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Pioneer, o irmão mais novo do Modern
O que esperar?
29/10/2019 18:05 - 8.032 visualizações - 39 comentários
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Saudações Pioneiros, empolgados para o irmãozinho do Modern?


Neste meu primeiro artigo aqui na Liga, discutirei um pouco com vocês sobre o que esperar do Pioneer; seria apenas um Modern enfraquecido? Ou um formato com personalidade própria?


Primeiro aos fatos, não existe nada ainda sobre o formato, há muita discussão, hype e especulações. As listas estão começando a surgir, o que é um paraíso para deckbuilders como eu, mas até se iniciarem os campeonatos, torneios e os jogadores do formato se organizarem, tudo fica muito etéril; mas pelo menos temos bastante liberdade para abordar diversos assuntos.

 

E o ponto que causa o maior número de discussões: a comparação com o Modern (…música de suspense…).


O Modern é um formato incrível, fato comprovado, mas… às vezes ele pode se tornar um pouco degenerado; no formato, busca-se extrair o máximo da sua vasta pool, focando na menor curva possível, levando os drops 1 ao limite. Não que isso seja necessariamente ruim, é apenas uma característica do formato, mas essa característica muitas vezes acaba limitando o que é “jogável no Modern”, o que cria uma limitação virtual do que pode existir competitivamente no formato. Limitações para o é competitivo sempre existiram, porém, com a quantidade de coleções, essas limitações para a ser muito restritivas.


Devido à idade e evolução do formato, existem estratégias consolidadas e decks característicos do formato, os entusiastas do Jund sabem do que estou falando, e isso faz do Modern, o Modern. Entretanto, tirando os decks rougues, e de Tier 2, muitas vezes isso dificulta o surgimento de outros decks; parece que as staples são indispensáveis para se montar um deck, e fugir da “melhor” estratégia conhecida parece um crime.


É comum escutar algo como “Se o deck tem Vermelho, tem que ter 4 Raio.”


Bem… Raio é umas das cartas mais eficientes no que faz, mas existem tantas boas opções não exploradas, que às vezes parece que elas não existem.


Por que eu estou falando tudo isso? Já estou até vendo o pessoal dizendo que eu só vim aqui para falar mal do Modern; de jeito nenhum, mas eu preciso falar do Modern, e das restrições que possui, porque o Pioneer mal nasceu e já é comparado ao Modern como se tivesse as mesmas restrições e características. Quem tem irmão sabe, o mais novo muitas vezes fica à sombra do mais velho, e sendo comparado a ele, o que não é nada justo.


Modern é Modern, e o Pioneer é o Pioneer.

 

O Pioneer é um formato novo, com novas possibilidades, e restrições diferentes. Eu espero que a pool propicie o surgimento de estratégias e deck que não tem oportunidade no Modern, e isso já é interessante.

 

O que esperar das listas?


Na minha visão, existirão três tipos de lista neste primeiro momento, até o meta se definir.

 

  • 1. “Novo Modern”


Claro que os jogadores mais competitivos sempre forçarão o formato, e já é esperado que apareçam listas que copiam as listas do Modern o máximo possível, mas acredito que esse não é o melhor caminho a seguir.


Por mais que existam decks presentes em todos os formatos, vide o clássico Burn, tentar forçar os decks do Modern no Pioneer não é uma boa receita para o sucesso; adaptar um deck para se encaixar no estilo Pioneer vai depender da pool, e principalmente do meta.


E se existe tanto esforço para colocar Modern no Pioneer, por que não simplesmente ir ao Modern?


Existe um formato para cada gosto.

 

  • 2. “Standard 2.0”


Também existe o medo da volta de decks Standard opressivos, que agora teriam mais ferramentas, em um novo campo para dominar. E sim, também espero que esse tipo de lista apareça, e é provável que parte dessas listas integre uma porcentagem do metagame, quando se estabelecer, mas a diversidade que o formato trará deve ser o suficiente para criar-se um equilíbrio.


Essa ideia de ressuscitar deck standard, entretanto, não é de todo mal, muitos já tiveram ótimas experiências em Standards passados que não sobreviveram à rotação, ou que não vingaram no Modern; não seria bom poder reviver aquele deck tão legal e poder joga-lo agora em um novo formato?


Por mais que o medo de decks opressores exista, a possibilidade de deck interessantes e divertidos voltar me parece acalentadora.

 

Estes são, também, dois pontos que o “Professor” do Tolarian Community College em seu vídeo sobre Pioneer, recomendo como material adicional.

 

  • 3. Pioneer exclusivos

 

E, enfim, o terceiro tipo de lista que espero ver é o meu tipo favorito, as listas PARA O PIONEER, decks que serão montados com o que existe no formato + a criatividade do deckbuilder.


Esse tipo de lista não tentará copiar um deck Standard ou Modern, ele buscará explorar as estratégias disponíveis na pool do Pioneer para criar um deck próprio; deve receber inspiração de outros formatos, mas também estará buscando uma identidade própria!


Eu mesmo já estou trabalhando alguns. Quem sabe em breve eu volto aqui para apresentar alguns?


Por fim, minha previsão seria que o metagame se formará a partir da briga desses três tipos de decks, e veremos muita coisa nova e interessante surgindo, assim como velhos conhecidos ganhando sua versão Pioneer de ser.


O que você acha? O metagame será uma cópia do meta do Modern, ou terá seus próprios decks?

 

Essa discussão sobre Pioneer e Modern dá corda para ficarmos aqui o dia inteiro, podemos voltar nesse assunto em breve, mas agora gostaria de falar do que o Pioneer tem, e no que ficar de olho.

