Najeela Primer cEDH
Hoje traremos uma decklist detalhada sobre a comandante Najeela, e também uma entrevista com o criador de uma de suas listas mais utilizadas.
10/10/2019 10:05 - 7.577 visualizações - 19 comentários

Fala pessoal, tudo certo?


Hoje iremos falar da nossa querida Najeela, the Blade-Blossom. Um dos decks tier 1 do formato, conhecida pela consistecia e resiliencia dentro do meta game do commander competitivo.


Também contamos com uma entrevista especial do nosso convidado André Oliveira, vencedor do 2º Open cEDH que aconteceu em agosto desse ano e dono da lista e primer presente nesse artigo.


Se você se interessa por cEDH e ainda não viu os artigos anteriores, você pode conferi-los AQUI, onde trago tanto conteúdo para quem é recém chegado no formato, quando entusiastas de longa data. Mas enfim, vamos ao que realmente interessa:


AFINAL, QUEM É NAJEELA?



Nossa guerreira vermelha que possui identidade 5c se posiciona bem no arquétipo midrange, dividindo o tier 1 com alguns outros decks de peso, e se mantém firme desde seu lançamento em Battlebond.


Seu jogo é progressivo, partindo da ideia de crescer o board exponencialmente, utilizando disso como meios de atingir a vitória nos primeiros turnos.


Seu custo de 3 manas é relativamente baixo para um comandante, o que permite que ela entre em cena na maioria das vezes no turno 2.


Ela possui duas importantes habilidades que a torna única para o cEDH:
 

  • Uma habilidade desencadeada quando um guerreiro ataca, que cria um token de guerreiro 1/1 virado e atacando qualquer player ou planeswalker, o que faz com ela consiga gerar uma presença cada vez maior durante cada combate, sempre dobrando o numero de guerreiros atacantes.
  • Uma segunda habilidade que é ativada pagando WURBG, você desvira cada criatura atacante, elas recebem Ímpeto, Vínculo com a vida e Atropelar até o final do turno, e além disso, você recebe uma fase de combate adicional após a fase em progresso.


É importante lembrar que apesar de possível, vencer utilizando um estratégia Aggro é possível, porém é uma estratégia lenta e frágil dentro de um ambiente cEDH, e não deve ser seu principal objetivo.


A verdadeira cereja do bolo é combinar a primeira habilidade de criar criaturas atacantes com algumas combo pieces que te permitam utilizar a segunda habilidade para gerar Fases de combate infinitas, e esses combos serão explicados no próximo tópico.

 

