Nêmesis - Falha
18/08/2018 10:00 / 1,610 visualizações / 3 comentários

 

 

NÊMESIS – CAPÍTULO 6
 
FALHA
 
 
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Quatro figuras deslizaram pelo arame da grama. Coberto dos pés à cabeça em vestes cinzas escuras, eles estavam portando lanças de barra curta, cortadas para permitir um melhor manuseio em lugares apertados. Os quatros elfos realmente estavam indo para um lugar apertado: o acampamento da Força Expedicionária de Skyshroud.

Cardamel e seus companheiros Kameko, Darian e Sanyu, caíram ao chão lado a lado, umas doze jardas do destacamento militar. A cada instante, um par de homens montados em kerls cavalgava por ali. No intervalo das patrulhas, dois soldados marchavam na direção oposta. Quase trinta segundos se passavam entre os aneis concêntricos das sentinelas. Não era muito tempo para correr vinte metros e parar em algum lugar, longe da vista. “Vamos cuidar dos soldados,” Kameko sugeriu. Mesmo tão perto um do outro, estava difícil de ouvir. O vento uivava e continuaria uivando até que o Hub cessasse sua rotação.
 
“Os primeiros cavaleiros que perceberem a falta deles soarão o alarme.”
 
Cardamel olhou as longas filas de tendas. Se eles pudessem alcançá-las, haveria diversos lugares escuros para que eles pudessem se ocultar. Eles teriam que fazê-lo, cedo ou tarde. Correr até a linha das tendas e se esconder até que o último atravessasse. Ninguém tinha ideia melhor, então a aproximação de Cardamel foi adotada. Após o próximo par de kerls se aproximasse, ele dispararia em direção as tendas.

Devido a quantidade enorme de fogueiras no acampamento, o manto que a noite proporcionava seria roubado e Cardamel sabia que ele estaria destacado contra o céu. Ele correu como nunca e deslizou, parando entre duas tendas, bem no momento em que um par de soldados aparecia.
 
“Ele conseguiu. Sou o próximo!” disse Kameko.
 
Kameko disparou, caindo dentro dos braços de Cardamel se abraçando bem na hora que a próxima patrulha surgia. Darian esfregou poeira nas mãos, se agachou na grama alta e se preparou para correr. Os cavaleiros passaram, e Sanyu deu um tapa nas costas dele. “Vá!”
 
Darian não bem um corredor, mas sim um saltador. Ele estava a seis metros de distância da tenda quando os guardas apareceram, então ele se concentrou e pulou de cabeça nas sombras com seus amigos. Um dos soldados de Rath puxou sua besta.
 

 
“O que foi isso?”
 
“O quê? Não vi coisa alguma.”
 
“Não viu alguma coisa passando, bem ali?”
 
“Não. O que foi?”
 
“Não sei. Alguma espécie de... pássaro, talvez.” O soldado lambeu os lábios. “Carne fresca seria muito bom! Poderíamos assá-lo depois que tirarmos a sujeira.” Ele saiu do caminho e caminhou cautelosamente pelas sombras, o arco erguido. Seu parceiro esperava no perímetro, apressando-o, pois eles seriam punidos por deixarem o caminho.
 
“Aqui, passarinho,” chamava o soldado Dal.

Kameko se levantou e arrancou a besta das mãos do homem. Cardamel tampou a boca com sua mão e o arrastou para a escuridão. Darian empurrou uma faca dentro do peito do faminto soldado, e ele parou de se debater.

“Vamos logo, teremos problema.”
 
Kameko levantou a ponta de ferro da besta e a colocou na garganta da segunda sentinela. Sanyu saiu do esconderijo, agarrou os pés do soldado morto e puxou seu corpo para a tenda bem no momento que a próxima patrulha surgia.

Cardamel pensou rápido. Ele vestiu o manto e o capacete do caçador de pássaros, pegou a besta de Kameko e caminhou. Um dos cavaleiros que estava próximo chamou, “Sentinela! O que está fazendo?”

