2018 - O Ano do Pauper
02/03/2018 10:00 / 8,640 visualizações / 38 comentários
 
Olá! Direciono meu artigo de hoje a você que, assim como eu algumas semanas atrás, ainda não está jogando Pauper, mas tem curiosidade ou vontade em fazê-lo. Aos que já se decidiram por entrar de vez no formato e querem conhecer um pouco mais sobre os decks Tier, recomendo a leitura do excelente artigo do Jorge Jacoh, onde ele destrincha de forma resumida o que cada um dos principais arquétipos faz e seus papéis no metagame. E para quem ainda está na dúvida se deve ou não ingressar no Pauper, espero que a leitura de hoje seja esclarecedora!
 
O Momento do Pauper
 
 
 
O tweet acima foi postado pelo perfil da Channel Fireball (organizadora dos GPs pelo mundo) e mostra o quanto o formato está popular - um evento paralelo de Grand Prix juntou mais de 300 jogadores! Enquanto isso, as ligas no Magic Online tem uma quantidade superior a 1000 jogadores simultâneos, rivalizando em quantidade com as ligas Friendly do Standard e Modern, e com mais jogadores do que nas respectivas ligas competitivas desses formatos.
Mesmo traduzindo para a nossa realidade do circuito nacional e das lojas locais, os torneios Pauper são um sucesso estrondoso. Aqui em Santos, qualquer evento Pauper (sendo ele somente um regular ou válido para o CLM11) dá mais de 20 jogadores, o que ocorre com bem menos frequência nos outros formatos. Na Grande Final do CLM 10, os paralelos de Pauper lotaram, mesmo com a diversidade de outros eventos ofertados (PPTQs T2, Selado, e as Grandes Finais). Mais pessoas querem JOGAR Pauper.

Existem mais produtores independentes de conteúdo nacional exclusivo para o Pauper do que de todos os outros formatos juntos - mostrando a existência de um público gigantesco no país que anseia por conteúdo, artigos, reports, vídeos, gameplays, podcasts e afins (desconsiderando, ainda, o pessoal das lives/streams/youtube que jogam outros formatos conjuntamente com o Pauper). Mesmo aqui na LigaMagic, os artigos sobre o tema (como os que o Jorge Jacoh nos traz) só ficam devendo para os "polêmicas de banlist" em termos de visualizações e comentários. Mais pessoas querem não apenas JOGAR Pauper, mas aprender, conhecer e consumir material sobre o formato.
 
Mas afinal, por quê o formato "pegou"?
 
Mesmo antes do "boom" no início desse ano, o Pauper sempre foi um formato relativamente popular como "passatempo" no Magic Online e também nos torneios das lojas locais aqui no Brasil. Em ambos os casos, o fator econômico sempre pesou bastante.

Sabemos que os preços das cartas aqui no Brasil nem sempre são os mais acessíveis, e que acaba sendo bastante custoso se manter em formatos mais dinâmicos e propensos à mudanças (como o Standard) ou com uma barreira de entrada gigantesca (como os não-rotativos Modern/Legacy). Juntando acessibilidade e não-rotação, o Pauper tornou-se o formato da escolha de vários, que podem investir em uma coleção "eternal" sem gastar uma fortuna, e o mais importante, mantendo a competitividade.
 
Naturalmente, com maior atenção voltada para o formato e mais pessoas jogando, o preço de algumas staples difíceis de achar foram subindo (Cho-Manno's Blessing, Chainer's Edict, Gush e Quirion Ranger são bons exemplos). Outras vão até mais extremo, como o Oubliette, de Arabian Nights. Em outros casos, baralhos inteiros sofreram uma valorização, caso do UR Skred, que mesmo sem ter staples que dispararam muito no preço ,está mais caro para adquirir hoje como um todo em relação a quem fez a sua aquisição algum tempo atrás.
 

