Meu Primeiro Pro Tour
11/07/2018 18:00 / 2,986 visualizações / 10 comentários

Olá a todos. Meu nome é Thiago Kagueiama e estou escrevendo pela primeira vez aqui, para contar um pouco como foi meu primeiro Pro Tour, com um pequeno report sobre o torneio em si. No começo, tive a ideia de escrever mais para mim mesmo, mas depois achei que seria interessante compartilhar essa, que foi uma das melhores experiências que já tive.

 
A Vaga
 
Ganhei minha vaga para o RPTQ em um PPTQ no final do ano passado. Na época, estava jogando de UW Approach, que acredito que era um deck muito bem posicionado no metagame cheio de Temur Energy. Muitos diziam que o G1 somente era favorável para o UW, e depois do side, ficava até mais favorável para o Temur, mas discordo completamente. Raramente perdia, e joguei dezenas de vezes no MOL contra o deck. Nesse PPTQ, peguei 2 Temur e 1 Monored no top8 e tive a felicidade de conseguir a vaga. Como estava muito feliz com o deck, fiquei decepcionado ao descobrir que o RPTQ seria selado, um formato que quase nunca jogo, exceto em alguns pre-releases. Fui ao torneio, no começo de abril, sem expectativa alguma. O torneio era aqui em São Paulo mesmo, ia ganhar uma hierarca promo, não tinha porque não ir. Até mesmo avisei minha namorada para me esperar para almoçar, mas depois que abri 2-0 no torneio tive que cancelar esse almoço. Abri uma pool bem boa, com removals, Dríade Germinadora, e montei um BG consistente. Depois do 5-0, dois IDs garantiram a vaga para o Pro Tour.

A Preparação para a Viagem
 
As semanas que se seguiram foram de ansiedade. Nunca tinha ido para os Estados Unidos antes, então tive que correr para tirar o visto. É um processo cheio de burocracias, mas no final deu tudo certo em menos de um mês. Faltava a passagem e hotel. A passagem foi a parte em que tive mais azar na história toda. Logo no começo, quando a Wizards mandou e-mail para marcar a passagem, já entrei em contato com a empresa terceirizada que cuida disso, e me ofereceram uma passagem muito ruim, com duração da viagem de 26 horas, mais de 8 horas de conexão no México, o que era impossível para mim, pois tinha que trabalhar na quarta antes do Pro Tour. Resolvi então pedir o prêmio de equivalência da viagem à Wizards. Eu próprio compraria minha passagem depois do Pro Tour — quando eles confirmassem que realmente participei do evento, eles me reembolsariam o valor do orçamento deles. O pior de tudo é que a passagem que sugeri à empresa era de um valor inferior ao orçamento. Depois, conversando com os outros brasileiros que foram, descobri que todo mundo deixou para última hora e eles conseguiram direto essa mesma passagem que me foi negada. Vai entender. Em contrapartida, o hotel foi a parte de maior sorte. Não conhecia muito bem ninguém que ia, e pelo Facebook combinei de dividir o hotel com o Murilo, um cara que depois descobri ser muito gente fina e um mestre no draft, fazendo 3-0 e ganhando do Mike Sigrist na final do pod.

Apenas uma pequena digressão: Sigrist comenta sobre essa partida no report dele do torneio, dizendo que perdeu para um GW sólido, mas não imbatível, e não consegui ganhar desse GW dele com meu deck do draft do day1 ou day 2 em várias tentativas.
 
Enfim, pegamos um bom hotel com preço honesto (não tanto quando convertidos os dólares) bem perto do evento — dava para ir a pé em 15 minutos. Tudo estava acertado, mas ainda faltou a emoção dos 45 do segundo tempo com a greve dos caminhoneiros e o medo de não conseguir chegar ao aeroporto, mas deu tudo certo nos acréscimos.
 
O Treino
 
Acredito que minha principal falha nos treinos foi ter treinado pouco draft. Infelizmente esgotei todos os tix no MOL jogando, mas consegui jogar somente uns 7 ou 8 drafts. O draft de Dominária é financeiramente muito ingrato: tirando as míticas boas, o restante das cartas não vale nada, então se você não fizer 3-0 no draft, você perde pelo menos 6 tix em cada draft jogado. Só fiz um 3-0 e, com 2-1s e 1-2s, os tix foram embora rapidinho. No T2 também não treinei muito, mas estava mais confiante. Certamente jogaria de control, porque sempre jogo de control, então precisaria treinar menos. Duas semanas antes do Pro Tour, joguei um PPTQ na Newstation de UW, perdendo no top8 para um BR. O deck não decepcionou, mas também não senti que era o melhor deck do mundo. Nesse mesmo dia, meu bom amigo Rodrigo MAC me mostrou um controle diferente: um UB com splash para Teferi, Heroi de Dominaria. Testamos um pouco contra BR e pareceu bem sólido. No final de semana seguinte, joguei um outro PPTQ, na Chuck TCG com o deck e venci o torneio, ganhando todas as matches no suíço também. Joguei contra outros controles, UB mid, monored, e o deck pareceu muito consistente. Então não tive dúvidas na hora de registrar as 75 cartas.
 
