jorrava sangue.
 
No mesmo instante, Sisay caiu sobre seu oponente cravando a espada no peito dele. Enquanto ele se debatia, ela se lançou sobre ele, afundando a lâmina duas vezes mais. Ele caiu sem fazer mais barulho.
 
A Striva de Tahngarth pairava sobre a garganta do goblin remanescente. Seu companheiro fora cortado por Fewsteem. Dabis carregava Chamas nos braços. Os lábios dela ficaram azuis, e ela estava tremendo descontroladamente.  Os olhos de Dabis estavam cheios de lágrimas.

O dardo devia estar envenenado.
 

Gerrard se ajoelhou ao lado de Chamas. Ela olhou para ele, balbuciando e com os dentes tremendo, ela se desculpava com seu capitão. A marinheira não sentia mais as pernas. Ela tentou falar outra vez, mas sua voz falhou e seus olhos se fecharam.

Gerrard se ergueu e olhou ao redor. As paredes estavam pintadas de sangue. Sisay amarrava um curativo no braço. Os corpos dos Mercadianos estavam espalhados. O Kyren sobrevivente chilreava. O Benaliano caminhou até onde estava o minotauro e o Kyren e perguntou para onde eles estavam indo.
 
O Kyren nada disse.
 
Ele perguntou onde o corredor levava.
 
Outra vez, o goblin estava silencioso.
 
Gerrard se virou para Sisay e perguntou se os cortesãos estavam vivos. Um estava, mas ela não podia dizer o mesmo sobre o outro.

Ela o acordou dando tapas no rosto dele. Ele rosnou e ergueu a cabeça. Ele rosnou outra vez quando percebeu quem estava sobre ele. Sisay o puxou e o colocou de pé, bem ao lado do seu mestre Kyren. Se agachando, Gerrard pegou um dos dardos da zarabatana e o colocou diante do rosto do Mercadiano.
 
Ele queria saber o que era aquilo.
 
O Mercadiano ficou pálido. Seus lábios estremeceram. Gerrard colocou o dardo mais perto, até que a ponta estivesse na bochecha do Mercadiano. Ele perguntou onde o corredor levava. Lágrimas rolavam pelo rosto do Mercadiano. Ele tentou se virar para olhar para o Kyren, mas a pressão do dardo impediu. Ele abriu sua boca, olhos implorando.
 
De repente, o corpo do goblin se contorceu. Uma mão com dedos verdes acertou a mão de Gerrard, empurrando o dardo dentro da bochecha do Mercadiano. O homem se contorceu e caiu no chão, agarrando o rosto. A lâmina de Tahngarth cortou a garganta do Kyren. Gerrard saltou para trás e quando ele se virou para o Mercadiano, o homem já estava duro.
 
Por fim, eles ficaram sem saber para onde estavam indo.
 
Sem rumo, agora eles deviam retirar os corpos de vista. Dabis fez o melhor para alinhar os lábios de Chamas e limpar a baba branca que jorrou através dos dentes dela. Infelizmente, eles teriam que deixá-la naquele lugar, junto dos outros corpos. Concordando, Dabis pegou um pedaço de pano do Mercadiano e cobriu o rosto da mulher. Ela a ergueu e a pôs junto dos demais corpos.
 
Eles ajuntaram os corpos, limpando o local da melhor forma possível. As tochas foram removidas e com sorte, ninguém perceberia as pedras cobertas de sangue. Seguindo o caminho, a tripulação caminhou túnel abaixo até encontrar o final do túnel. Eles se agacharam na vasta escuridão logo após a passagem e saíram em uma vasta câmara coberta de fumaça azul.
 
 
“Pela ruína de Mishra!”

A tripulação olhava maravilhada para a poderosa frota de naus voadoras que estavam reunidas na enorme caverna. Por todo lugar, o subterrâneo estava repleto com embarcações – embarcações Phyrexianas. Trabalhadores se moviam pelos passadiços, construindo, reparando, testando, preparando... mas o que aquilo tudo significava?
 
Gerrard balançou a cabeça. Muitas daquelas embarcações se pareciam com o Predador. A maioria era maior, mas era possível ver que todos tinham o mesmo design e características gerais. Aquela frota fora construída para Rath, para ser usada por Volrath.
 

Mas por quê?

Por que eles precisavam de uma frota daquele tamanho?
 
O Benaliano respondeu. Só havia uma razão para aquilo. A frota devia ser para a invasão de Dominaria. Aquela era a frota de invasão de Volrath.
Nenhum deles sabia que o Evincar estava em Mercádia. Eles não presenciaram a marcha pela cidade, por isso houve tantas especulações. Sem saber que Takara era Gerrard, aquela frota não fazia sentido porque qual era o propósito de construir uma frota em Mercádia ao invés de Rath. Por que não construir em um local governado por Volrath?
 
A não ser que...
 
Talvez o lugar fosse controlador por ele.
 
Se lá estavam todos aqueles navios, o Bons Ventos também devia estar. Gerrard sentia o navio chamando-o. Eles partiram em busca do navio e fariam o possível para criar caos pelo caminho.
 
Enquanto isso...
 
Karn estava no convés do Bons Ventos e olhava para a figura pendurada por correntes. Ele sentia pena ao ver seu companheiro Squee daquela forma. Mas era inútil falar com o goblin agora. Squee já estava inconsciente fazia um dia. Pelo menos ele ainda estava respirando. Em seu sofrimento silencioso, Squee estava fazendo mais para salvar o Bons Ventos do que qualquer um dos seus tripulantes. Três vezes, Karn lutara até o mastro, esperando salvar seu amigo, e três vezes ele fora impedido pelos guardas que o cercaram encheram o navio.
 
