A Volta dos que não foram
12/06/2018 10:01 / 5,911 visualizações / 13 comentários

 

Oi, gente! Desculpa o sumiço, dia 29 foi meu aniversário (!) e a minha semana ficou louca com comemorações + treino pro RPTQ, que vou falar mais em outro artigo!
 
Nesses últimos tempos, eu venho testando alternativas aos baralhos da moda e é sobre isso que eu vim conversar com vocês hoje. Durante as últimas semanas, meu grupo estava debatendo bastante o fato do ambiente estar um tanto quanto polarizado entre dois decks: BR Aggro e UW control.
 
Um eventual monogreen aqui, um BW ali, um Sultai perdido, mas tier 1 mesmo, esses dois. E eu não sei vocês, mas toda vez que isso acontece, eu fico um pouco desanimada pra jogar. Adoro um bom ambiente T2 com, sei lá, 5 decks tier 1, todos muito possíveis e justificáveis. Comecei a pensar no que eu poderia jogar e a escolha óbvia seria o BR, mas o deck ainda não tinha me conquistado de fato. Pensei em alternativas e, em paralelo, começaram a pipocar listas de pro players de...BG Constrictor. Gente, eu amo esse deck, já joguei muito com ele. Pareceu-me natural testar uma lista atualizada.
 
A primeira versão com que eu joguei foi aquela clássica com 4 Impulso Aventureiro, quase sem remoções main deck. Curti, mas não amei. Senti falta das remoções, mesmo tendo Chupacabra Voraz e Balista Ambulante. Entendi a justificativa: nenhum draw do baralho era morto contra nenhum deck, mas com dois baralhos de power level tão altos dominando o ambiente, não consegui me convencer de que nenhum plano B era o melhor plano.

Conversei bastante com um super amigo meu que tem muito mais experiência (e pro points) do que eu. Ele me veio com uma lista totalmente diferente: mais agressiva, sem Impulso, com remoções e Coagir main deck. Isso me empolgou demais, visto que o UW, até então, era meu pior match pré-side. Não usei 100% da lista dele, adaptei-a ao meu plano de jogo e ao que eu achava que faria mais sentido no cenário competitivo do Rio de Janeiro – que é minha realidade 90% do tempo. Cheguei na lista abaixo, mas atentem: essa lista não está 100% fechada. Caso vocês queiram usá-la, aconselho vocês a ter um processo parecido: adaptem à realidade do ambiente em que vocês costumam jogar e ao que o feeling de vocês diz mesmo.
 
É muito importante que a sua lista tenha a sua cara, o seu plano de jogo, funcione para você. Eu costumo sempre mudar uma coisinha ou outra, mesmo quando eu acho a lista excelente, pois sinto que meus resultados ficam muito melhores assim. Sem mais delongas, a lista com que eu estou treinando é essa aqui:
 
BG Constrictor - Standard
2018-06-12

Jogador

Ruda

Visitas

5938

Código Fórum

[deck=916843]
 
Olá, você teria um minuto para ouvir a palavra do Coagir main deck? Tem várias coisinhas que eu ainda quero mexer nessa lista, mas essa não é uma delas. Coagir no game 1 elevou meu percentual de vitórias de uma forma que eu não sei nem mensurar pra vocês. Meus jogos contra o UW melhoraram de maneira absurda. A quantidade de Assentar nos Destrocos na 4 e Fumigar na 5 que eu tomava caiu pra quase zero, porque o que eu passei a fazer na 4 foi justamente dar o Coagir. Não é segredo pra ninguém que o turno 4 tem sido o turno decisivo do T2 tem um tempo já, e encaixar essa carta antes do ataque é basicamente falar pro seu adversário: “ou você me mostra sua mão e eu vou tirar a sua melhor jogada possível e jogar ao redor de todas as outras ou você vai gastar suas manas dando counter nisso e eu vou te dar um blowout enorme”. Não tem saída ruim — Coagirmidgame é amor.

No momento, meu pior jogo pré-side é contra BR, então ainda devo modificar algumas coisas para melhorar o match se eu resolver seguir com ele. Mesmo assim não é uma partida “ai-meu-deus, é BR, eu com certeza vou perder!” Tem sido bem parelho. A resiliência desse baralho tem me deixado muito satisfeita, ele pune demais o oponente que tropeça. E não fiquem preocupados com a possibilidade do seu oponente encaixar um Mago Escarificador de Almas e Goblin Lanca-correntes enquanto você tem uma Cobra do outro lado. Em todos os pptqs e treinos (enormes) semanais que eu joguei, vocês sabem quantas vezes isso aconteceu? Uma. Então, assim, é chato? É. Vai acontecer com frequência em casos que você não tenha remoções? Não. Se acontecer, que chato, provavelmente você se ferrou esse game, mas assim, se você encaixar uma Balista com duas Cobras na mesa em outro game, provavelmente seu oponente se ferrou dobrado. É lindo de ver? É. Provavelmente vai acontecer com frequência? Eu não contaria com isso. Mãos absurdas acontecem, vivam com elas que vai dar tudo certo.

Ainda no caso do BR, desço o Coagir sem dó no turno 1 (se eu não tiver o elfo) e, com sorte, o Coracao de Kiran dele não chega nem perto do campo de batalha. Tenho acompanhado os resultados do BG no mol e estou bem feliz também — em um dos últimos PTQ, foram 2 BGs no Top 8, sendo que um deles chegou na final. Acho uma escolha válida pro RPTQ, que funciona muito bem com os outros baralhos da moda, visto que ele basicamente não divide cartas com o BR e o UW.
 

