Indo OVER THE TOP no Standard
Sandoiche explicar como ele está atacando os Tier 1 do Standard.
12/08/2019 10:05 - 7.753 visualizações - 5 comentários

Olá! Se temos um intervalo de "meio de semana" no grind da vida real, certamente esse não é o caso do grind no MTG Arena, envolvendo desde as partidas ranqueadas, os eventos construídos e streamers a milhão, todos tentando quebrar o formato para tentar conseguir aquela vantagem em relação ao restante dos competidores.


As verdades absolutas que temos depois do MCQ no Magic Online são de que Orzhov Vampires e Bant Scapeshift vieram para ficar, e são os decks que estão um passo a frente da concorrência. Ainda não chegamos a esse ponto, mas a dominância desses decks nos últimos dias lembra bastante formatos dominados por dois decks somente, onde um "cobria" as fraquezas do outro (Rakdos Chainwhirler/Azorius Control e 4C Saheeli/Mardu Ballista são exemplos).


O Scapeshift quer fazer um jogo totalmente "over the top", ou seja, por cima do que o restante do formato vêm fazendo, e ignorando toda a vantagem incremental que ameaças "midrange" como Cavalier of Thorns e Nicol Bolas, Dragon-God geram, enquanto que o Vampires se preocupa em "going under", indo por baixo do que esses decks querem fazer, apostando na sua curva baixa de agressão combinada com ameaças resilientes como Adanto Vanguard, Sorin, Senhor Vampiro Imperioso  e Champion of Dusk para contornar interação que não seja hiperfocada, punindo oponentes que falham por um turno sequer em manter o ritmo do jogo.


É difícil, ao mesmo tempo, ter um baralho que consiga jogar bem contra ambos: decks estilo Flash ou combos como Simic Nexus, que poderiam punir o Scapeshift, não conseguem segurar a agressão, enquanto que os controles e midranges que têm a dose certa de remoções e jogadas proativas valorosas para "virar a chavinha" rápido contra o Vampires jamais conseguem ir por cima do jogo longo de Field of the Dead.


Com isso, o formato foi se polarizando nesses dois decks, forçando os demais decks a "entrarem na dança". Nesse sentido, só restou à concorrência jogar também apostando em velocidade, desde as variações de "Nissa Decks" jogando all-in para resolver a Planeswalker cedo para pressionar, até o Jund Dinossauros que é um deck totalmente agressivo e focado em seu plano de fazer um "enabler" no turno 2 e então dropar bomba atrás de bomba até alguém morrer primeiro, ele ou o oponente. Jogar rápido com injustiças passou a ser o nome do jogo.


Indo nessa linha, gostaria de compartilhar dois baralhos que cheguei a usar nas lives nessa última semana bastante interessantes e com potencial que entram nessa onda da "injusto" e "rápido": Temur Nexus e 4C Neoform Elementals.

 

Temur Nexus
5220 visualizações
07/08/2019
R$ 945,63
R$ 1.436,06
R$ 2.086,89
5220 visualizações
07/08/2019
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (1)
1  Niv-Mizzet, Parun      3,49
Planeswalkers (4)
4  Tamiyo, Colecionadora de Histórias   3,69
Mágicas (21)
4  Optar 0,10
4  Armadilha de Raízes  0,05
4  Espiral de Crescimento  0,15
2  Extraído dos Sonhos   3,00
2  Visão da Quimiomante  0,45
1  Expansão // Explosão  //     2,49
4  Nexo do Destino   28,00
Encantamentos (8)
4  Sol Sangrento  2,50
4  Reconquista da Natureza  3,45
Terrenos (26)
4  Bueiros de Vapor44,99
4  Campo de Lótus16,99
4  Charco da Procriação62,95
1  Ilha0,00
1  Porto do Interior15,90
4  Solo Pisoteado32,49
4  Templo da Epifania6,50
4  Templo do Mistério6,24
60 cards total

Sideboard (15)
4  Véu do Verão 16,90
4  Frigir  3,95
2  Negar  0,05
2  Piscar de Olhos  0,10
3  Varrer com as Chamas  0,25

 

Esse deck surgiu na live do Ondrej Strasky como um tipo de "meme deck", mas como bom amante de Nexus of Fate, me interessei e craftei os curingas que faltavam no MTG Arena para testá-lo. A velocidade e consistência que combava me surpreendeu: várias vezes conseguia emplacar o combo já no turno 4 graças à sinergia de Blood Sun com Lotus Field potencializando sua mana, especialmente em múltiplos. De brinde, o deck ainda jogava com 4 hate cards especialmente preparados para o atual deck to beat do formato, Bant Scapeshift.