 
Muitos reclamam que esse aumento nos valores de algumas staples tira a natureza "pauper" do formato, que agora não dá mais para montar um deck com R$ 50,00, e por aí vai. De certa forma, esse acaba sendo um "preço do progresso". Só que funciona como uma via de mão dupla: se o formato fica mais atrativo para organizadores, lojistas e jogadores, mais pessoas vão querer participar, oferta e procura se aplicam... mas ao final, não sai todo mundo ganhando com o formato sendo mais jogado em todos os lugares? Por exemplo, vamos ter uma Grande Final do CLM exclusiva no formato, além do próprio crescimento nas lojas e a chance de sancionar oficialmente no DCI.
 
Mesmo considerando esse aumento dos preços, o custo de entrada para ser competitivo no Pauper ainda é muito mais barato do que dos outros formatos. Tomo como exemplo meu caso: montei o MBC Pauper recentemente, com as Oubliette e tudo, e ainda assim o deck saiu muito mais em conta que qualquer Tier 1 do Modern ou do Legacy (comparando com os não-rotativos). E muito mais barato do que alguns dos Standard mais caros e cheios de míticas (como Grixis Energy ou Mardu Veículos).

Ou seja: posso ser competitivo, participando de eventos importantes como o CLM11, com um investimento muito menor que nos outros formatos. E mesmo para os que querem investir praticamente nada e ter um deck "quase de graça", vários decks bem baratos fazem sucesso principalmente no Magic Online, onde já vi listas 5-0 que custam 5 tix!!

Jogando o Pauper
 
Para quem não está acostumado ao "Magic old school", o Pauper pode acabar sendo um pouco chato, desinteressante ou underpowered - afinal, staples de outros formatos como Planeswalkers, tutores, remoções globais e efeitos poderosíssimos capazes de virar uma partida sozinhos são escassos ou inexistem.

Mas basta jogar um pouco e podemos perceber que as partidas são decididas em detalhes, com várias nuances e camadas de complexidade estratégicas interessantes. O formato é interativo e dinâmico - o keep inicial e o sequenciamento dos terrenos, threats e respostas no começo é essencial, assemelhando-se a formatos rápidos como o Legacy e o Modern. Em contrapartida, pela ausência de raras e um power level médio menor, os jogos podem acabar se arrastando um pouco e dão chances de "voltar para o jogo" para o jogador que melhor utilizar os recursos, lembrando também algumas partidas "jogo jogado" do Standard. Quase não temos cartas que "ganham sozinhas", e de um jeito ou de outro todas as threats tem algum tipo de "counter" que pode ser utilizado para segurá-la, basta o metagame estar preparado para tal.
 

 
Em termos de variedade de jogadas, nesse meu tempo no Pauper eu já tomei desde Urza Tron fechado no 2 (com ajuda de Chromatic Sphere e Explore) e Burn me matando no turno 3, até partidas contra UB e Tron que foram decididas no mill. Já virei partidas épicas a 1 de vida, mulligado a 5 e exaurido de recursos, assim como já vi oponentes voltarem de partidas que nunca imaginei que iria perder, de formas completamente mirabolantes.

Num geral, o metagame do Pauper lembra muito o do Modern. Em ambos os formatos, temos um rol de 8-10 decks que podem ser classificados como o "Tier 1". Esses são os decks que vão dar as melhores chances para um piloto competente, e mesmo que estejam mal-posicionados em determinado evento, são sempre escolhas "seguras", muitas vezes sendo o "carro-chefe" representativo de seus macroarquétipos. Porém, existe ali um grupo de mais uns 30 decks viáveis/Tier 2, e que ninguém se surpreende se em um determinado dia um daqueles decks faturar o caneco ou fizer Top 8. Temos os ditos "melhores decks", mas sempre há aquele clima de "qualquer um pode vencer" - aggro, control, midrange, combo, prision, e todas as ramificações e desdobramentos possíveis.

