Novidades da Color Pie em Dominaria
16/05/2018 18:00 / 3,606 visualizações / 5 comentários

 

 
Saudações, Planeswalkers!
 
Já fazia tanto tempo que a maioria já tinha se esquecido do caminho...
 
Não mais!
 
Um dos momentos mais esperados dos últimos anos finalmente aconteceu: Dominaria está entre nós! Ou seríamos nós que estamos em Dominaria!? Não importa! Temos finalmente o reencontro com o plano que fica no centro do Multiverso.
 
Como não poderia deixar de ser, estamos aqui hoje para conferir as novidades (e também antiguidades) que Dominaria nos trouxe desta vez! Sigam-me os bons!
 
Sagas
 
Por ser um plano com muitas histórias conhecidas, temos em Dominaria um novo tipo de card que veio nos contar estas histórias: as Sagas, um subtipo de encantamento.
 
 
Utilizando estes cards, relembramos algumas histórias de Dominaria ao mesmo tempo que fortalecemos nosso jogo! Assim como consta no texto explicativo do card, ao entrar no campo de batalha, a Saga recebe um marcador de conhecimento e desencadeia sua primeira habilidade – caso ela entre com mais de um marcador, todas as habilidades desde a primeira até o número final do marcador serão desencadeadas, na ordem desejada pelo controlador da Saga. Depois, o jogador sempre deve adicionar um marcador à Saga no início de sua etapa principal pré-combate (logo após a compra); quando for atingido o número da habilidade com valor mais alto (em Dominaria, este número sempre é três), a Saga será sacrificada.

Presente em todas as cores, as Sagas apresentam-se mais no Preto, com quatro cards – seria este um plano com mais histórias sombrias? Branco e Azul vêm na sequência com três, enquanto Vermelho e Verde receberam duas Sagas cada uma.
 
Histórico
 
Como podem ver, o pessoal da Wizards levou muito a sério o fato de Dominaria ser o cenário mais comum do Magic, a ponto de transformar “Histórico” num termo relevante dentro do jogo. Para nos ensinar mais sobre mágicas históricas, nada melhor do que chamar alguém que vivenciou uma boa parte delas:
 
 
Como Jhoira vem nos contar, há alguns tipos de mágicas que são históricas, são elas: artefatos, cards lendários (de qualquer tipo) e Sagas. Para facilitar na identificação de cards lendários, foi introduzido um novo frame, que pode ser visto na parte superior do card da Jhoira.

Há diversos cards na coleção que podem interagir com cards históricos e, curiosamente, eles estão mais presentes nos Artefatos, com seis cards; na sequência, temos Branco e Azul com cinco cards, Dourados com três (curiosamente, Jhoira é a única carta Vermelha que contém este efeito) e Preto com dois – o Verde ficou completamente ausente. Entretanto, contei somente os cards que são afetados por mágicas históricas; se fossemos contar as mágicas históricas em si, temos diversas em todas as cores.
 
Reforçar
 
Estamos aqui valorizando a história de Dominaria — muito legal isso! As Sagas e os cards históricos referenciam isto o tempo todo, mas... São novidades, afinal! Se Dominaria traz um toque de nostalgia, seria necessário fazer algo para, digamos, reforçar este sentimento.
 
Se a maioria das edições procura trazer de volta alguma mecânica popular entre os jogadores, Dominaria simplesmente não tinha a opção de não fazê-lo! Para cumprir esta missão, eles foram atrás de mecânicas que surgiram nas coleções originais de Dominaria (vale lembrar que nem todas as coleções anteriores a Oitava Edição são ambientadas neste plano), e decidiram que Reforçar seria a melhor opção.
 
Esta mecânica é muito simples: pagando um valor adicional estipulado, a mágica faz um efeito mais poderoso! É bem intuitivo imaginar que, com mais mana, criaremos mágicas mais fortes; talvez por isto mesmo essa mecânica se fez mais presente no par Vermelho e Verde, cores que ressaltam a importância da intuição: o Verde tem nove cards com Reforçar; e o Vermelho, sete. Além disso, cada uma tem um card que interage com a mecânica, e há um card Dourado Vermelho e Verde que também faz isto. Preto, com quatro; Azul, com três; e Branco, com dois, completam as mágicas reforçadas da edição.
 
Feitiços Lendários
 
Com tanto destaque dado às lendas, Dominaria traz uma grande novidade relacionada: Feitiços Lendários.
 