Por enquanto, chega de declarar amor eterno à Balista e Cobra. O outro baralho que vem me surpreendendo muito ultimamente é o querido Monored. Semana retrasada, jogamos um PPTQ enorme, de 6 rodadas, e um dos meninos da minha equipe foi a única pessoa a passar invicto pro Top 8. O baralho? Monored Saga. Pedi a lista dele e algumas opiniões pra passar o feedback pra vocês. Eis a lista dele:
 
Mono Red Saga - Standard
2018-06-12

Jogador

Ruda

Visitas

5945

Código Fórum

[deck=916850]
Sideboard (15 cartas)

1 terrenos

4 criaturas

10 outras mágicas

  • Menor Preço

    R$ 123,89

  • Preço Médio

    R$ 132,20

  • Maior Preço

    R$ 149,99

 
O feedback que ele me passou foi o seguinte: essa lista surgiu como uma alternativa ao BR Veículos, porque ele vivia tendo problemas com a manabase do BR, portanto ele quis a alternativa mais reta possível. Ele também disse que não tinha punch para o midgame contra o BR, então ele optou por um G1 com o máximo de burn possível, dando um gás na race com a saga vermelha. Por isso, a lista tem menos abrades e 0 Fenix Reavivante maindeck. Sem a Fênix maindeck, ele acabou não necessitando de 24 terrenos, por isso desceu o número (deixando a 24a só para o side) de terrenos e cortou o Glorybringer. O plano de side contra o BG e o Monogreen passou a ser Kari Zev’s Expertise. O plano de side na mirror de Monored foi partir pro ataque. Vocês podem reparar que ele usou zero Segadeira da Eteresfera no side. Ele justificou que, ao invés de ganhar vida pra se segurar um ou dois turnos a mais na troca de dano, zerar a vida do seu oponente mais rápido costuma ter mais resultado, então o plano foi ser o mais explosivo possível. A manabase mais reta possível foi para garantir a possibilidade do Goblin Lanca-correntes turno 3 todo santo jogo. Segundo ele (e a opinião popular), essa carta ganha jogos sozinha.

Para minha felicidade, todos vimos o resultado do último Pro Tour esse fim de semana; e deu Monored! A lista do Wyatt Darby era bem retinha, nenhum deserto, apenas montanhas, com as cartas t2 mais clássicas possíveis no baralho. Confesso pra vocês que não faço ideia de com que eu vou jogar semana que vem, mas Montanhas definitivamente são meu ponto fraco. Veremos, é preciso aproveitar o Goblin Lanca-correntes enquanto as pessoas não começam a pedir ban.

Então essas são as minhas duas possibilidades da semana para você que quer testar alguma coisa diferente do BR e do UW. Como sempre, me sigam nas minhas redes sociais pra acompanhar meu dia-a-dia no Magic mais de perto: carolanet no Twitter e carolinaanet no Instagram. E agora eu tenho mais dois users pra vocês! Carolina no Arena e carolinaanet no MOL, as quais são duas ferramentas que eu ainda estou desbravando. Mais detalhes desse processo no futuro, prometo.
 
Até semana que vem,

Carol
 
 
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Carolina Anet ( carolinaanet)
Jogadora competitiva desde 2015. Pode ser encontrada jogando com decks aggro em torneios, independente do formato. Ou falando sobre representatividade com outros jogadores.
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Comentários

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Rodolpho25 (19/06/2018 01:35:50)

Interessante, vou testar os 3 duress main deck (no BG) no sábado e depois te digo se deu certo pra mim ou não o
É um saco tomar mass removal com esse deck :

carolinaanet (19/06/2018 01:10:01)

é uma a se considerar!

carolinaanet (19/06/2018 01:09:02)

que maldade hahaahaah

carolinaanet (19/06/2018 01:08:31)

é maravilhoso!

carolinaanet (19/06/2018 01:08:19)

sad reactions only :(

carolinaanet (19/06/2018 01:07:59)

menino, pois é, eu também!

carolinaanet (19/06/2018 01:07:39)

Obrigada pelo feedback!

BlindDefender (13/06/2018 04:42:12)

Primeiramente, parabéns por mais um artigo muito maneiro, Carol!
Segundo, acho que pretendo levar a ideia do Duress main deck até pro meu BW Vampiros, que não faço ideia de que tier é, mas, de todas as matchs que joguei, sempre tive dificuldade (imensa) contra UB Control e Midrange e um pouco contra UW.
As demais, sempre foram parelhas ( acho que pra BG tbm não é fácil ). Mas gostei dessa ideia.

MrSocrates (12/06/2018 15:04:26)

Meta com um monte de control é Duress maindeck na caruda mesmo, ninguém gosta de levar Settle/Fumigate de graça no G1, ainda mais como jogador de Constritora.

Eu joguei um torneio pequeno com o monored, e em um dos jogos fui pareado com um BG Constritora... Nunca senti tanta falta de um Abrade quando o oponente me encanta o Gearhulk com uma cártula preta façlsjefçlasijfaçlesijfa

Takamtg (12/06/2018 15:03:35)

Esse seu duress no turno 4 iluminou minha vida! Obrigado.

leeeocstr (12/06/2018 13:55:31)

"Adoro um bom ambiente T2 com, sei lá, 5 decks tier 1"

faz 84 anos que isso não acontece

Siarnaq (12/06/2018 12:34:26)

acho muito legal de se ver o BG constrictor, +1/+1 counters é sempre legal xD. no momento tenho curiosidade de ver o que cai de preço na rotação

Alchemist (12/06/2018 10:32:02)

A alguns anos atrás, no falecido bw midrange eu usava 3 duress de main deck. Todos me perguntavam por que até ver eu tirar a company/gideon no turno 3, aí entenderam...

Eu curti a ideia do duress e realmente é algo para se testar.

Muito bom artigo como sempre.