Esper Control - Standard
2018-07-09

Jogador

Ruda

Visitas

3016

Código Fórum

[deck=939207]

A Viagem

A viagem em si não teve grandes momentos. Richmond não é uma cidade com muitos atrativos. No voo, já encontramos um outro brasileiro, o Marcos Santos, e descobrimos que estávamos no mesmo hotel. Ele estava com o Éder e o Thiago Alves, que já tinham chegado antes, no mesmo quarto. Fomos almoçar, confirmamos presença no evento e passamos a noite treinando um pouco com o draft master Murilo Barros.
 
Day1
 
Admito que cheguei no torneio com o único objetivo de não passar uma vergonha muito grande. Muitos amigos e familiares sabiam da viagem e do torneio, e não poderia voltar e dizer que fiquei em último lugar. Mas já esperava tomar uma sova. Já fiquei com medo no draft, depois de uma história que contaram no dia anterior, de que no último Pro Tour, um brasileiro foi desclassificado depois de olhar para o lado (havia cartas dupla face nesse torneio, e ele queria conferir qual carta tinha sido aberta, algo assim). Em um determinado momento do draft, me deu um desconforto no pescoço e olhei para frente por um momento, e depois disso fiquei morrendo de medo de a qualquer momento um juiz vir me dizer que eu já podia voltar para casa. Draftei um deck bem porcaria. O primeiro pick foi do pior booster que vi em todos os drafts que joguei e acompanhei pela internet, não tinha uma carta que prestasse. Quase dei rare pick em uma Mox Amber, mas optei por um Dark Bargain. Depois veio um lord saprófita e já tendi a draftar BG, mas o verde não estava aberto, e vermelho estava. Mudei para BR, e no terceiro pack, fui recompensado com Verix Asas Laminadas. Entretanto, o deck ficou bem lento, apesar de ter um bom late game.
 

No primeiro match, peguei um deck branco agressivo, mas consegui levar para o G3. No G3, já cometi meu primeiro erro no torneio. Meu oponente estava com um 2/2 e uma Discipula de Serra. Eu tinha um token de saprófita e, na mão, um Relâmpago Irradiante que subi do side. Meu plano era dar block no 2/2 com meu 1/1 e, depois do dano, usar o Relâmpago para limpar a board do cara. Mas antes do combate no turno dele, ele fez um artefato, e esqueci do trigger do pássaro, seguindo com o plano. Depois, perdi para esse pássaro equipado batendo 3 todo turno.

Na segunda rodada enfrentei o Andrew Cuneo, que estava jogando com um UW flyers, e perdi na race nos dois games. Criaturas do oponente com voar quebravam meu deck. Nesse momento estava 0-2 no torneio, mas não estava triste, sabia que isso poderia acontecer e estava feliz somente por estar ali, não tinha muitas pretensões mesmo. Fui para a terceira rodada e consegui minha primeira vitória em um Pro Tour enfrentando um UR Wizards bem torto. Agora “só” precisava fazer 3-2 no Standard para seguir no day2.
 
Na quarta rodada, primeira do Standard, enfrentei um BG. Ganhei a primeira, perdi a segunda e foi para o G3. Acredito que esse tenha sido um dos melhores jogos de Magic que joguei na minha vida. O oponente fez 3 Karn, Scion of Urza, 1 Vraska, Relic Seeker, 1 Nissa, Vital Force, 2 The Eldest Reborn. Fiquei a 1 de vida fazendo várias jogadas para não morrer e proteger meu Teferi, Heroi de Dominaria, que era o que estava me segurando no jogo por um fio. The Scarab God e Torrential Gearhulk vieram para o resgate e me ajudaram a estabilizar e virar o jogo, no quarto dos 5 turnos de tempo extra. Depois dessa tensão, enfrento na quinta rodada Sebastian Pozzo, de BR. Ele ganhou G1, ganhei G2, e no G3 keepei uma mão bem pesada, com 2 Vraska's Contempt e 2 Torrential Gearhulk. Como ele sobe muito descarte, não quis mulligar. Para minha sorte, ele não fez descarte no começo, e fiz Contempt no 4 e no 5 nas ameaças dele. Depois disso, ele finalmente fez um Duress que revelou os 2 Gearhulk e 1 land. Melhor Duress que tomei no torneio.

