Hora de CLM em Dobro
01/06/2018 10:00 / 3,385 visualizações / 4 comentários
 
Olá! No artigo de hoje, pretendo compartilhar como consegui as minhas vagas com BYE 1 para a Grande Final do CLM 11, tendo sido no mesmo fim de semana campeão do Aberto Pauper, da House of Cards (de Mono Black Control) e do Aberto Modern, da Domain Games (de RG BBE Shift). Além disso, vou compartilhar as listas e tecnologias adotadas para os eventos que acabaram "dando bom" pra mim, e as atualizações seguintes do RG Valakut.
 
Alguns meses atrás, começaram as classificatórias, e a minha programação envolvia jogar as cinco etapas nos formatos Standard, Modern e Pauper (com as etapas sendo pela House of Cards em Santos, repetindo o T2 na Taverna Geek também em Santos). Adicionalmente, estava na minha programação jogar alguns Abertos cujas datas viessem a calhar em outras cidades.

Como de costume, quando me programo para participar das etapas, tento sempre jogar as cinco para me classificar em 1° ou 2° colocado e ter a vantagem de entrar na semifinal. O objetivo correu como planejado, e consegui atingir 1°/2° nos quatro Top 8s, com a maioria delas ainda tendo o Top 8 para acontecer, considerando a data de escrita do artigo.
 
Quanto aos Abertos, logo no começo da temporada, joguei um na Power 9 em Campinas, cujo report pode ser encontrado aqui, onde os finalistas saíam com vaga e BYE 1, mas acabei perdendo nas semifinais para RG Ponza, uma match bastante difícil. Depois, participei de um Standard na House of Cards fazendo 1-3 e terminando em último colocado com o mesmo UW Embalm que ganhei a vaga no RPTQ Atlanta. Os dois seguintes já seriam onde consegui me classificar.
 
Aberto Pauper House of Cards
 

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Essa é a versão mais atualizada das mudanças que fui gradativamente realizando na build do Mono Black. Os 2 Bojuka Bog e as várias Nihil Spellbomb, Choking Sands e os descartes do sideboard são parte do plano contra UB e Tron, e com mais terrenos não-pântanos e também os que entram virados, as Tendrils of Corruption perderam um pouco do apelo e acabaram cortadas. Elas já não vinham me agradando muito, já que é uma remoção pesada que exige se tapar, e uma a qual decks como Stompy, Tribe, Delver e Affinity acabam capitalizando para realizar tempo plays decisivas com Dispel, Apostle's Blessing ou Vines of Vastwood.

Além disso, o ganho de vida mais para frente no jogo é compensado pela velocidade das remoções mais rápidas: éditos, melhorando contra Heroic e Boggles de tabela; e Victim of Night (all-star contra Affinity, Boros e outros decks com bichos robustos que não usem preto, ou especificamente, Gurmag Angler). Fora que uma das coisas que eu mais odiava no card era quando você tinha uma oportunidade boa de matar um Enforcer ou Carapace, mas só tinha 3 pântanos e 1 ou 2 não-básicos.
 
As partidas que enfrentei no Aberto foram as seguintes:
 
R1: 5C Tron 2x0
R2: UB Teachings 2x1
R3: Mono Red Burn 2x0
R4: Boggles ID
Top 4: Mono Black LD 2x0
Final: 5C Tron 2x1
 
O que me deixou bastante satisfeito foi que, tirando o Boggles (que eu acabei dando ID para entrarmos no Top 4), nenhum dos decks que enfrentei eram good matches pro MBC, e o plano de sideboard funcionou bem para levar a vitória (as duas derrotas em games foram nos G1). Além da já comprovada força do Thorn of the Black Rose contra decks de poucos bichos, o fato de que pós-side o MBC vira um Midrange com somente criaturas de valor atacando por múltiplos ângulos (clock, descarte, LD, exílio de cemitério, card advantage), acaba sufocando um oponente que tenta controlar, fazendo-o ter de encontrar todas as respostas na hora certa, às vezes sem tempo de ficar recompondo a mão com Teachings/Alchemy.

A adição dos Gurmag Angler foi bem importante — uma criatura que eu não utilizava quando comecei a jogar com o deck por ser difícil de fazer nos turnos iniciais sem Evolving Wilds / Cantrips, mas que mostrou seu valor tanto nas matches rápidas, onde é um excelente blocker e praticamente impossível de sair da mesa, quanto contra Controles, permitindo "dobrar" em threats nos turnos médios do jogo e oferecendo um clock rápido.
 