De resto, o deck faz o que o Nexus já está acostumado. Algumas ativações de Tamiyo com Wilderness Reclamation na mesa possibilitam "loopar" Nexus of Fate infinito, até eventualmente cavar pelo Expansion // Explosion e finalizar o oponente no dano. A carta que mais faz falta é sem sombras de dúvidas Search for Azcanta, que infelizmente não funciona bem junto de Blood Sun, mas o deck tenta compensar isso com um plano bem focado com 8 Scry Lands, além das Tamiyos, Drawn from Dreams e Chemister's Insight.


Portanto, uma dica para quem jogava de Simic Nexus e quer ir para esse: é importante se atentar para algumas linhas que conseguem matar de Explosion sem necessariamente loopar todos os turnos (cenário que pode acontecer geralmente envolvendo múltiplas Reclamations/Lotus, mas poucos cards de compra).


Depois de alguns testes, senti falta de uma segunda kill condition no main deck, e acabei indo por um Niv-Mizzet, Parun, uma arma poderosa desde os tempos antigos de Temur Reclamation, que ajuda a atacar por um ângulo diferente da Explosion e pode ser bastante útil quando estamos com pouca ação acontecendo. Não me parece absurdo, também, usar algo como uma segunda cópia de Explosion ou mesmo um Callous Dismissal nesse slot, que acerta algumas permanentes incômodas como Teferi, Time Raveler ou Ixalan's Binding. Por esses mesmos cards, no sideboard encaixei também 2 Blink of an Eye e troquei os Shock por Flame Sweep, na tentativa de ganhar um pouco mais de tempo contra aggros.

 

4C Neoform Elementals
5248 visualizações
07/08/2019
R$ 866,63
R$ 1.296,95
R$ 1.955,40
5248 visualizações
07/08/2019
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (27)
4  Despertador Trovâneo  2,30
4  Druida Fóleo  0,05
4  Recife Soerguido   1,17
4  Vidente Nubígena  0,04
3  Chamuscador Desabalado  0,16
4  Omnath, Locus do Turbilhão    7,65
1  Lodo Biogênico   4,99
3  Yarok, o Profanado    19,95
Mágicas (7)
3  Hélice de Lava  0,63
4  Neoformar  0,60
Terrenos (26)
4  Bueiros de Vapor44,99
3  Cascata de Enxofre8,80
4  Charco da Procriação62,95
1  Floresta0,00
2  Penhasco do Raizame9,25
3  Porto do Interior15,90
4  Solo Pisoteado32,49
4  Território Não Reivindicado4,90
1  Tumba Abandonada31,91
60 cards total

Sideboard (15)
1  Choque 0,10
3  Frigir  3,95
3  Negar  0,05
3  Rajada de Éter  9,50
2  Sol Sangrento  2,50
3  Varrer com as Chamas  0,25

 

Nosso segundo deck é o 4C Neoform Elementals, que surgiu primeiramente fazendo Top 8 em um Invitational Qualifier da Star City Games, e em seguida com uma boa performance no MCQ do Magic Online que nos trouxe à exata lista acima.


Aqui abusamos da boa e velha sinergia dos elementais Risen Reef e Omnath, Locus of the Roil, mas potencializando-a em nível extremo com a ajuda de Yarok, the Desecrated e Thunderkin Awakener, tanto "dobrando" as habilidades de entrar em jogo, como utilizando-as todo turno com o Thunderkin. Isso se torna possível graças a redundância de efeitos de valor, tanto com Cloudkin Seer funcionando como um "Risen Reef falso", como com Neoform tutorando a peça certa para o momento certo.