Najeela Midrange - Por André Oliveira
Por D3AD
4532 visualizações
02/10/2019
R$ 14.769,06
R$ 21.751,81
R$ 60.082,32
4532 visualizações
02/10/2019
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Comandante (1)
1  Najeela, the Blade-Blossom  39,80
Criaturas (16)
1  Aves do Paraíso 14,99
1  Elfo do Arvoredo 0,29
1  Elfos das Sombras Profundas 0,41
1  Hierarca Nobre 135,00
1  Peregrino de Avacyn 0,05
1  Xamã do Ritual Mortfífero 26,90
1  Confidente Sombrio  180,00
1  Dragonete Engalanado  175,00
1  Extorsionista das Docas r59,00
1  Mindblade Render  1,62
1  Trasgo Colecionador  18,05
1  Derevi, Empyrial Tactician   2,68
1  Edric, Espião-mestre de Trest   3,52
1  Mnemocensor Aviano  1,90
1  Adversário de Carvalhândia  0,10
1  Linvala, Guardiã do Silêncio   64,99
Planeswalkers (1)
1  Jace, Manipulador de Mistérios    6,32
Mágicas (37)
1  Canção do Cisne 12,00
1  Consulta Demoníaca 18,35
1  Delir 0,25
1  Espadas em Arados 3,25
1  Explosão Elemental do Vermelho 0,94
1  Explosão de Chamas 8,07
1  Imperial Seal 1.045,00
1  Lapso Mental 3,29
1  Ponderar 4,62
1  Preordenar 10,00
1  Reivindicação da Natureza 0,15
1  Silêncio 4,00
1  Sonda Gitaxiana 1,43
1  Tempestade Atordoante 13,40
1  Tempestade Cerebral 2,00
1  Tutor Esclarecido 69,75
1  Tutor Vampírico 143,96
1  Véu do Verão 35,00
1  Zênite do Sol Verde  22,00
1  Abrasão  4,48
1  Chamado de Eladamri  7,94
1  Cofre de Lim-Dûl  7,75
1  Contradição Arcana  0,43
1  Demonic Tutor  79,75
1  Denegeração Abrupta  23,80
1  Fenda Ciclônica  60,21
1  Imergir em Escuridão  5,60
1  Intento Diabólico  41,00
1  Mana Drain  260,00
1  Pacto Maculado  79,90
1  Reversão de Narset  3,45
1  Troféu do Assassino  77,40
1  Veto de Dovin  2,00
1  Evolução Arcana   12,75
1  Pacto de Fogo   7,50
1  Força do Vigor   29,94
1  Força de Vontade   237,49
Artefatos (5)
1  Cripta de Mana 545,55
1  Mox de Cromo 113,04
1  Mox de Diamante 675,00
1  Anel Solar 8,99
1  Pinça Craniana 8,00
Encantamentos (10)
1  Crescimento Virente 0,20
1  Propagação da Utopia 14,25
1  Rêmora Mística 16,16
1  Tapete de Flores 85,90
1  Adubo  0,45
1  Descanse em Paz  13,41
1  Grimório Silvestre  80,00
1  Estudo Rístico  71,54
1  Repositório Druídico   6,26
1  Vontade da Natureza   44,95
Terrenos (30)
1  Badlands775,00
1  Bayou931,00
1  Berço de Géia749,90
1  Bueiros de Vapor48,60
1  Catacumbas Verdejantes159,90
1  Charco da Procriação48,99
1  Cidade de Bronze23,75
1  Confluência de Mana84,00
1  Contraforte Arborizado89,99
1  Delta Poluído85,00
1  Floresta Tropical Nebulosa199,55
1  Fonte Santificada30,00
1  Jardim do Templo29,00
1  Lago Alpino Fervente287,55
1  Lamaçal Ensangüentado89,90
1  Meseta Árida140,00
1  Planície Pantanosa116,55
1  Plateau427,50
1  Pomar Exótico2,00
1  Praia Inundada69,90
1  Savannah431,96
1  Scrubland475,00
1  Túmulo Aquático48,31
1  Taiga522,50
1  Torre de Comando2,50
1  Tropical Island902,50
1  Tumba Abandonada22,90
1  Underground Sea1.619,99
1  Urzal Ventoso34,65
1  Volcanic Island1.567,50
100 cards total

Maybeboard (16)
1  Pétala de Lótus 19,99
1  Perfurar Mágica 0,10
1  Aprisionar  8,80
1  Bastão da Invalidação 75,00
1  Grenzo, Havoc Raiser  23,60
1  Grevas Faiscantes 15,80
1  Silêncio Pétreo  20,93
1  Silenciador Irritante  14,90
1  Ashiok, Dissolvedor de Sonhos   6,18
1  Azra Oddsmaker   0,45
1  Final de Devastação   37,36
1  Mutilador-de-chifre  0,18
1  Necropotência   34,00
1  Timna, a Tecelã   39,49
1  Zur, o Encantador    3,51
1  Desgastar // Rasgar   //  3,90

 


PEÇAS DO COMBO


Um dos principais pontos fortes da nossa comandante, é o fato de que ela é na maioria dos casos uma peça do combo juntamente com apenas uma outra carta, o que a torna um dos mais maleáveis decks, e um dos que menos possuem dead slots em todo cEDH.