   
   
Alguém pode me explicar porque foi que o tradutor escreveu em todos “Séculos atrás”, exceto no Preto?
 
Como vocês podem ver, era uma novidade poderosa demais, de modo que foi necessário recorrer a eventos antigos da história de Dominaria para torná-los possíveis. Para poder conjurar um Feitiço Lendário, você precisa controlar uma Criatura Lendária ou Planeswalker Lendário (acho que eles querem dizer que nós não somos lendários o suficiente). Todas as cores estão representadas, tendo o Branco e o Preto ganhado também um Feitiço Dourado, pois as duas cores têm um subtema relacionado com mágicas lendárias nesta edição.
 
Resistência à Magia específica
 
 
Branco e Preto ficaram destacados ao final da última seção, e aqui não é diferente:
 
Aproveitando-se de gerações de duelos entre Cavaleiros e Cavaleiras destas duas cores, temos uma nova forma de Resistência à Magia, que funciona contra algo específico ao invés de contra qualquer mágica ou habilidade controlada por um oponente. A vantagem é que eles poderão finalmente duelar, já que os pares anteriores contavam com Proteção contra a cor oposta – o que inviabilizava qualquer interação de combate entre eles.
 
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Feitas as apresentações sobre novas mecânicas e temas, vamos ver o que cada cor nos traz de novo nesta coleção, lembrando que teremos pela primeira vez uma análise de artefatos e terrenos neste tipo de artigo!
 
Branco
 
Com poucas exceções, as Lendas dão o tom das novidades no Branco!
 
 
Nada melhor para começar do que um card lendário. E não qualquer: trata-se da filha do lendário Gerrard Capasheno! Indo um passo além do Herói de Iroas (que torna as Auras mais baratas), Danitha é o primeiro card da história do Magic a reduzir o custo para conjurar Equipamentos.
 
 
Guarda-costas Destemida também é a primeira de sua espécie: é a primeira criatura que pode ser sacrificada para dar indestrutível a qualquer outra criatura que você controla — ainda que seja necessário escolher quando este card entra no campo de batalha.
 
 
Mais uma lenda! Evra é a primeira criatura que permite ao jogador trocar de pontos de vida com o seu Poder — antes, havia somente as árvores de Innistrad (da Redenção, Verde, na coleção Innistrad; e da Perdição, Preta, em Lua Arcana) que permitiam trocar a vida de um jogador com a Resistência da criatura em questão.
 
 
Também Kwende vai até onde nenhuma outro card jamais chegou: sua habilidade de garantir Golpe Duplo às criaturas com Iniciativa que você controla é inédita.
 
 
Embora seja uma tribo, os Anjos são tão fortes individualmente que não havia aparecido nenhuma criatura “estilo general” para eles — até agora. Pela primeira vez, temos um card que fortalece especificamente Anjos e, embora seja um tipo de criatura com boas opções para comandar, será difícil desbancar Lyra, Portadora da Alvorada.
 
 
Antes desta edição, não havia card capaz de transformar uma única criatura em lendária – a Linha de Forca da Singularidade, encantamento Azul da coleção Pacto das Guildas, é capaz de tornar lendárias todas as permanentes, exceto terrenos.
 
 
O Branco está sempre experimentando com este efeito à la Anel do Esquecimento. Desta vez, a novidade é só poder dar alvo em criaturas viradas, o que não é nada inédito para o Branco, porém ambos os efeitos não tinham aparecido juntos ainda.
 
 
Há alguns cards que garantem Resistência à Magia para outros alvos,  principalmente nas cores Verde e Branco, além de Artefatos. Shalai é a primeira a proteger você, seus planeswalkers e todas as suas outras criaturas — se você resolver tirar satisfações com ela, estará fazendo certo, porque não poderia fazê-lo com mais ninguém, afinal.
 

É bastante surpreendente que “colocar um marcador +1/+1 na criatura alvo que você controla com o maior poder” tenha aparecido no Branco, que costuma ter um tratamento mais “horizontal” com suas criaturas. Comparativamente, é o contrário do que faz a mecânica Revigorar, do bloco Khans de Tarkir. Só fica mais factível por termos a referência ao próprio Gerrard no card — esta é uma história de fé num herói supremo, aquele que pode salvar o dia quando tudo o mais falha.
 