Assim como o Modern, o formato recompensa os estudiosos e os que empregaram tempo e esforço para aprendê-lo, buscando aqueles "porcentos" a mais, por menores que sejam, e com isso acabamos sempre vendo "os mesmos rostos" mandando bem nos torneios IRL e no Magic Online.
 
Meus primeiros passos no Pauper
 
Por ser também um novo adepto do formato, a "receita" que encontrei foi pegar um deck, e mesmo que possam haver opções melhores, ir jogando com ele ao máximo para aprender a extrair tudo que puder dele (e conhecer como funcionam os outros decks nesse meio tempo).

Minha escolha foi o Mono Black Control, o qual usei por um tempo no Magic Online (conseguindo uns bons baús e um 5-0 na Liga Pauper) e venho utilizando também no IRL (fazendo 5-0 nos últimos dois torneios Pauper aqui em Santos, um deles a primeira etapa do CLM11). Várias escolhas dessa lista foram sugeridas pelo Ricardo Mattana/Thorgrim, um dos caras que manja muito do formato e recomendo acompanharem o trabalho dele também aqui na LigaMagic.
 
MBC Pauper, por sandoiche - Pauper
2018-02-26

Jogador

sandoiche_13

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8696

Código Fórum

[deck=818982]
 
Vale lembrar que reconheço que esse não é de longe o melhor deck para o momento, com bad matchups contra vários dos Tiers, como Affinity, Burn, UB e Tron, mas em compensação, várias goods entre UR Skred, MonoU Delver, Elves e Stompy - eu classificaria o MBC como um midrange "meta call", bom para determinados eventos e desde que acabe no "lado certo" da Nossa Sra. dos Pairings.

-
E quanto a vocês, leitores, já são jogadores do Pauper? Como é o formato na sua cidade e loja local? O que acham da questão preços vs. expansão do formato? Pretendem participar do #CLM11 Pauper? Como enxergam a jogabilidade do formato, e quais decks vêm utilizando? Deixem suas opiniões nos comentários!

Abraços e até a próxima!
 
 
TAGS: 

Matheus Akio Yanagiura (VIP STAFF sandoiche_13)
"Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como "Sandoiche", começou a jogar em 2003, em Flagelo. Representando a House of Cards, está sempre na vida do grind dos torneios em SP, tendo sido campeão da Grande Final do CLM 10 Modern, a maior até então. Como entusiasta do Magic, principalmente do competitivo, Sandoiche está sempre acompanhando todo o tipo de conteúdo publicado, buscando aprender e evoluir o quanto puder. Começou a publicar artigos sobre Magic periodicamente em 2012, colaborando para o Blog da Ligamagic desde 2015."
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Comentários

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VIP STAFF lordlazaros (07/06/2018 18:12:49)

finalmente alguém com outra visão aqui. Sempre que vou a champs são sempre os mesmos decks. No MOL, idem. O formato é muito estagnado, com os mesmos poucos decks dominado. Acessível? sim, esta é sua virtude.

Viva a diversidade de qualquer maneira né!

Maurycius (07/06/2018 15:20:33)

Posso dar o meu testemunho: comecei a jogar Magic antes da 7ª Edição e fui até Ravnica. Depois não consegui acompanhar jogar o Standard e dei uma parada. Voltei em Zendikar pra jogar só ForFun, porque vi que já não dava mais pra montar Decks com menor de R$1000, o que é fora de cogitação no meu caso.

Descobri o pauper no começo desse ano e já estou com dois decks rodando superbem, campeonatos com quase 20 pessoas aqui em Goiânia, muita gente querendo jogar e partidas divertidíssimas em um cenário bem competitivo.

Não vejo a hora de o formato ser sancionado!

surfe (07/03/2018 09:14:51)

Muito bom! Sanduíche no papel.

luisfl (06/03/2018 07:15:19)

Parabéns pela matéria, este formato também me chamou a atenção sem falar que olhando algumas cartas bateu uma forte nostalgia.