O padrão de jogo aqui geralmente é ir forçando o oponente com elementais de valor no começo do jogo, mas que devem ser respondidos. Independente do oponente gastar recursos dele interagindo ou tentando fazer seu próprio jogo, o 4C geralmente espera a hora certa para juntar múltiplos efeitos poderosos de "entrar em jogo", fazendo turnos totalmente insanos onde é possível desde criar dezenas de fichas com ímpeto, até rampar e comprar praticamente todo o deck e finalizar com múltiplos triggers de Omnath na cabeça do adversário.


Mesmo que o oponente consiga manter uma certa paridade nos recursos e te impeça de "combar", os recursos incrementais gerados pelo simples entrar em jogo desses elementais costumam ser suficientes para passar por cima do que a maioria dos decks interativos no formato está fazendo. A maior dificuldade desse 4C Elementals, entretanto, são os baralhos mais agressivos que conseguem curvar no começo e remover criaturas-chave na hora certa, fechando o jogo antes do late game de Omnath e Yarok entre em ação.

-


De qualquer maneira, esses são dois baralhos que estão tentando fazer coisas "diferentes" mesmo em um formato aparentemente estabelecido, e sendo relativamente bem-sucedidos nisso ao focarem em velocidade e ir "over the top" em relação à concorrência.


E quanto a vocês, leitores, como enxergam o metagame do Standard nesse momento? Por quais brechas podemos atacá-lo? Sobre os dois decks trazidos nesse artigo, acreditam que têm potencial? Como esperam que as próximas semanas do formato vão se desenvolver, principalmente com o Magic Qualifier Weekend do Arena logo mais? Deixem suas opiniões nos comentários!


Abraços e até a próxima!

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Matheus Akio Yanagiura ( sandoiche_13)
Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como Sandoiche, começou a jogar em 2003, em Flagelo. Está sempre na vida do grind dos torneios, com destaque para o título do CLM 10 Modern, o maior realizado até então, e o Top 16 no Grand Prix São Paulo 2018. É um entusiasta do Magic competitivo e totalmente dedicado à produção de conteúdo referente ao jogo, publicando artigos periodicamente desde 2012, colaborando para o Blog da LigaMagic desde 2015 e atualmente produz vídeos em seu canal no YouTube Sandoiche's Grind e streama ao vivo regularmente na Twitch.
Redes Sociais: Facebook, Twitter
Comentários
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- 12/08/2019 11:40

Num sei vei, a base de mana vai ficar bem sofrida e lenta, vamos aguardar =)

(Quote)
- 12/08/2019 11:39
Cara, eu venho jogando com Simic Nexus 'tradicional' e venho com bons resultados quando enfrento esses dois decks. Só a dificuldade que sinto é quando o Vamp vem muito rápido mesmo, o que não é sempre, mas que mesmo assim se tiver as peças do Looping na mão dá para contornar. Quanto ao Scapshift, apenas o velho e querido teferinho mesmo que dá para responder com blast zone/demissão/piscar de olhos. De resto, acho que o Simic Nexus tá mt bem posicionado atualmente.
(Quote)
- 12/08/2019 11:00
O campo dos mortos vai ser uma realidade enquanto ravnica estiver no ambiente; perdendo um pouco do gás por conta do scapeshift, vampiros vai tomar a varrida da rotação.

Acredito que elementais, um tribal de fadas (advindo da nova edicao) e o Monored - Que, invariavelmente, sempre surge nos meios das edicoes, pela redundância e facilidade de operação - estabilizem o field por um tempo, mas isso depois de duas ou três semanas de lançamento da nova edicao. Por ora, após a varrida creio que o first deck de muitos dos jogadores sera o elementals, mesmo.
(Quote)
- 12/08/2019 10:34
aposto no elemental pós rotacao.. acredito que ficara nos tops decks! estou fazendo uma base fisica dele devagar.. aposto muito nesse deck e com a nova coleção deveremos ter algum incremento ao deck. estou fazendo esse elemental no arena tb
(Quote)
- 12/08/2019 10:29
Dois decks chatos para ganhar, lua alpina e sol sangrento vem me ajudando bastante contra Scapeshift. Já o de vampiro e um pouco mais chato pois e bem rapido e com Sorin na mesa atrapalha bastante, a carta que me ajuda contra eles e Varer com chamas da uma limpada na mesa.

Porém são dois decks que vão cair em 1 mês, então ja foi tarde. Com certeza os decks vao lotar de sides contra eles pois são atualmente os mais jogados no meta.
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