“Tive que responder à natureza,” Cardamel replicou.
 
Os cavaleiros bufaram em escárnio. “Onde está seu parceiro.”
 
Sanyu estava pronto para a questão. Ele vestiu o outro elmo e manto e surgiu ao lado de Cardamel, balançando a perna enquanto andava.

“Ah! Precisava disso!”
 
Os cavaleiros incitaram. Os dois elfos mantiveram seus rostos escondidos sob as abas dos elmos.
 
“Camponeses,” disse um dos cavaleiros enquanto trotava. “Continuem na rota! Vocês viram o que Lorde Crovax faz com aqueles que falham em seu dever!”
 
Antes que a próxima patrulha surgisse, os elfos confabularam. Não tinham escolha. Cardamel e Sanyu teriam que fazer o posto das sentinelas mortas ou o jogo terminaria.
 
“Ficarei aqui,” Cardamel disse. “Uma vez que você encontre Valin, volte para cá e espere até que você nos veja marchando – então você saberá que está seguro.”

“Como saberemos quais sentinelas são vocês?” perguntou Darian.
 
“Esperem exatamente neste local. Marcharei por aqui toda hora e baterei o arco no meu elmo, dessa forma.” Ele bateu e o estalido ressoou. “Então saberão que sou eu.”
 
Eles correram para alcançar as sentinelas, deixando Darian e Kameko para resgatar Valin. O acampamento era enorme e o elfos tinham que tomar certas suposições na esperança de encontrar seu irmão elfo. Um prisioneiro cativo para interrogação deveria estar perto do comandante do exército – em outras palavras, Crovax. Os aposentos de Crovax deveriam ser os maiores no acampamento, provavelmente no centro daquele mar de tendas.

Os elfos partiram para o centro do acampamento inimigo, contornando as fogueiras brilhantes e os pequenos grupos de moggs. Os soldados estavam mortos de cansaço devido a terem marchado o dia e a noite toda. Logo, a maioria das tendas estava repleta de homens roncando.
 
Kameko se agachou entre duas tendas e apontou para frente. O centro do acampamento era um quadrado aberto, repleto de postes afundados no chão. Vários soldados de Rath estavam amarrados nos postes. O corpo nu e escuro deles era a prova das flagelações que receberam... certamente, por alguma violação mesquinha às regras do exército. Um grande soldado Vec com a insígnia de sargento no seu elmo estava organizando a distribuição de água aos soldados punidos.
 
Ele era um reitor, se os elfos conseguissem pegá-lo, eles saberiam onde Valin estaria. Eles observaram o sargento assinalar o que cada soldado flagelado recebera, então ele enrolou seu pergaminho e saiu. Os elfos correram pelas tendas para se adiantarem, e quando saiu do caminho principal para chegar até seu saco de dormir, eles o atacaram.
 
O sargento lutou, mas Darian colocou um punhal feito de ossos de cobra contra sua traqueia.
 
Kameko chiou, “fique quieto ou morrerá!” O soldado Vec parou de lutar, porém permaneceu tenso, pronto para lutar novamente.
 
“Onde está o elfo prisioneiro? Onde está Valin?”
 
“Elfo prisioneiro?” Repetiu ele bem alto. Kameko o cortou com o punhal pelo barulho.
 
“Faça outra vez e terá uma segunda boca no pescoço! Onde está o elfo prisioneiro?”
 
O sargento sorriu e os informou que o elfo estaria nos aposentos de Crovax. O sorriso enfureceu Darian que o socou no estômago. Eles ordenaram que ele os levasse lá, sob pena de que se tentasse alguma coisa seria o primeiro a morrer.

Os dois elfos seguiram o sargento por entre um complexo de tendas juntas, no canto ao nordeste da quadra. Não havia guardas na entrada. O sargento se esgueirou para dentro, seguido pelos elfos que, de repente, o puxaram pelas costas perguntado o porquê de não haver guardas na entrada, sendo aquela a entrada do comandante.
 