MithraInvictus (05/03/2018 12:02:26)

Eu estou nesse esquema aí parceiro. Mas pode esperar, daqui a pouco o sacola enche desses caras que anseiam pelo competitivo, ta ficando chato isso.

Cristhiano (05/03/2018 10:27:00)

Para de pagar pau , cara. Estava há anos sem jogar Magic, voltei, copiei um deck e fiz 5-0. Não precisa ter Q.I de 200 para fazer isso, só não ser burro.

Adelmarcio (05/03/2018 09:23:25)

É por isso que sou fã do formato Sacola. Nada de copy lists ou staples.

MithraInvictus (04/03/2018 12:38:04)

Uau, que otimo! Tornaram o pauper injogavel, o nome do formato nao faz sentido mais.

H3710_C4r705 (04/03/2018 11:06:03)

Excelente artigo, é a melhor definição de pq o pauper é competitivo, q já li...afinal os detalhes são importantíssimos...parabéns e continue assim meu brother! Artigo bem rico em detalhes e conhecimento do formato!

Sgt_Andrew_Scott (04/03/2018 00:48:49)

Olhando todo esse alvoroço com o Pauper. Eu acredito piamente em duas coisas.

1 - Vai ser sancionado um dia.
2 - Vai rolar a ed Pauper Masters!

A Wizards realmente poderia ter dado uma atenção maior ao pauper em M25.
Tivemos algumas coisas legais que viraram pauper como Leões da Savana, Horda Balduviana e Filhote de Chacal.

Mas vi cards que poderiam ter caído de raro para comum direto. Fogo Fátuo e Iwamori que caíram para incomuns.
Heheheheh

rafajaba (03/03/2018 20:35:00)

Boa!

VIP STAFF sandoiche_13 (03/03/2018 17:10:24)

Estão jogando esse formato aqui em Santos também, exatamente nesses termos. Não me agrada muito por causa da flutuação nos preços das cartas, nem sempre é tão simples fazer o acompanhamento dos valores dos decks de forma certa. Acabo preferindo outros formatos alternativos que tenham critérios mais fixos.


Assim esperamos, pretendo jogar as classificatórias do #CLM11 Pauper em algumas lojas, mas se acabar ganhando a vaga no Standard vou acabar dando preferência a esse formato. Mas quem sabe não nos trombamos em algum desses eventos!


A força da Oubliette é principalmente para dar Devoção no Gray Merchant. Um outro bônus é remover o Rancor junto com ela, impedindo o oponente de voltar para outra criatura enquanto ele não resolver a Oubliette. Eu não sei se eu usaria Unmake trocando "pau a pau", porque 3 manas é um custo meio pesado para remoção. Talvez usasse uns 2 no sideboard somente, para lidar com alguns bichos mais problemáticos e recursivos como Dinrova, enquanto que no MD focaria mais nas remoções de 1 e 2 manas (Victim of Night é uma boa em quantidades maiores).


Agradeço! Assim espero, regularmente volto e comento algumas atualizações do Pauper nas colunas futuras, mas o foco nos outros formatos segue sendo o principal.

malditasaranhas (03/03/2018 12:52:07)

Gostei bastante do artigo! O pauper vai encarecer um pouco, é verdade, mas ganhará muito mais com a oficialização pela WotC.
É um formato muito interessante, com muitas variações de decks. É um formato saudável, barato e divertido. Existem poucos tier1, mas considerando o metagame, dá para fazer decks anti metagame e vencer.

Zaparty (03/03/2018 11:50:42)

O deck perde um pouco sim, mas à varias opções legais para troca-la, como unearth e pestilence...

Thorgrim (03/03/2018 11:20:32)

Ae Sandoiche, excelente artigo!

Pauper é um formato extremamente divertido e competitivo e tem tudo para deslanchar nos próximos anos. Continue escrevendo sobre o formato e contribuindo com sua visão!