Depois disso peguei mais 1 BG e 2 BR, sem grandes emoções. O BG na sexta rodada parece que não sideou, então ganhei os dois games sem dificuldades, mas o jogo foi tenso, porque estava valendo day2. Os dois BR também não ofereceram grande resistência. Assim, consegui fechar o day1 com um impressionante 6-2 depois de ter aberto 0-2.
 
Day2
 
O day2 começou para mim com muita expectativa, diferente do day1, no qual não esperava nada. O draft começou bem, montei um BG ramp splash vermelho para dois Haphazard Bombardment. O único topo da curva tirando isso era um Verdant Force. No primeiro round, enfrentei novamente o Andrew Cuneo. Ganhei o G1 controlando o início do jogo com um Haphazard Bombardment no turno 5. O G2 foi bem disputado, ele fez uma Tatyova, Benthic Druid e começou a ganhar muito card advantage. Nesse jogo, percebi como o deck dele era bom. Tinha In Bolas's Clutches , Tatyova, Benthic Druid, The Eldest Reborn, 3 Rona, Discipula de Gix e Traxos, Flagelo de Kroog. Nesse jogo, ele usou In Bolas's Clutches nas minhas criaturas 3 vezes. Verdant Force e Haphazard Bombardment me ajudaram a segurar o jogo, mas chegou um momento em que o jogo ficou muito tenso. Fiquei a um passo de perder o controle da board e ele a um passo de perder de deck over, o que acabou acontecendo antes. Fiquei mais animado ainda depois de começar o draft vencendo. 7-2.
 
Deck traftado pelo Andre Cuneu

Na segunda rodada, o oponente era Luis Salvatto, o campeão do Pro Tour anterior. Ele estava jogando com um UWR bem estranho à primeira vista, mas bem funcional. Ganhei o G1 nas costas de Verdant Force. O G2 ele abriu bem forte, e mal anotei a placa do caminhão. No G3 abri uma mão bem pesada, sem muitos ramps. Ele abriu bem lento também. No começo do jogo, ele anulou uma mágica minha, mas não fez nada, e fiz um Howling Golem. No quarto turno dele, ele fez um Call the Cavalry e passou. Nesse momento, eu tinha 4 terrenos e o Golem em campo. Na mão, tinha um Vicious Offering e um The Eldest Reborn, além de outras coisas pesadas, acredito que Verdant Force, mas sem lands. Acreditei que Eldest Reborn era a melhor carta da minha mão e a que mais me daria chances de vitória, mas pelo jogo até ali, ela estava bem mal posicionada. Se usasse naquele momento, por exemplo, ele sacrificaria um token, no próximo turno descartaria qualquer coisa e depois nem tinha um bom alvo para reanimar. Além disso, eu precisava de mais um terreno para poder jogar essa mágica de qualquer forma. A jogada que fiz foi atacar com o Golem, pois me daria um draw pelo menos (que não foi land). Ele deu um double block com as duas fichas e fiz a jogada mais discutível do dia: vicious offering em um token. A questão é que meu deck tinha muito poucas remoções, e naquele momento, gastei uma dessas poucas em uma ficha de cavaleiro, que poderia ser bloqueada para sempre pelo golem. Pelo menos limpei a mesa dele e poderia usar bem o Eldest Reborn no próximo turno. No quinto turno dele, ele fez a Tiana e fiquei feliz naquele momento por aquela decisão, era só comprar um land e partir para o abraço. Mas não comprei, não tinha mais como remover a Tiana e o jogo começou a dar ruim. No turno dele, ele baixou um Cold-Water Snapper, atacou e passou. Finalmente comprei o land, mas já era tarde, fiz o Eldest Reborn e ele sacrificou a tartaruga. Acabei perdendo o jogo para Tiana, com Relâmpago Irradiante 3x com The Mirari Conjecture.

Essa jogada que fiz ficou martelando na minha cabeça até a rodada seguinte, em que perdi para um deck branco agressivo com um erro ridículo de block no G2. No standard, o torneio começou a ir de mal a pior. Depois do 5-0 no day 1, comecei pegando 3 BW seguidos e perdi todas as vezes. Um dos decks era um BW tokens, e contra esse não tive chance, já que todas as remoções do meu deck trocam um para um. Os outros dois eram BW Veículos, e nesses dois matches ganhei o G1, mas perdi o G2 e G3 de forma lamentável. Nesses 4 jogos pós-side me senti completamente impotente.
Na penúltima rodada ainda perdi para um BR e na última ganhei de outro UB Teferi, mas a lista mais tradicional que estava rolando na internet na época, com uma base de mana com Aether Hub para usar Sifonadora de side. No final, fechei 8-8, e devo admitir que no dia fiquei bem decepcionado pelo resultado no day2.
 