Era óbvio, Lorde Crovax não precisava de proteção. Os elfos trocaram olhares. Darian empurrou o sargento para frente. A tenda era um labirinto de abas e salas de lona. Parecia deserta até Kameko ouvir um suspiro emanando da sala adjacente. Usando o soldado Vec como escudo, ele entrou na sala. O sargento tropeçou sobre um corpo no chão.
 
“Kameko, olhe!”
 
Esticado no carpete estava o jovem caçador Valin, com os olhos vazios olhando para a cela. O sargento caíra de joelhos, mas no centro da sala, sentado entre uma pilha de carpetes, estava o próprio Crovax. Ele parecia meio embriagado.

Kameko se ajoelhou ao lado do elfo morto. Não havia sinais de violência, sangue ou feridas.
 
Crovax não reagiu a nenhum dos intrusos. Darian correu, pronto para matar o comandante onde ele estava sentado. Sua lâmina subiu, mas congelou lá. O elfo olhou no rosto de Crovax. Uma estranha e luminosa luz brilhava em seus olhos abertos, mesmo enquanto eles rolavam para detrás da cabeça dele. Um vapor fino, como um hálito gelado da manhã, saiu de sua boca aberta. Seus dentes afiados apareceram, como um lobo ou tubarão, e seu corpo estava maior e mais forte do que a última vez que os elfos o viram lá em Chireef. O pior de tudo, alguma coisa parecia se mover sob a pele de Crovax – pequenas saliências na carne e no rosto se moviam por vontade própria.
 
O sargento esquecido se jogou em cima de Darian. Eles caíram no chão, lutando para pegarem a faca do elfo. Kameko estava prestes a ajudar o amigo quando, o inerte Crovax o agarrou pelo pulso. Ele gritou pelo companheiro, mas Darian tinha seus próprios problemas. O sargento Vec era forte e maior do que ele. Darian acertou a bochecha do Vec com a ponta da faca, fazendo-a sangrar. O sargento respondeu com vários golpes no rosto dele, e Darian viu o quarto se afogando numa névoa negra.
 
Crovax ergueu a cabeça e franziu os lábios, assobiando – uma melodia lenta e sinistra. Kameko puxou sua faca com a mão esquerda, mas antes que ele pudesse cravá-la na armadura de Crovax, o comandante esmagou seu pulso sem muito esforço. Os ossos estalaram num som doentio. Kameko gritou e caiu de joelhos, derrubando sua faca.
 
No acampamento
 
Marchando lado a lado em suas vestimentas roubadas, Cardamel e Sanyu ouviram os berros dentro do acampamento. Toda a cavalaria no perímetro se voltou e retornou galopando, em direção ao centro do acampamento. Sem saber ao certo o que fazer, eles continuaram marchando, dessa forma não levantariam suspeitas.

Depois de muitos berros e corridas, um pérchero apareceu, batendo suas asas ocas e vociferando uma mensagem:
 
“Assassinos! Assassinos tentaram matar o comandante! Dois elfos foram pegos! Talvez mais estejam por perto! Mantenham suas posições! Assassinos! Assassinos...”
 
Cardamel jogou fora sua besta e decidiu que deviam partir daquele lugar logo. Sanyu ponderou sobre seus colegas, mas a realidade era apenas uma: seus colegas estavam mortos e logo eles também estariam se não partissem imediatamente.

Eles correram pela grama quando se depararam com quatro cavaleiros em seus kerls que os avistaram. Os elfos se espalharam, Cardamel correu pela direita e Sanyu pela esquerda. Dois cavaleiros seguiram cada um dos fugitivos. Cardamel sabia que não conseguiria vencer os kerls, então, após pegar uma boa distância, ele se virou e puxou sua lança das suas costas. Ele se colocou sobre um joelho e apoiou a lança com o pé. O primeiro cavaleiro veio rasgando a colina e caiu direto sobre a lança de Cardamel. O kerl fez um baque surdo e saltou, o sangue verde e gorduroso jorrou do seu peito.
 