 

Característica do Pioneer

 

Fica bastante evidente para quem já joga Magic que o Pioneer será um formato mais lento que o Modern; e para quem escuta, isso pode parecer uma desvantagem ou um defeito, sendo justamente o contrário.


A velocidade do formato depende da curva média dos decks, e como eles exploram de cartas poderosas para vencer o jogo. Uma velocidade menor não significa poder menor, significa que as jogadas mais poderosas requerem mais recursos para acontecerem; o Pioneer pode se aproveitar dessa característica para utilizar cartas que não se encaixam em outras estratégias.


Se o formato já é mais lento, ele pode então se voltar para força bruta. Isso aplicado em um contexto geral claro, sempre haverá estratégias Aggro mais rápidas, e Controls mais lentos.


Você não vai dar Caminho para o Exilio no Tarmogoyf do oponente no Pioneer.


A pool do Pionner é diferente, as cartas que você usará serão cartas do Pioneer; mas quais são elas?


Bom... é um pouco cedo para dizer o vai se estabelecer como staple, mas também é a oportunidade para conhecer o que pode aparecer. Cada cor mantém sua identidade, e cabe a nós ver o que há de interessante em cada uma delas, como se fosse a primeira vez que exploramos um formato; só que dessa vez é para valer!


Não à toa eu escolhi o exemplo acima, não temos Caminho para o Exilio, mas temos uma opção bem interessante em nossas mãos que, eu pessoalmente, me prepararia para enfrentar.

 

 

Declaration in Stone é um feitiço de dois manas que exila a criatura alvo, e todas com o mesmo nome que o controlador controla, em troca de uma pista para cada criatura exilada.


Considere exilar uma criatura, sem qualquer restrição. Forte.


Exilar todas as criaturas de mesmo nome. Igualmente Forte.


Mas então vem o drawback de dar draw para o oponente. Realmente, é um defeito considerável, mas é uma carta que resolve o problema de qualquer criatura, e outra, o oponente terá que pagar 2 manas para dar o draw, 2 manas não são de graça, e com a velocidade menor do formato, isso pode te dar uma vantagem em tempo, além de lidar com o problema.


A circunstância de como a pista será benéfica para o oponente é variável, mas o efeito é justo, e bem forte por falar nisso; uma das minhas escolhas de remoção para qualquer deck com branco.


E vem agora um conselho meu, não fique tão incomodado com a carta ser um feitiço, o efeito é forte o suficiente para isso; venho analisando a pool a algum tempo, e tem muito feitiço bom no Pioneer, a opção por feitiço trás um power level maior, pode ser um pouco mais lento, mas bate bem mais forte.

 

Do outro lado, temos o Grim Flayer, duas manas por uma criatura 2/2 com atropelar que vira 4/4 com delírio, além de te dar um card selection hora ou outra.



Amigo! Esse camarada é bravo; se deixar ele ficar muito tempo no campo, ele fará um estrago. Uma criatura para ninguém botar defeito, e espero vê-lo em vários decks BG no Pioneer.


O power level do formato está para se mostrar, mas vendo as prévias, e o que as coleções trazem de opções, eu diria que o formato será mais focado em poder puro em troca da velocidade.


Essa pode ser uma característica do formato, eu adoraria ver essas lutas mais brutas e pesadas.

 

A vantagem de um deck Pioneer é a força, ao invés de velocidade.

 

Parece uma afirmação presunçosa? Talvez, mas até vermos os resultados, essa fica sendo minha impressão inicial do Pioneer, um formato mais controlado em velocidade, possibilitando drops mais pesados, e mais focado em força e poder.


Será comum vermos no Pioneer você fazendo uma Declaration no Flayer do oponente?

Natã Afonso Longo Salvador de ( Magissorvedor)
Apaixonado por Magic desde o Bloco de Amonkhet, seguidor fervoroso da deusa Hazoret, e deckbuilder aficcionado.
Comentários
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- 01/11/2019 09:08
melhor formato, pode falar que é caro, mas é muuuuuiito mais barato que o modern (no geral).
Pra quem gosta de deck foil, fechar um deck INTEIRO foil com menos de 2mil reais é sonho.
No modern os tier 2 custam isso na versão normal.
Não estou desfazendo do modern, também sou um aficionado pelo formato, mas a oportunidade de poder "recomeçar" a jogar com um formato novo não tem preço.
(Quote)
- 01/11/2019 00:52

Pelo contrário. Quero ver alguém aqui fazer um artigo demonstrando o que eu disse está errado, mas sem ataques pessoais, só com dados. Mas a turma não consegue nem interpretar texto, quanto mais fazer uma redação. Ciao!

(Quote)
- 31/10/2019 23:00
Não manjo o suficiente de meta pra dizer quais cores (além de azul claro) jogam mais. Só posso dizer q a minha primeira impressão do formato foi: Preto é a cor que manteve mais staples fodas. Posso estar enganado.

Sobre o formato em si, vi hoje o vídeo do Elba do Fazendo Nerdície e o que ele disse faz sentido: Pioneer fará com o Modern o que o Modern fez com o Extended, ou seja, é o mesmo formato, rotaciona a cada 8 anos, só muda o nome. 2028 vêm um formato pra desbancar o Pioneer.
(Quote)
- 31/10/2019 22:44

cara, eu gostei do formato, mas isso é muito verdade, ridículo o nível que a especulação alcança

(Quote)
- 31/10/2019 19:10

Deixa o viajante do tempo em paz!

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