Partindo do princípio de que devemos focar na ativação múltipla da segunda habilidade, a maioria dessas combo pieces são cartas que geram ou auxiliam na geração de mana, já que precisamos de 5 cores diferentes para isso, sendo eles:


 

Derevi, Empyrial Tactician = Para esse combo, você precisará de formas de gerar pelo menos uma de cada cor de mana, seja com dorks, rocks ou terrenos. Porém por conta da habilidade da nossa passarinha, podemos gerar múltiplos triggers dando alvo em uma só permanente e segurando a prioridade, o que permite que apenas uma Command Tower seja capaz de produzir as 5 diferentes cores, virando-a entre cada stack do efeito da Derevi na pilha.


Para que isso funcione, é ideal é que tenhamos a comandante, derevi e pelo menos um token, o que depois do ataque irá gerar mais 2 tokens (1 para a Najeela e outro para o token atacante), gerando 4 stacks do efeito do derevi na pilha, que com mais 1 forma de gerar mana já é suficiente para iniciar um Loop de fases de combate que irão aumentar a produção de token exponencialmente. É possível iniciar o combo só com a Najeela atacando, porém serão necessárias 4 manas adicionais para realizar o loop infinito.


Outra vantagem da utilização da Derevi, é que podemos utilizar seu efeito de ETB para virar um possível bloqueador do oponente, e também pela sua facilidade de ser tutorado através de Green Sun's Zenith e Eldritch Evolution.

 

 

Nature's Will = Esse encantamento de custo convertido 4, é uma arma poderosíssima dentro do deck. Sua capacidade de desvirar terrenos permite que possamos combar facilmente caso tenhamos pelo menos 3 terrenos que gerem 2 diferentes cores.


Isso é possível pois caso você ataque um oponente com a comandante, ela irá gerar um token atacante que será direcionado a outro oponente. Assim que o dano de combate acontecer, irá gerar 2 triggers separadamente, sendo 1 para cada oponente, o que faz com que possamos desvirar todos os terrenos 2 vezes para pagar o custo da habilidade e começar o loop de fases de combate.


Fora isso, esse mesmo trigger vira todas as lands que aqueles oponentes controlam, muitas vezes desligando possíveis interações que precisariam da geração de mana dos terrenos.


 

Druids' Repository = Outro encantamento, dessa vez com custo convertido 3, também é uma das peças essenciais para o deck.


Este encantamento possui uma habilidade que trigga para cada criatura que atacar, colocando marcadores em si próprio para poder gerar mana com sua habilidade ativada. Vale a pena ressaltar que as criaturas que entram viradas e atacando com a najeela não trigam a habilidade do encantamento, somente quando uma criatura ataca, o que significa que para iniciar um loop infinito é necessário um boardstate com 5 guerreiros que irão atacar, ou mais mana disponível para ativar a habilidade da najeela até que seja possível atacar com 5 criaturas para iniciar o loop.


A grande vantagem desse encantamento, é que os marcadores são colocados assim que as criaturas atacam, independente de serem bloqueadas ou não, o que garante uma vitoria um pouco mais segura em alguns casos.




Jace, Wielder of Mysteries / Demonic Consultation ou Tainted Pact = Esse combo que vem sendo utilizado em alguns outros decks dentro do cEDH vem sendo testado recentemente como uma Win Condition alternativa para esse deck,como uma forma de ganhar que não depende de criaturas no campo, uma vez que o deck sofre muito com remoções globais. O Deck já utilizava Tainted Pact como um dos tutores mais fortes do deck, uma vez que os outros combos só precisam de uma carta para vencer, e a adição de Demonic Consultation, apesar de também funcionar como um tutor proibido com certo risco em se jogar, também é uma boa carta para o Deck. A Partir daí a inclusão do Jace foi algo natural, apesar de não possuir sinergia direta com a Najeela. Utilizamos o Jace ao invés do maníaco por ele já possuir um draw embutido, reduzindo o combo de três cartas para duas.