 
O cavaleiro acertou o chão e ficou atordoado. Cardamel afundou o pé no peito do kerl e arrancou a lança. O segundo cavaleiro saltou e se desviou da kerl caído. Cardamel se inclinou para trás e arremessou sua lança, acertando o cavaleiro no peito. A armadura o salvou, mas o impacto o fez cair das costas do kerl. Antes que ele pudesse se erguer e chamar por ajuda, Cardamel cortou sua garganta.

Cardamel corria desesperadamente. Kameko e Darian estavam perdidos – Valin também estava perdido. Ele orou para que Sanyu tivesse conseguido evitar a perseguição e retornasse para Eladamri. Ele correu mais do que uma milha antes de se sentir seguro o bastante para checar as coisas. O vento se mexia devido ao vento do Hub, mas não havia sinais de perseguição. Cansado, ele caiu de joelhos. Seu plano ousado foi uma fiasco e seus bravos companheiros foram sacrificados.

Que farsa terrível!
 
“Levante-se.”
 
Ele levou os olhos para se encontrar com o rosto sombrio de Eladamri.
 

Ele abriu sua boca para falar, mas o líder rebelde o parou com um aceno de mãos.

“Poupe suas súplicas! Você me desobedeceu, Cardamel! Quantos guerreiros você perdeu nessa missão de mogg?”
 
Calado, ele levantou três dedos. Esse era o preço pela sua noite de tolices. Um mensageiro surgiu correndo trazendo uma mensagem de Tant Jova. Ele entregou para o líder Vec uma roupa quadrada o qual a matriarca Vec bordara uma nota. Eladamri a leu e a jogou na cara de Cardamel.

“Más notícias! Sua bagunça despertou um alarme geral no acampamento inimigo, e a cavalaria deles encontrou os guerreiros Vec escondidos no limiar do pântano! Todas as nossas preparações estão em perigo!”
 
Sentindo-se miserável, Cardamel puxou sua faca. Ele sentou, desanimado, e começou a dedilhar sua lâmina. Eladamri a afastou dele. Não havia sentido em morrer agora. Havia uma luta a ser travada. Cardamel o olhou e pediu para ir na vanguarda. Eladamri concordou e devolveu a faca para ele.

O clamor da batalha distante cresceu até superar o vento constante. Ainda não era meia-noite, horas antes do ataque planejado, mas subitamente, os elfos tinham uma grande batalha em mãos.
 
Fortaleza do evincar
 
Ertai deslizou da base de cristal do infundidor. Seu corpo se sentia flexível e em forma, depois de alguns minutos de exposição ao fluxo de energia. Estralando seus dedos, ele tentou o exercício de passar as chamas outra vez. Desta vez, a pequena chama começou preta, mesmo quando ele desejou a chama amarela. Ele apagou a cintilação escura e, por um momento, ele temeu que os tratamentos estivessem o alterando permanentemente, como os primeiros guardas que o trouxeram a primeira vez.

Andando pelo laboratório, ele encontrou uma bandeja de metal entre os equipamentos de Volrath e, ansiosamente, estudou seu reflexo nele. Ainda era Ertai que o encarava de volta - não era? O mesmo cabelo louro, mesmo nariz achatado e queixo fraco. Ele empurrou a mandíbula para frente, como costumava fazer quando era menino, tentando corrigir a linha recuada do queixo. Ela voltou ao local quando ele relaxou. O mesmo e velho Ertai.
 
Ele estava contente por estar se curando. Seu talento era muito valioso para ser desperdiçado numa morte idiota, mas ele se perguntava que tipo de barganha ele tinha feito. Governar Rath não poderia ser uma posição confortável. Misteriosos soberanos acima, e efervescentes rebeliões abaixo – não, ser evincar não era um trabalho para um homem são. Que Crovax o tenha. Sanidade não era uma desvantagem de que Crovax gostasse.
 