Azul
 
Em Dominaria, o Azul inovou bastante, cada coisa à sua maneira.
 

Uma Aura que dá Resistência à Magia para permanentes é bem interessante, além de inédita!
 
 
Pela primeira vez, este tipo de transformação de Poder e Resistência faz também com que a criatura ganhe Defensor — um processo doloroso, como se pode ver.
 
 
Assim como antes não havia nada que transformasse nenhuma criatura específica em lendária, o mesmo valia para permanentes. Será que ainda veremos Liliana se juntar às Sentinelas novamente? Que as apostas comecem!
 
 
O ineditismo aqui está no efeito “perde todas as habilidades até o final do turno” ser desencadeado através da entrada da criatura no campo de batalha.
 
 
Habilidade semelhante a de Naban pode ser vista somente no artefato Panarmonico, de Kaladesh: enquanto este funciona para artefatos e criaturas, meu quase xará está aí para reforçar a tribo dos Magos.
 
 
Falando em “reforçar a tribo dos magos”, também temos aqui uma general! Além do bônus para Magos ser uma novidade, Naru Meha é a primeira criatura Azul a poder copiar mágicas instantâneas e feitiços que estão na pilha — a única outra antes dela foi o Dualcaster Mage, criatura Vermelha de Commander 2014.
 
 
Campo de Precognicao e Rona, Discipula de Gix (card Azul e Preto de Dominaria, que não aparecerá no texto por ser Dourada — um dia eu chego lá) são os primeiros cards da história do Magic com os quais você pode pagar para exilar o card do topo de seu grimório.
 
 
O efeito de Slinn Voda correu sério risco de ficar oculto nas ondas do tempo, exceto pelo fato que Krakens, Leviatãs, Polvos e Serpentes ganham, pela primeira vez, a companhia de Tritões, o que faz bastante sentido, afinal!
 
 
A condição para as criaturas não poderem ser bloqueadas (ter poder ou resistência menor ou igual a 1) nunca tinha sido utilizada antes para esta finalidade.
 
 
Desenrolar é parente de algumas mágicas que permitem desvirar terrenos: o exemplo mais óbvio e próximo é do card Retroceder, originalmente lançado na coleção “A Saga de Urza”.
 
 
Temos aqui mais um caso semelhante a um “familiar”: a habilidade de gerar mana é idêntica à do Homunculo Curioso, de Lua Arcana.
 
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Essa foi a primeira parte da nossa análise, amanhã teremos as outras cores e a análise final! 
 

Nathan de Sousa Malafaia ( Nihil)
Maldito mago Dimir fã de mill, mas que quer ter um commander de cada combinação de cor (e também incolor). Adepto do formato Commander e colecionador, mas que só usa cards que saíram em coleções da linha principal de produtos do jogo (portanto, cards exclusivos de Commander ficam de fora). Um jogador que acredita que um jogo como esse sempre vai ter alternativas, mas que entende o netdecking como um grande campo de pesquisa... E por aí vai!
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Comentários

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AllanCs (18/05/2018 10:05:01)

Não li a lore mas pra ser filha tem que ser quase imortal que nem a Jhoira. Ta certo mesmo isso?

Nihil (17/05/2018 13:38:03)

Pois é! Sabe-se lá o porquê, mas depois de ler o texto, fiquei na cabeça com a expressão "filha" ao invés de "descendente"...hehehe Desculpas pela falha!

bluemaster (17/05/2018 08:13:05)

"Nada melhor para começar do que um card lendário. E não qualquer: trata-se da filha do lendário Gerrard Capasheno! Indo um passo além do Herói de Iroas (que torna as Auras mais baratas), Danitha é o primeiro card da história do Magic a reduzir o custo para conjurar Equipamentos."
certeza que é filha e não uma tatara tatara tatara tatara tatara tatara neta?

bluemaster (17/05/2018 08:05:57)

Respondendo a questão dos séculos atrás e muitos séculos, eu diria ter sido lapso do tradutor que por acaso deve conhecer a história e sabe que yawgmoth surgiu há muito mais tempo que urza, karn, jaya,darigaz e kamahl. daí ele querer fazer essa subtil referencia, mas não deve ter se tocado que a imagem era da oferta feita a gerrard capshen que ocorreu apenas antes do surgimento de kamahl.

Dagostini (16/05/2018 23:58:20)

Gostei da Alcione.