MULLIGANS


E para finalizar vamos falar sobre os mulligans, o Ideal é que em nossas mãos iniciais tenhamos formas de conjurar nossa comandante no turno 2, pelo menos uma Draw Engine e ou Tutor, e alguma interação com o oponente.


Como já foi dito antes, terrenos também são peças essenciais para a maioria de nossos combos, por isso devemos sempre ficar atentos na hora do mulligan, para que posteriormente consigamos organizar nossa geração de mana para conseguir todas as cores WURBG. Usaremos como exemplo 3 possíveis mãos:


Mão 1

 


Nesse caso conseguimos fazer a Najeela turno 2 seguida de um Sylvan Library no turno 3 com 2 interações. Também temos um terreno que gera mana de qualquer cor, e uma Fetch land que pode ajudar a consertar nossas cores e eventualmente embaralhar cartas que não queremos no topo com Sylvan Library.


Mão 2

 


Essa mão apesar de não ser espetacular, é “Keepavel”, especialmente quando jogamos contra decks verdes. Se conseguirmos jogar o Oakhame Adversary no turno 2 seguido de uma Najeela turno 3 já garantindo um draw pelo oakhame, as coisas podem começar a progredir em nosso favor. Apesar da baixa quantidade de interações, temos uma peça stax muito forte contra muitos outros decks cEDH. Com ponder também poderemos cavar um pouco o deck para um terceiro land drop ou tutor.


Mão 3
 

 

Nessa mão teremos uma vitória para o turno 3 com proteções. Isso é possível tutorando no turno 1 uma Mana Crypt para o top deck. Turno 2 Najeela seguida de um turno 3 com Nature’s Will protegida por um dispel ou outra possível draw mais segura.

 

ENTREVISTA COM ANDRÉ OLIVEIRA


André foi o campeão do 2º Open cEDH organizado pela equipe do cEDH Brasil em janeiro desse ano. Também é um dos administradores do discord da comandante Najeela, the Blade-Blossom e atualmente possui uma das listas mais eficientes e utilizadas dentro e fora do Brasil por jogadores de commander competitivo.


Primeiramente gostaria de agradecer ao André por ter aceito o convite e disponibilizado a decklist para o pessoal que nos acompanha, e começar essa entrevista perguntando a quanto tempo você é entusiasta do cEDH?

 

Eu comecei a jogar Magic há 5 anos, o que é relativamente pouco tempo em comparação a outros jogadores que conheço que jogam cEDH. Comecei a jogar Magic forfun com meu irmão em casa, porém aos poucos passei a frequentar lojas e o Commander sempre foi um dos formatos mais jogados nas lojas que frequentava. Aos poucos fui aprendendo mais sobre o formato e, como sempre gostei de montar decks fortes e competir com meus amigos, fui me aproximando do cEDH mesmo sem saber o que era cEDH na época. Acredito que por volta do final de 2016 montei meu primeiro deck cEDH que foi o Leovold, que não durou muito tempo devido ao Ban rs. Logo passei para Jeleva Storm, Thrasios e Tymna Doomtide, Kess Storm, Rashmi Control e por fim cheguei na Najeela Midrange. Nessa época, fui ao lado de alguns amigos um dos responsáveis por estimular o cEDH nas lojas que frequentávamos e organizar torneios. Hoje nosso playgroup possui mais de 50 pessoas focados em cEDH com partidas quase que diárias.

 

Qual foi o processo de escolha do seu deck para participar do Open? Algum motivo em especifico para a escolha do comandante?


Desde o começo de 2019 eu aposentei meu deck da Kess Storm e comecei a montar a Najeela Midrange, sendo este meu deck principal para torneios. Essa mudança para a Najeela passou muito pela exaustão em jogar de storm, que eu vinha jogando há cerca de 2 anos, e por ela ser um commander que comba com a Derevi, uma das minhas criaturas lendárias favoritas. Um outro fator que me atraiu para montar o deck foi o arquétipo midrange, que reflete bem meu estilo como jogador de ir progredindo meu plano de jogo enquanto vou interagindo com meus oponentes.