Seu estômago roncou. Refeições eram um problema na Cidadela. Belbe nunca comia e nem Greven. Certamente, mas ele estava certo que não desejava ver o que – ou quem – Greven il-Vec comeria. Mas como estava faminto, ele retornou ao escritório de Volrath nas profundezas do laboratório. Em meio ao aparelho bizarro e gotejante, copos com cheiro vil e cadeiras numa mesa monumental, um armário de madeira escura e polida parecia promissor. A fechadura se rompeu facilmente quando usou um feitiço. Ele continha algumas garrafas de vinho e pacotes embrulhados em papel que Ertai assumiu que eram comida.
 
Os pacotes continham biscoitos amarelos e duros. Ele sentou em uma das cadeiras gigantes de Volrath e mordiscou um biscoito experimentalmente. Estava seco e levemente salgado, mas era melhor que nada. Ertai apoiou os pés em uma disforme caveira de mogg. Marcas no crânio ósseo revelavam que o antigo mestre de Rath já teve o mesmo hábito.
 
Qual era sua melhor opção?
 
Crovax o mataria dado a menor provocação, assim como Greven. Belbe era amigável o bastante, mas fria como gelo. Se sua morte servisse à missão dela, ele não estava certo que ela teria alguma objeção. A bolacha acabou e ele começou outra. Ainda havia o dispositivo Phyrexiano de transplanagem no Desfiladeiro do Portal. Se ele conseguisse chegar lá, Ertai sabia que poderia operá-lo. O problema era o Portal.
 

O desfiladeiro era muito longe da Fortaleza. Chegar lá era um problema, e chegar lá sem ser detido era um problema ainda maior. A única opção que via era continuar com jogando com Belbe. Dessa forma, ele tinha liberdade na Cidadela e podia aprimorar seu conhecimento mágico e o controle da rochafluente. Então, quando a hora chegasse, ele partiria para o Desfiladeiro do Portal.

“Aí está você.”
 
Ertai viu Belbe de pé. Perdido em pensamentos ele não percebeu sua chegada.
 
“O que está fazendo?”

“Contemplando minhas opções.”
 
“O que é isso?” Ela apontou para os biscoitos.   

“Comida. Quer um pouco?” Ele ofereceu o pacote que estava pela metade agora.
 
Ela não precisava comer. Cheirando o biscoito, ela perguntou onde ele encontrara aquilo.

“Lá dentro. Volrath deve tê-los guardados para quando quisesse um lanche.”
 
“Volrath tinha energia suficiente, assim como eu. Ele não precisava comer.” Ela leu a inscrição Phyrexiana no papel do biscoito. “Estou certa que ele nunca comeu isto.”
 
“Por quê? O que é isto?”
 
“Bolacha de mogg.”

O rosto de Ertai ficou sombrio. “Isso é comida de mogg?”
 
“Não, é feito de mogg. Imagino que Volrath alimentava seus animais experimentais com isso.”
 
 
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Leandro "Arconte" Dantes (VIP STAFF Arconte)
Leandro conheceu o Magic em 1998 e, desde então, se apaixonou pelo Lore do jogo. Após retornar a jogar em 2008, se interessou por lendas, o que resultou por despertar a paixão pela escrita. Sempre foi mais colecionador do que jogador e sua graduação em Pedagogia pela Ufscar cooperou para que ele aprimorasse e desenvolvesse um estilo próprio. Autor de alguns contos, todos relacionados ao Magic, já traduziu o livro de Invasão e criou sua própria saga com seu personagem, conhecido como Arconte.
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Comentários

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youkai (23/08/2018 22:10:55)

Muito bom! Parabéns Arconte.

VIP STAFF Arconte (20/08/2018 10:06:06)

Continue acompanhando. Estamos quase na metade da saga já

VIP OURO YudomaJack (19/08/2018 22:18:40)

Show !!