Pauper Iluminatti, onde as diretrizes do futuro do formato são definidas.

allpryjma (03/03/2018 11:11:47)

Tava motando uma versão mais budget desse MBV, tu acha que o deck nao perde tanto valor, se ao inves de eu usar o obliette, usar unmake?

drillskull (03/03/2018 11:01:15)

Tenho 4 bênção de cho manno e agora que fui ver o valor delas ...

VIP OURO AdrianoTT (03/03/2018 10:31:02)

Meu Deus!

Você tem resposta qualquer coisa! Obrigado pelas dicas!

Realmente, na pressa, não tinha visto que você usa 3 Chainer's e só 1 Victim e só 2 Geth's [por se instantânea, eu gosto mais do que o Chainer's e só uso ela e o Victim, eu um dos meus decks, por que uso a Relic, MAS tem outras coisas para "matar", se não o Chainer's realmente faria falta] no Main Deck, então você não pode exilar todo seu cemitério, pois vai usá-los com flashback em algum turno futuro, igual a um UB Control faz: usa 4 Chainer's e depois dá mais 4 flashbackd, se a pessoa não "explodir" o cemitério dele antes.

Ontem, tive a oportunidade de assistir outra competição aqui na minha cidade, e o pessoal estava usando: Red Deck Wins, Mono Red Burn, Mono Green Stompy, Mono Blue Delver, Boros Kuldotha, Izzet Blitz [x2] e Tron [x3].

VIP OURO AdrianoTT (03/03/2018 10:22:54)

Para mim, o dele não é uma "cópia absoluta", ele fez algumas modificações significativas [não tem Desfigure [não gosto muito dessa carta também, apesar dela ser uma instantânea], não tem Corrupt, não tem o Gurmag, tem apenas 1 Victim of Night]. E se todo mundo que "copiasse" um deck fizesse 5-0, não existiriam derrotados no Magic.

O grande mérito dele foi fazer isso em pouco tempo. Para fazer 5-0 numa Pauper League, só quem é muito bom mesmo.

JorgeJacoh (03/03/2018 07:11:18)

Muito bem analisado Sandoiche.
Com certeza sua experiência nos proporciona toda uma nova perspectiva sobre o nosso formato das comuns.
O MBC é um excelente deck para começar e conhecer o meta.
Mal posso esperar para um dia trocarmos umas fases de combate.
;)

Cristhiano (02/03/2018 22:38:20)

Nossa, ele copiou um deck tier 1 e fez 5-0, que incrível!! Quem imaginaria... /ironia_off

ysoeiroBR (02/03/2018 20:21:53)

O pauper me fez voltar a jogar...é um excelente formato!

whbatimagic (02/03/2018 20:11:29)

Eu iniciei minha vida no Magic em 2000. Dei um tempo apenas uma vez em 2015 onde vendi tudo que eu tinha para casar e construir minha casa (sim, praticamente construi minha casa vendendo as cartas hahaha).
Estou retornando este ano aos poucos e resolvo retornar no Pauper e Commander.
Como sou jogador de Azul. Montei um Izzet pois lembro que já havia pilotado ele algumas vezes no passado. Estou ansioso para voltar nesse modo e ver como se comporta. Como curto decks de controle, estou de olho nesses monoblacks que valem ouro, e finalmente poder usar uns cards como Twisted Abomination da vida rs
No commander comprei um selado para ir montando aos poucos, vamos ver o que sai.
Mas definitivamente meu modo favorito é o Pauper mesmo. Quando parei de jogar tinha 3 decks Pauper, um deles eu jogava até mesmo contra alguns Standards pois era engraçado, é o já conhecido Turbo Fog, aquele deck irritante que não deixa jogar e ganha no puro Deck Over.
Semana que vem, voltando com tudo!

coringafx (02/03/2018 18:15:18)

Formato lindo acessivel todo mundo se diverte,
acho que deveria ser criados mais formatos parecidos com o pauper mais acessiveis ainda.