A primeira vista, após o anuncio das deckslists, quais foram suas maiores preocupações? Havia algum match que te deixava preocupado?


Após um período de experiência longo com o deck em um meta bem diverso como o que jogo em São Paulo, eu tinha certeza de que a Najeela era um deck capaz de vencer o campeonato independente do meta, por ser um deck que é muito bom em se adaptar para diversos cenários. Devido a natureza de como o jogo da Najeela se propõe, eu tive as maiores preocupações em enfrentar decks muito rápidos como os do arquétipo Flash Hulk. O Turno 1 e 2 da Najeela é focado em colocar ela em campo, de modo que eu não tenho muito espaço para manter mana de pé para interagir, então eu tendo a “aceitar” melhor as derrotas nos turnos 1 e 2 devido a este motivo. Do Turno 3 em diante o deck vai aos poucos tomando controle do jogo por meio da progressão do board somado a card draw engines, de modo que se não for respondido corretamente, a vitória fica muito próxima. Outra preocupação que tive foi em enfrentar decks com muitas remoções globais de criatura uma vez que na época ainda não estava utilizando o Jace, Wielder of Mysteries como win condition alternativa.


Durante o evento, você teve alguma dificuldade contra algum deck especificamente, seja por
um match ruim, ou por alguma situação em que seu comandante não foi tão eficaz? Como
você lida com esses jogos?

 

Houve 2 momentos maiores de dificuldades durante o torneio, porém não foi devido a ineficácia da minha comandante. Logo na primeira rodada eu era o último jogador a jogar e tomei uma Blood Moon to turno 2. Uma vez que estou jogando de 5c e não uso terrenos básicos, essa blood moon me desligou completamente do jogo exceto por jogar a najeela e começar a atacar meus oponentes. Meu oponente que jogou a Blood moon errou na hora de combar e eu acabei saindo vitorioso desta partida através de dano de combate, uma vez que ela progride exponencialmente e não foi removida em nenhum momento. O Segundo momento ocorreu na segunda rodada do torneio onde eu não consegui progredir meu jogo nos primeiros turnos com dorks de mana devido a informação sobre uma remoção global na mão de um oponente, e acabei perdendo no turno 3 para um Gitrog que saiu com uma mão muito rápida.


Hoje eu vejo o deck da Najeela sendo muito resiliente para partidas longas onde tudo parece ir contra você. O Deck tem uma capacidade de se reerguer e tentar vencer em diferentes etapas do jogo, então não se desesperar e “desistir” do jogo, manter a concentração e conhecer bem os decks que você joga contra pode te fazer dar a volta por cima nesses cenários


Atualmente, como você aconselharia alguém que quer jogar com a Najeela? Existe algum tipo de Mindset que pode ajudar jogadores com decks midrange como o que você usou?


Jogar sempre visando a sua vitória e não apenas visando evitar sua derrota. O piloto da Najeela Midrange precisa sempre estar progredindo seu plano de jogo para estar sempre a um passo da vitória. É preciso saber usar as interações que temos disponíveis com cautela, e não sair distribuindo counterspells e remoções a gosto. Utilizar os nossos recursos de maneira descontrolada ocasiona no deck perder o gás durante o mid/late game. É sempre importante se atentar a manter mãos com tutores ou engines de draw, para que você consiga se manter forte na mesa durante todo o jogo. Outro ponto de atenção que é característica da Najeela é se atentar as cores de mana que nós podemos gerar, uma vez que precisamos gerar WURBG para combar, o que leva a escolher com cuidado o terreno que será jogado após estourar uma fetchland. Por fim, em adição as interações, draw engines e a alta densidade de tutores no deck, algumas peças de stax relevantes para o metagame do cEDH fazem da Najeela Midrange um deck preparado para todos os cenários.