 A derrota para o Luis Salvatto conseguiu me desestabilizar e joguei bem mal o restante do torneio, algo que não precisaria ter acontecido, pois ainda estava X-3 e ainda tinha chance até mesmo de top8.
 
-
Nos reports de torneios que tenho visto na Liga ultimamente, sinto falta de algo clássico de final de reports, os props e slops.
 Props:
 - À Newstation, loja que me apoiou nessa jornada, principalmente ao Eduardo e Georges.
- Ao Rodrigo MAC, pela sugestão de deck
- Aos meus bons amigos que torceram por mim, Rafa, Pedrinho, Marcos Paulo, Thales e o pessoal de Marília
- Ao Murilo, novamente, por ser um cara muito ponta firme que tive a sorte de conhecer e dividir o quarto
- Ao Marcos, Eder e Thiago, pela ótima companhia nesses 4 dias.
- À organização do evento, completamente diferente de um evento aqui no Brasil. Tudo era muito bem organizado e começava no horário exato que havia sido anunciado.
Slops
- À tomada de lá, em que não entrava meu carregador.
- Ao Wi-Fi do evento, que só funcionava perto da área de alimentação.
- À lanchonete do lugar, que vendia uma variedade ridiculamente pequena de comida.
- Ao Murilo, draft master, que fez 3-0 no draft e não fez day2 por perder as partidas do Standard para uma única carta (bendito Bestiário).
O que aprendi indo para o Pro Tour
Apesar de jogar Magic há 16 anos, nem sempre joguei de forma mais competitiva, jogando muitos torneios, mas nos poucos períodos em que fiz isso, fiquei muito frustrado. Os resultados não vinham, e jogar Magic parecia mais um peso do que um lazer. Quando finalmente joguei de forma mais relaxada, o resultado finalmente veio de forma inesperada. Não estou querendo dizer para largarem mão, pararem de treinar ou coisa do tipo, mas Magic, em primeiro lugar, é um jogo, um lazer. Acredito que devamos jogar primeiro porque amamos o jogo e pelo prazer de jogá-lo, e depois os resultados virão de forma natural. A auto-cobrança, que inclusive aconteceu comigo depois que perdi para o Luis Salvatto, é mais prejudicial do que parece. Peço desculpas pelo texto longo. Um abraço a todos.
 

Thiago Kagueiama ( Aion)
Apaixonado por Ilhas, começou a jogar em 2002 na cidade de Garça, em Julgamento. Desde então vem tentando provar (com pouco sucesso) que Merfolks é a melhor tribo no Magic. Hoje pode ser facilmente encontrado jogando PPTQs em São Paulo.
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Comentários

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EduSL (12/07/2018 11:03:40)

Parabéns pelo post. E parabéns pelo Day 2!!! No fim o que fica são as emoções e as experiências! GGWP

brunoH (12/07/2018 09:19:51)

Salve de Marília cara.
Parabéns! Muito bom o report.

Balinus (12/07/2018 08:58:59)

Paravens de qualquer mode por ter conseguido ir. Ótimo post cara, muito divertido de ler!!

VIP OURO Akira_kiki (12/07/2018 06:37:43)

Legal o report! Parabéns pro day 2 no PT!

Trifas (12/07/2018 00:30:27)

Excelente artigo! Foi muito legal como você misturou o report técnico com sua história pessoal. Dá pra ver como teve sentimento nessa jornada e isso te levou ao topo! No aguardo do artigo "Meu décimo oitavo Pro Tour"

Parabéns Thiago!!

LuizPaulo_19 (11/07/2018 21:54:10)

Parabéns pelo artigo cara, muito bacana e o resultado após a decepção ainda assim foi ótimo!! Não é para qualquer um!!

Aion (11/07/2018 20:04:19)

Valeu, Henrique! :D


Muito obrigado, Matheus! Lembro bem dessa final, no g2 você mulligou a 5 e ficou zicado vários turnos. Parabéns pelo top16 no gp e muito sucesso pra você!


Valeu!

Ligieri (11/07/2018 19:05:31)

Ótimo artigo... Parabéns pela oportunidade de ter ido em um evento como esse e nunca desista de seus objetivos, pois um dia a de vir!

Sucesso e boa sorte.

VIP STAFF sandoiche_13 (11/07/2018 18:54:30)

Parabéns cara, mandou muito bem! Com certeza vão ter outras oportunidades, e concordo, podemos jogar de forma competitiva, mas sem esquecer que o jogo é um lazer, e jogar com menos pressão ajuda bastante. E pensar que essa jornada começou com uma vitória na Final do PPTQ da Chuck TCG, em cima de um Temur Energy, e eu era o seu oponente! rs

HenriqueLeal (11/07/2018 18:23:08)

Você é fera thiagaaaao, marilia estava toda contigo!