Por exemplo aqui em Belo Horizonte Criamos um formato chamado cinquentão ou (50tão)
Deck ate o valor de 50,00R$ sendo o preço das cartas com base no menor da ligamagic
com restriçoes de cartas banidas no legacy.

o formato é divertido e bem acessivel.

VIP STAFF sandoiche_13 (02/03/2018 18:10:39)

Obrigado pelo feedback pessoal!

Imagino que o Jacoh deva postar sobre isso mais para frente, o foco dos textos dele é sempre o Pauper, eu acabo navegando entre outros assuntos também como T2, Modern, teoria do jogo, reports, de modo que ele deva dar a "palavra do especialista".


Obrigado! Com certeza "na vida do grind" teremos atualizações sobre o Pauper, embora como disse, com menos foco só nele, e falando também de outros formatos que jogo.


Agradeço pelos elogios! O caminho é esse, não adianta entrar em rota de conflito com o formato por birra (como muitos fazem com T2, Modern, Pauper etc.). Eu diria que você tem muito a crescer como pessoa e jogador tendo visões diferentes e complementares entre os formatos.


Observações interessantes, é o que eu falo para o pessoal que quer montar o MBC, mas não tá muito afim de investir nas cartas mais caras (Thorn/Oubliette/Chainer's Edict). Essas cartas dão "staying power" pro MBC, permitindo ele jogar bem no late game, e ter inevitabilidade contra praticamente todos os decks do metagame (exceto os que possuem engines de recursão de cemitério como Dinrova e Tortured). Sem elas, a melhor forma de jogar é como você citou: descartes servem como disrupt para os turnos iniciais do jogo, e usando as criaturas de forma mais agressiva para fechar a partida antes do oponente conseguir recuperar os recursos perdidos. Jogar com o deck mais "pra frente". Isso se reflete até na forma de montar o deck: a lista com Thorn usa uma média de remoções muito mais alta que as listas sem, justamente para facilitar a criação do cenário "mesa limpa" onde o Monarca brilha.

No meu caso, eu não estou usando nem Grumag nem Unearth para diminuir a força dos hates de cemitérios dos oponentes. Geralmente eles têm várias cartas mortas, e acabam subindo Relíquia, Magibomba, e afins, e ficar com um Grumag preso na mão, ou ter que ciclar o Unearth, acaba te deixando muito para trás no jogo. Para mim tem funcionado, sem o Grumag perde um pouco de clock, mas com Thorn no deck o plano é sempre arrastar o jogo, então tudo bem.

Já pensei em usar Relíquia pelo fato de conseguir vantagem incremental contra decks de cemitério (UB, Dinrova, Tortured), porém, tenho mantido a Spellbomb pela possibilidade de continuar curvando enquanto representa exilar tudo, fenômeno que faz diferença contra os decks de Exhume, Stormbound Geist, ou mesmo um oponente de algum dos decks citados anteriormente que esteja sendo pressionado (e também, em menor escala, não afetar seu Chainer's Edict).

Eu gosto de Distress, é especialmente bom contra os bichos com ETB (Mulldrifter, Mnemonic Wall), além de também servir como disrupt e informação adicional, mas por falta de espaço não tenho mais utilizado (Duress tem me cumprido a função contra os decks mais spell-based).


Disso eu já tenho de discordar, apesar de várias cartas não terem sido reprintadas, muitas outras foram, além de cartas novas que entraram no formato. Pelo menos o que tenho visto da reação da comunidade pauper é de otimismo e sensação de ter sido lembrada pela WOTC.

max_goblin (02/03/2018 17:56:30)

Uma diferença fundamental no pauper que não vejo geral comentando é o seguinte:
Diferente do modern, legacy e alguns momentos do T2, é um formato travado. Ou vc joga com uns 5 ou 6 decks bons, ou vc ta jogando de rogue.. O formato te permite jogar com 50 decks diferentes, fácil, e garanto que a grande maioria parece boa. Mas quando vc vai pra um campeonato..