Era inútil. Squee ficaria pendura lá enquanto vivesse, mas por quanto tempo ele aguentaria? A maior esperança estava em Gerrard.
 
Alguém se aproximou, mas não era Gerrard.
 
Volrath.
 
Karn rosnou o nome por entre os dentes. Ele se virou e deixou seu amigo lá, e retornou por uma escotilha para a sala de máquinas. O espaço apertado estava cheio de ferramentas. Os trapos oleosos pendiam na fuselagem do motor. Engrenagens estavam dispostas sobre toalhas no chão. Coberta de graxa, Hanna paginava o Tomo Thran, murmurando sobre o era o que e onde devia ser posto.

Mas tudo aquilo era um show para impressionar os guardas Mercadianos que a vigiavam. Na primeira hora de trabalho, Hanna efetuou a configuração correta da Matriz de Energia e os Ossos de Ramos. Ela até mesmo conseguiu instalar a Bolha Juju, um item do Legado que era armazenado dentro de Karn, dentro da Matriz de Energia.
 

Simplesmente inserindo o chifre de Ramos na sua posição, ela pôde energizar o navio todo... mas então o Bons Ventos seria de Volrath. E Volrath estava vindo.

Mal as palavras saíram da boca de Karn, o Evincar com sua armadura cinza desceu as escadas para dentro da sala de máquinas. Ele tinha um sorriso macabro no rosto e uma balista engatilhada nas mãos. Ele queria saber como estava o progresso do trabalho, mas Hanna desviou o olhar, seu rosto se endureceu. Ela culpou os mitos, alegando que os dispositivos não foram projetados para funcionarem juntos. A construção deveria ser acompanhada por uma série de engrenagens para que isso fosse possível.
 
Absurdo!
 
Volrath não imaginara que a vida do goblin durasse todo aquele tempo, mas a paciência dele morreu antes de Squee. As ordens eram claras: iniciem o navio.
 
Hanna tentou criar outra desculpa, mas antes que terminasse o Evincar tinha se virado e subia as escadas. Karn o seguiu, com as massivas mãos abertas ele tentou aplacar o Evincar.
 
“Paciência, Mestre Volrath. O Bons Ventos não é uma mera máquina. Ele é um ser – tão complexo quanto um corpo vivo. Ele não pode ser simplesmente reparado. Ele deve ser curado. A Matriz não pode simplesmente ser presa no lugar. Ela deve crescer dentro do motor.” (Máscaras de Mercádia, p.302)
 
Volrath estava omisso.

Ele alcançou o convés principal e caminhou em direção à balaustrada, erguendo a balista diante dele, ele respirou fundo e treinou atirar em Squee. Karn implorava para que ele fosse paciente, mas então o golem de prata mencionou um nome proibido.
 
Karn chamou Volrath de Vuel.
 
Volrath chiou, se virando furiosamente para o golem de prata; “Vuel? Vuel! Vuel está morto. Ele foi morto pelo seu abençoado mestre. Eu não sou Vuel. Eu sou Volrath. Volrath é o corpo de Vuel, um corpo que não jazeria no chão e morreria quando Gerrard o matasse. Não me chame de Vuel!” (Máscaras de Mercádia, p.302)
 
A balista tremia nas mãos dele.

Karn replicou, tentando resgatar alguma coisa dentro de Volrath. Ele acreditava que, apesar da monstruosidade que ele se transformara, talvez ainda houvesse um nervo dele vivo lá. Ele achou que havia tocado aquele nervo. Se Volrath atirasse em Squee, ele mataria Squee, sim, mas também mataria Vuel – para sempre. O golem pediu para que ele colocasse a balista no chão e voltasse à vida.
 
Ele esticou a mão e tocou o ombro de Volrath.
 
Rosnando, Volrath ergueu a balista. A tremedeira se fora. Ele apertou o gatilho e o dardo saltou, direto em direção ao coração de Squee.
 
Karn berrou, mas então um baque soou.
 
As correntes tremeram bruscamente. Os mastros estremeceram. Um barulho soou através do convés e as luzes brilharam ao longo da balaustrada. Os mastros desceram e as correntes se amoleceram. O disparo passou por cima da cabeça do goblin.
 
Chiando em triunfo, Volrath soltou a balista. “Então, o Bons Ventos está reparado finalmente.
 
Karn não o escutou. Ele partiu em direção a Squee para pegar seu amigo.
 
Volrath sorria perversamente enquanto latia ordens para o capitão da guarda no convés. “Convoquem minha tripulação. O Bons Ventos parte em uma hora.
 
As engrenagens estavam se mexendo e a ruína de Mercádia se aproximava.
 
 
 

Leandro "Arconte" Dantes (VIP STAFF Arconte)
Leandro conheceu o Magic em 1998 e, desde então, se apaixonou pelo Lore do jogo. Após retornar a jogar em 2008, se interessou por lendas, o que resultou por despertar a paixão pela escrita. Sempre foi mais colecionador do que jogador e sua graduação em Pedagogia pela Ufscar cooperou para que ele aprimorasse e desenvolvesse um estilo próprio. Autor de alguns contos, todos relacionados ao Magic, já traduziu o livro de Invasão e criou sua própria saga com seu personagem, conhecido como Arconte.
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Comentários

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radjahh (14/11/2017 21:58:11)

massa! agora semanal fica ótimo! dá é gosto a leitura!

FelipeBentoPereira (14/11/2017 11:09:40)

humm! já salvei pra depois ler com atenção!!! hahahaha
sempre faço isso!

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