O MVP desse final de semana foi, sem dúvidas, o Okiba-Gang Shinobi, que advindo dos sideboards, ajudou a destroçar os recursos dos meus oponentes de UB, Burn, Mono Black LD e 5C Tron. Retornando para a mão um Phyrexian Rager ou Chittering Rats, mesmo que por ventura o oponente tenha a resposta para não ter de descartar duas, ele força interação imediatamente e garante valor extra dos efeitos ETB das criaturas retornadas.
 
Final Pauper vs. Final Standard
 
Algumas pessoas vieram me perguntar o porquê de eu ter aberto mão de jogar a Grande Final Standard e preferido o Pauper (já que as duas finais são no mesmo dia). Sim, é verdade que me dedico muito mais ao T2 no meu dia-a-dia, e desde o CLM 9, tenho jogado sempre as duas finais T2 e Modern.
Por outro lado, essa é a primeira vez que teremos a Grande Final Pauper. Apesar de ainda não ser sancionado, tem crescido cada vez mais e atraído atenção. Como eu consegui me classificar com BYE 1 pela loja que eu represento, resolvi passar a Final T2 para prestigiar o Pauper. Quem sabe, num futuro próximo, a LigaMagic consiga realizar a Grande Final em três dias, talvez abrangendo também uma Final no formato Brawl e, dessa forma, seja possível jogar três formatos diferentes no Frei Caneca?! Que sonho seria uma Grande Final com seis formatos diferentes no mesmo final de semana...
 
Aberto Modern Domain Games
 

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Como na semana que antecedeu o Aberto não consegui jogar muito Modern, deleguei ao amigo e também escritor aqui da LigaMagic Bruno Ramalho Oreia a função de escolher boas 75 para eu ganhar minha vaga na Domain. A sugestão dele foi uma lista bem padrão de BBE Shift, com os 2 Growth Spasm e com algumas tecnologias no sideboard em forma de Abrade e Seal of Primordium ao invés de Ancient Grudge, e mais cópias de Roast. Abrade é uma das respostas mais versáteis para enfrentar um field de Humanos e outros decks de Vial — onde constantemente se ficava no conflito de subir remoção de artefato para lidar com Vial de turno 1, atrasando significativamente o oponente, mas se não achasse, corria o risco de comprar o Grudge mais pra frente no jogo, onde ele não serviria de mais nada. Ao preço de poder bruto contra Affinity e Lanterna, o Abrade traz essa versatilidade enquanto ainda é útil para quebrar Cranial Plating, Witchbane Orb e Ensnaring Bridge pela primeira vez.
 
As matches que enfrentei no Aberto, em sequência, foram:
 
R1: RW Prision 2x1
R2: Affinity 2x0
R3: Grixis Death Shadow 2x0
R4: Bant Company ID
R5: Humanos ID
Top 8: Humanos 2x0
Top 4: Bant Company 2x1
Final: Grixis Death Shadow 2x0
 
A principal força da estratégia com Bloodbraid Elf no Titan Shift é a capacidade de contornar hate cards para o Valakut (Moon/Leyline) sem fugir do "plano A", que é rampar e matar de Titã e Scapeshift. Além disso, contra Controls e Midranges, ele ajuda a complementar o plano de aumentar a densidade de threats, exigindo que o oponente gaste "interações premium" para se manter no jogo e precise tapar as manas para resolvê-las, permitindo assim uma vida mais fácil para encaixar Titã/Shift.
 
Por exemplo, na primeira rodada contra o RW Prision, as BBEs foram fundamentais, já que com a ajuda dos Tireless Tracker do sideboard, eu pude ganhar os G2 e 3 atacando e forçando cóleras nas Elfas para que os Titãs entrassem e finalizassem mesmo com Gideon, Ally of Zendikar colocando blockers. Em nenhum dos 3 games eu consegui matar com Valakuts, graças à quantidade de Lua e Leyline travando.
 
Outro momento em que a BBE foi crucial foi no G1 do Top 8 contra Humanos. Com uma combinação de múltiplos Kitesail Freebooter e Meddling Mage, eu cheguei no quarto mana com minha mão revelada e nenhuma carta que podia ser conjurada. Comprei uma BBE e, em resposta ao estourar da fetch land, tomei uma ativação de AEther Vial para outro Freebooter, que não podia tirá-la. Conjurei, revelei Sweltering Suns matando 4 bichos, retornando dois ramps pra mão e tornando meus Scapeshifts vivos novamente para o letal dois turnos depois.
 
As minhas partidas da primeira rodada, terceira rodada, Top 8 e Final puderam ser acompanhadas via Stream na Twitch para os que estiverem interessados em ver os jogos com todos os detalhes.
 