 

Assim como todos os jogadores, estamos sujeitos a erros enquanto jogamos. Durante o evento você cometeu algum missplay que poderia ter te custado um jogo? Como você lida com essas situações?


Eu me cobrei muito no campeonato pois havia cometido erros em outros eventos que haviam me custado a vitória, então eu estava com um alto nível de concentração em todas as partidas. Entretanto, vejo dois “erros” que poderiam ser evitados. O primeiro na derrota para o Gitrog eu deveria ter descido um birds of Paradise no turno 1 ao invés de ter feito um imperial seal. Ter acesso a mais mana colorida mais cedo poderia ter facilitado a jogar o Rest In Peace que tutorei com o imperial seal, o que não ocorreu porque percebi depois que busquei a land errada com a fetch, meu outro erro nesta partida. O segundo erro foi durante uma das partidas das finais onde percebi que poderia ter ganhado em um determinado turno fazendo um Finale of Devastation para x=10, porém tentei ir para o combo da Derevi e acabei falhando.


Eu me cobro muito nessas situações para evitar errar ao máximo. Muitas vezes eu enxergo uma forma de ganhar daqui um ou dois turnos e acabo não percebendo outros detalhes do jogo que me atrapalham. Errar faz parte, então sempre tento internalizar isso para não errar nos próximos jogos.

 

Fora o Open, falando num âmbito geral, você acha que seu deck se posiciona bem num meta bem definido? Quais os pontos fortes dela contra alguns decks Tier 1 por exemplo?


Sim, como falei acima a Najeela é um dos melhores decks do formato e um dos mais bem posicionados em termo de meta. A qualidade das cartas do deck é argumentavelmente a maior dentre todo o cEDH, e excetuando-se quando a partida acaba antes do Turno 3, ela enfrenta todos os decks tier 1 do formato de igual para a igual ou com vantagem. Acho que uma das suas maiores forças é ser fraca contra poucas coisas. Cursed Totem e Linvala, Keeper of Silence atrapalham o deck mas não inviabilizam, pois estaremos sempre a uma remoção de ganhar. Não sofremos com hate de grave nem de artefato. Levamos uma vantagem enorme contra stax. Um Gilded Drake na najeela atrapalha, apesar de ser uma jogada questionável por parte de nossos oponentes. Muitas remoções na najeela também atrapalham, mas todos os decks que são dependentes do commander sofrem disso também. Por fim, remoções globais de criatura são o calcanhar de aquiles da Najeela. Por isso foi necessária a inclusão do Jace, Wielder of Mysteries como win condition alternativa.

 

Sabemos hoje que sua lista tem um reconhecimento grande na comunidade, inclusive é bem diferente das listas de fora do Brasil. Você acha que o ambiente competitivo no Brasil tem potencial para alcançar um maior reconhecimento internacional como a sua? Seja com decklists como também com bons jogadores?


Eu acho que uma das principais barreiras para o ambiente competitivo no Brasil ser mais reconhecido no exterior é a língua. Assumimos claro que todos os jogadores de Magic tenham uma noção básica de inglês, porém não são todos que se sentem confortáveis em entrar em discussões com os estrangeiros a respeito de deckbuilding. Por outro lado, existe por parte dos nomes consolidados do cenário um certo preconceito em ouvir novas ideias que não sejam as ideias que eles já possuem dado como certo.


Entretanto, é possível sim obter reconhecimento e discutir de igual para igual com estrangeiros a respeito de cEDH, principalmente nos servidores do Discord específicos de cada deck. Atualmente sou moderador do Discord da Najeela e um amigo meu também possui papel de destaque no discord do Zur. Jogo online semanalmente com estrangeiros, inclusive já tendo jogado contra criadores de conteúdo famosos no exterior. Essa presença nos canais de discussão estrangeiros atraiu diversos espectadores estrangeiros para acompanhar as finais do Open ao vivo e possibilitou apresentar para eles um pouco do nosso cenário.