Vc sempre vai querer estar de delver ou suas variações; MBC; Kuldotha, etc.

Quanto mais gente entrar, os decks tiers é que vão ficar em primeiro, e os rogues não tem condições de competir, seja por falta de SB eficientes ou por estratégias que são favorecidas.

Mercurial (02/03/2018 17:23:01)

O {("Formato")}!!!! Pauper em Recife é bastante forte, atualmente está sendo jogado em 2 lugares na cidade, GEEK PIT e TOCA DISCOS. Em ambas as lojas o publico é bom, e sempre está chegando novos players no magic e estão aderindo o pauper como porta de entrada.

Digamos que é o formato mais justo, as partidas são muito divertidas e extremamente competitivas se levar em conta listas t1.

vitorpinheiro (02/03/2018 16:36:49)

A WoTC acabou de jogar no lixo uma oportunidade incrível de usar Masters25 para "rolar a bola de neve Pauper", deixando de oferecer cartas como Quirion Ranger, Oubliette, os monarcas, Cho-Manno, tron lands, Paz Momentanea, nossa nem me fala os elemental blasts incomuns (que poderiam ser a solução para os preços online das hate de sideboard), gush, preordain, daze, battle screech, standard bearer, prismatic strands, édito, gleeful, estrela cromatica, mask, enfim... A coleção ficaria até mais legal e teria mais coisas interessantes para o pauper. Wizards sendo wizards, nadando contra a correnteza. O formato é bem legal e tende a crescer e ficar mais competitivo.

VIP OURO AdrianoTT (02/03/2018 14:51:06)

* importante citar, a lista que citei abaixo como Tier 1 são todos decks que possuo no MOL. Físico ainda tenho pouca coisa, no momento, só o meu Mono Black "desfalcado", mas estou esperando muita coisa chegar lá da SCG! :P

VIP OURO AdrianoTT (02/03/2018 14:45:14)

Terminei só agora de ler tudo. Quero dizer que você é F****, Sandoiche! No bom sentido da expressão! Começou a jogar ha pouco tempo pauper e já está fazendo 5-0 da Pauper League?! Putz!

Creio que você jogue Magic há vários anos e isso faz você ter uma noção do jogo tão grande que qualquer formato que você "se meta" a jogar, você vai acabar conseguindo bons resultados, mas mesmo assim é algum muito F**** em pouco tempo já estar com esses resultados. Parabens! :)

Eu jogo muito de Mono Black Control, MAS só agora estou mais "dedicado", pois eu fazia igual ao Jorge, todo dia jogava com um deck diferente o que é bom para aprender como jogar contra e o que o deck adversário pode fazer, mas atrapalha você melhorar e dominar plenamente um deck. Só que tem um detalhe, eu gosto de criar, então em cima do Mono Black Control [com o Thorn], já criei 2 variações, para mim, ambas mais fortes do que o Mono Black Control, tanto o "tradicional", sem o Thorn, como a versão com ele. Porém, ambas versões que estou falando tem ele, o Thorn of the Black Rose. Só que o jogo gira "em torno dele", ele é a estrela do deck! Apesar dele, já ter se mostrado para mim uma bela "faca de 2 gumes", tanto pode te fazer vencer, como te fazer perder, por causa o Monarca poder passar para o adversário. Por isso, estou tentando contornar esse "defeito" dele para os decks ficarem mais consistentes.

Aqui na minha cidade, eu ainda não consegui jogar nenhum torneio de Pauper, mas pude assistir a um e o metagame desse dia foi na maioria variações de Tron [uns 3 decks eram de Tron], tinha Mono Black Control [com o Thorn], Affinity, Boros Kuldotha [com o Palace Sentinels], Burn e Stompy, isso nos jogos que pude observar.

Em relação a questão dos preços x expansão do formato, eu não senti esse aumento dos preços, pois quando comecei jogar, há 4 meses atrás, já estava tudo nessa faixa de preços atual.