Atualizações Pós-Aberto
 
BBE Shift MTGO - Modern
2018-05-30

Jogador

sandoiche_13

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Essa é a lista que utilizei nas últimas Ligas que joguei com resultados satisfatórios no Magic Online, entre competitivas e friendly. Foquei diretamente no metagame do MTGO (muitos Humanos, Affinity, Jeskai, Hollow One e Tron), aumentando a quantidade de threats midranges de forma similar ao que fiz na Final do CLM 10. No main deck, as únicas mudanças foram diversificar Anger/Suns contra Meddling Mage (além de ter já no G1 um efeito de exílio forte contra Hollow One) e a troca de um 13° ramp por uma Pia and Kiran Nalaar, como maneira de facilitar a transição pós-side.

A escolha de Huntmaster of the Fells junto da Pia & Kiran é porque conseguem colocar mais de uma criatura na mesa ao mesmo tempo, de forma que provêm múltiplos bloqueadores relevantes contra Humanos, Hollow One e Affinity e, por si só, são threats não-essenciais ao plano principal de Valakut, mas que forçam as respostas do Jeskai (e tornam mais difícil para ele encaixar um Teferi numa mesa vazia).
 
Damping Sphere é o card que menos tem me agradado; enquanto comecei com duas nas primeiras versões pós-Dominaria, ela não tem sido relevante o suficiente para ajudar nas matchups que são ruins (Storm, Ad Nauseam, Griselbrand) de modo que preferi abrir mão dessas partidas e fortalecer o jogo contra Tron e Amulet Titan com Crumble to Dust (que funciona, também, na mirror de Valakut e até mesmo contra as Colonnades dos UW e Jeskai).
 
Os demais 1-of são todos cards que acabam indo em menor ou maior escala nos sideboards do Valakut, e preferi abranger mais matches com cartas que cumprem função dupla do que tentar ser mais direto com múltiplas cópias de Roast/Grudge, como tem sido o padrão. Os cards que estou inclinado a encaixar caso consiga abrir slots são: Thrun, the Last Troll e Fracturing Gust; o primeiro como ameaça adicional contra os Controles (principalmente os UR Moon); e a segunda para cobrir a ausência de Explosivos contra Lanterna, Boggles e o próprio Affinity, além de ter seu uso como hate adicional de Lua/Leyline.
 
Com essas escolhas, as concessões acabam sendo realmente nas matches combo, e um pouco do aspecto "goldfish" do deck para as partidas de pura race. Mas, desde que comecei a jogar de RG Valakut ano passado, o deck pra mim nunca foi "preto no branco". Rampar e combar, e sempre envolveu partidas apertadas, onde cards versáteis e multidimensionais me ajudavam a roubar vitórias.
 
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E quanto a vocês, leitores, o que acharam das versões de MBC e BBE Shift que utilizei nos Abertos? E quanto às mudanças propostas no Valakut? Algum outro comentário que julgam relevante para a sequência da temporada? Compartilhem nos comentários!
 
Abraços e até a próxima!
 
 

Matheus Akio Yanagiura (VIP STAFF sandoiche_13)
"Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como "Sandoiche", começou a jogar em 2003, em Flagelo. Representando a House of Cards, está sempre na vida do grind dos torneios em SP, tendo sido campeão da Grande Final do CLM 10 Modern, a maior até então. Como entusiasta do Magic, principalmente do competitivo, Sandoiche está sempre acompanhando todo o tipo de conteúdo publicado, buscando aprender e evoluir o quanto puder. Começou a publicar artigos sobre Magic periodicamente em 2012, colaborando para o Blog da Ligamagic desde 2015."
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Comentários

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ThorNeira (06/06/2018 14:40:05)

Abriu mão mesmo do Ad Nausean? Bati a poeira dele e estou apostando nele novamente. Estou entre ele e meu UW para o GP SP.

Bortoletto (04/06/2018 19:27:05)

Rapaz... BBE é uma maquina, fiquei em 3-4 perdendo pra um UR Breach na semi-final, usando uma lista quase idêntica, fiquei até com uma duvida no que fazer nesse game que perdi. Se dava preferencia para o combo ou colocava os bicho e ficava agressivo, dei preferencia pro combo, tomei uma blood moon e acabou não dando tempo pra contornar. Mas valeu, BBE é um ramp e um bicho que bate bem!

Caio_Wei (01/06/2018 23:43:52)

Show de bola o artigo!!!
O Valakut sem as BBE roda bem? Tem vários Valakut fazendo resultado sem por isso fico na dúvida

RodolfoSFD (01/06/2018 23:04:34)

O link do vídeo do Twitch não funciona. Tem como corrigir?