 

Como próximos passos para tentar buscar maior reconhecimento para o meta brasileiro eu buscarei participar dos próximos torneios online organizados pelos criadores de conteúdo estrangeiro.


Uma questão muito discutida dentro do Magic num geral, é a saúde do meta de cada formato; Dentro do commander competitivo essa discussão ficou um pouco mais calorosa após o anúncio que baniu nosso querido [Paradox Engine] e causou uma mudança drástica na Tier List, ocasionando uma certa controvérsia sobre a possível formação de um comitê independente para o cEDH, já que o casual e o competitivo utilizam da mesma banlist. Qual a sua opnião sobre esse assunto? Você acha que seria saudável a independência do formato? As mudanças trazidas após o ban do motor foram boas ou prejuciais para o formato no geral?


A maior parte dos grandes influenciadores do cEDH não deseja ter um formato apartado do EDH e eu concordo com eles. A porta de entrada para o cEDH é o próprio EDH. Ter um formato separado divide ainda mais a base de jogadores e iria enfraquecer o movimento cEDH. Além do mais, o cEDH não é um formato, mas sim uma mentalidade de jogo, buscando sempre usar estratégias competitivas e tomar as melhores decisões como jogador na partida, visando sempre a vitória.


Entendo que boa parte do público cEDH não concordou com o Ban do Paradox pois o mesmo viabilizava diversos decks e estratégias no formato, ao mesmo tempo que não era extremamente opressivo. Porém, essa reação do público do cEDH serviu para levar a conhecimento do Rules Committee o que é o cEDH, o que querem os jogadores de cEDH e o que fazer para que o RC passe a considerar que o cEDH é um público relevante do EDH, mesmo não sendo seu público principal. Houve conversas entre o RC e influenciadores do cEDH e esperamos que as próximas decisões do comitê passem a levar em consideração a perspectiva do cEDH, no sentido de que a comunidade existe e é afetada pelas decisões do RC.


Enfim, agradeço novamente a participação do nosso amigo André, campeão do nosso 2º Open cEDH, e piloto da nossa querida [Najeela, The blade blossom]. Obrigado por essa entrevista, e por fortalecer esse cenário que vem crescendo a cada dia no Brasil. Um abraço!

 

Por hoje é só pessoal, agradeço a todos que leram até aqui e espero que tenham gostado do nosso Primer.


Tem alguma duvida, critica ou sugestão? Quer ver algum deck em artigos como esse? Deixe nos comentários.


Quer aprender mais sobre cEDH e conhecer novos jogadores? Entrem no grupo cEDH Brasil do facebook, onde sempre estaremos de braços abertos para receber novos membros, tirar duvidas e criar malevolências com cartas quebradas.


Até a próxima!

 

Por Jefferson Barbosa

Jefferson C Faria Barbosa ( D3AD)
Jefferson é entusiasta do formato cEdh
Redes Sociais: Facebook
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 14/10/2019 14:41


Ahhh ta. Bom saber meu deck de najeela agradece. Apesar q pra mim ela deveria ser banida do mesao tm, tem general bem mais fraco q eh banido. Eu nem levo ela nas lojas pq nem da graça de jogar

(Quote)
- 14/10/2019 10:43
Najeela é uma comandante irada, atualmente estou jogando com a versão do flash hulk e tenho tido partidas incríveis, ela é muito versátil.
(Quote)
- 11/10/2019 19:00

Lista Francesa, conhecida como Duel Commander, 20 pontos de vida.

cEDH não é x1

(Quote)
- 11/10/2019 16:23
najeela nao tinha sido banida como cmdr?
(Quote)
- 11/10/2019 09:13

Eu não encontrei um canal especifico do Rhys, mas no link abaixo vc pode encontrar a referência para a maioria dos discords que existem a respeito de commander.

https://discord.gg/UNuJVYR

Além disso, o discord Play EDH é um dos maiores para poder discutir sobre commander casual e conpetitivo. Segue o link:

https://discord.gg

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