Eu, como falei, tenho 3 Mono Black para o MOL, porém tenho um Mono Black físico, desfalcado de Oubliette, Thorn e Chainer's Edict, entre outras cartas importantes pro sideboard, principalmente! Ou seja, cartas importantíssimas!

Porém, por mais incrível que pareça, como eu vou jogar um torneio de Pauper físico, comecei a jogar com essa minha versão física do Mono Black "de pobre" e estou ganhando de decks que eu não imagina ser possível, isso no MOL. Exemplo, joguei 2 partidas contra Affinity e venci ambas, joguei 3 contra Trons e venci 2. Perdia para 2 Mono Black versão com Thorn, mas dei uma "canseira" neles. Não foi na Pauper League e nem na Friendly League, mas todos jogavam relativamente bem.

MAS fora o meu Mono Black Control "titular" [completo com Thorn, Oubliette e Chainer's], eu tenho Izzet Blitz, Mono Blue Delver, Mono Green Stompy, Mono Red Burn, Boros Kuldotha e Affinity que são Tier 1 e outros que não são tier 1, mas chegam perto como o Murasa Tron e o Dinrova Tron, fora o Angler Delver, e mais 3 decks que comecei a desenvolver, mas parei para me dedicar a um dos meus Mono Black Control "diferente".

Da próxima vez, não faça tantas perguntas não, que eu tenho mania de responder. :P

Uma coisa que acho que atrapalha esse Mono Black Control mais tradicional é a falta de "descarte". Vi que você colocou apenas Duress no sideboard. Eu prefiro colocar descarte já no main deck e a minha preferida é o Distress, pois, apesar do CMC ser 2, você tira até criatura da mão do oponente, mas uso o Duress também, tenho mais descarte no side também. Olhando ai pro seu deck, vi que você não usa nem Gurmag Angler e nem Unearth. Nesse caso, não sei se posso sugerir isso para alguém do seu nível, posso estar errado e você ter um motivo, mas eu acho que é melhor trocar a Nihil Spellbomb pela Relic of Progenitus, pois você não precisa explodir a Relic "de cara", pode ficar só "virando" para exilar um card por turno.

VIP OURO exocry (02/03/2018 14:26:45)

Por outro lado, se houver reprint agora em Masters 25, o preço despencará horrores.

Luke544 (02/03/2018 13:08:02)

Show, ótimo artigo sobre o formato. Possuo dois decks desde do final de 2016 e ver as lojas agora incentivando campeonatos e o constante crescimento de players me deixa muito feliz, agora depende da Wotc!

Fernandocid (02/03/2018 12:33:18)

Carta de 100 reais no pauper não tem a menor condição

laern (02/03/2018 12:20:19)

uma vantagem do pauper sobre os demais eternos antigos é que basta vontade da wotc pra reprintar, comuns nao tem Reserved List...

VIP OURO AdrianoTT (02/03/2018 12:07:46)

Ótimo artigo, Sandoiche!

Meu formato favorito e o único que jogo! :P

HAB_0013 (02/03/2018 12:05:30)

Fico tão feliz quando leio um artigo de um jogador com expressão nacional falando bem e apoiando o formato pauper, parabéns Matheus, pessoas conscientes como você fazem o Magic e o pauper crescer cada vez mais.

Em contrapartida, tem pessoas com blogs e canais no youtube que agridem o formato e escrevem besteira sem nem mesmo terem conhecimento do que estão falando.

Arinaldo (02/03/2018 11:43:03)

Otimo artigo. Mto bom ver jogadores de outros formatos jogando o Pauper e dando esse feedback sobre metagame, jogabilidade e competitividade. Espero que o Pauper continue ganhando espaço aqui na liga, e que vc escreva mais artigos, continuarei acompanhando.

aziszoo (02/03/2018 10:14:53)

pauper é o caminho. Depois faz uma matéria sobre as paupers de m25.