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Orelha Responde está de volta com as dúvidas mais maravilhosas da atualidade, desde o competitivo ao forfun!
06/07/2021 10:08 - 4.676 visualizações - 7 comentários
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Fala garotada, tavam com saudades do Orelha Responde?


Bem, mesmo que não estivessem, tamo aqui pra responder às perguntas mais interessantes deste lado da cidade.


Para quem não sabe, ou não lembra que quadro é esse, tá aqui a primeira vez que fizemos o Orelha Responde.


Então vamo lá!

 

Wanderson Rosa pergunta:


Em sua opinião,  qual as perspectivas para o magic competitivo, após o fim da MPL?

 

Não são muito positivas não, para ser sincero. Eu imaginava que, com o fim da MPL, a Wizards acabaria fazendo cortes em outras áreas, como aconteceu com o mundial, que teve 75% de sua premiação cortada. Sinceramente? Demorou muito para fazerem esses cortes, uma vez que seu trabalho de divulgação de eventos profissionais é PÉSSIMO, e o Magic consegue ser o maior jogo de cartas do mundo com a pior divulgação de seus eventos e piores sistemas de jogo online.


*Recomendo seguir o caminho de criador de conteúdo se quiser continuar no Magic, assim você pode criar um conteúdo competitivo e não desistir do sonho.


Danilo Costa Geraldes pergunta:


1) É possível jogar PIOR mesmo treinando?
2) Qual a sua opinião quanto ao presente e o futuro do pioneer?
3) Você recomendaria Magic para seus filhos/sobrinhos?

 

1) Claro que dá! Existe a famosa teoria das 10 mil horas, onde, se você fizer algo repetidamente, por 10 mil horas no total, você se torna um expert nisso. E Richard Turner, famoso Card Shark e super conhecido por ser o melhor mágico cego do mundo, diz que fazer algo de maneira inefetiva por 10 mil horas só te faz bom em ser ruim. Se você não treinar devidamente, a melhora pode demorar demais ou simplesmente não vir. 


Sempre recomendo treinar em grupo de 3+ pessoas, para haver duas pessoas jogando e pelo menos uma observando, para melhor compreendimento das jogadas e discussão após a partida acabar. Como já falei em artigos passados, eu gosto do treino 10-10, ou 5-5 se você não tiver tanto tempo, que consiste em jogar 10(ou 5) partidas sem sidear, alternando entre play e draw, e depois jogar as remanescentes sideados, também alternando play e draw. Desta maneira é mais fácil entender se você é favorecido ou desfavorecido na partida mais no play ou mais no draw e diminui a chance de um jogador sempre jogar no play ou sempre no draw e não entender que invertendo a partida a sua postura deve mudar.


2) Sobre o Pioneer, ele está fraco agora que estamos na pandemia, e entre jogar Pioneer no Magic Online e jogar Arena, muita gente prefere o Arena. No entanto, acredito que quando as coisas voltarem ao normal(daqui 99 anos) o formato volta a ter forças visto que os jogadores já têm as cartas IRL e é mais fácil, e às vezes, mais divertido, que ficar grindando no arena.


3) E sobre recomendar Magic para sobrinhos: COM CERTEZA! O jogo é perfeito para se ensinar matemática básica, com quantos ataques você causa 20, explicar pensamento de sequência contínua(como você faz para seguir com um plano por mais de um turno) e também é uma ótima introdução ao português e ao inglês. Recomendo qualquer criança que já esteja entendendo mais ou menos como ler a tentar Magic, é divertido e pode ser um aprendizado incrível!

 

Generindo Freire pergunta:


Na sua percepção, o que gera um jogo mais interessante? Jogadas poderosas que te puxam adiante no jogo de uma vez ou partidas mais Grindy, cheias de trocas de recursos e zas? 

 

Eu gosto muito mais de um Magic onde a construção do deck vai agir em conjunto com sua escolha de postura e não como é atualmente, onde tudo deve ser imediatamente respondido ou irá gerar um 4 pra 1 ou melhor, como é o caso de companions, planeswalkers de custo baixo(3~4) e cartas de custo baixíssimo que vêm com o efeito de “compre uma carta” mascarado num corpo muito mais eficiente que seu custo deveria fornecer(Canalizadora da Ira do Dragao e Regente Marturvo, por exemplo). Acredito que isso faça mal para o jogo, pois, em conjunto com um bom suporte, cria-se decks ultra poderosos que empurram para fora do formato qualquer deck que não tenha os mesmo feitos de 4 pra 1.


Bruno Bonadio Lopez pergunta:


Qual o conceito mais overrated do jogo e porque é o card advantage?

 

Durante anos, se não décadas, o Card Advantage foi o recurso mais importante do jogo, visto que a maioria das cartas gerava valor único(1 pra 1), portanto, jogadores visavam em obter card advantage/virtual card advantage para se lançarem à frente da partida. Todavia, isso mudou há alguns anos, o novo plano da Wizards foi basear o jogo em permanentes que gerem vantagens gigantescas, portanto, o conceito de card advantage = ganhando já não é mais válido há alguns anos, mas o fato de ter sido o recurso mais importante por tanto tempo faz com que muita gente pense que ele ainda é o soberano.

 


Rafael Reis pergunta:


Você acha que a “rotação” do Modern vai expulsar os decks mais estabelecidos da geração passada (Tron, Jund, Burn etc) ou eles conseguirão coexistir com os novos entrantes?

 

Os decks sempre conseguem coexistir, tanto que o Jund nunca morreu, mesmo na época que Eldrazis e Trons dominavam o formato. O que acontece é que, se o topo dos tiers estiver muito estreito(2 ou 3 decks apenas como tier 1) é menos vantajoso de se jogar com as listas antigas, que provavelmente não receberam tantas atualizações como os tier 1 atuais. Além do fato do meta ser diferente de acordo com o lugar que você joga. Se você jogar um Pro Tour Modern você verá o mesmo deck ocupar mais de 20% do field de centenas de jogadores, mas se for jogar um torneio em sua cidade, é capaz de nenhum deck passar de 10% do meta. Em suma, sempre há como coexistir com outros arquétipos, só é um problema quando um deck só ganha de aggro, combo e control sem tanto esforço.

 

Nelson Isamo Totugui di Mota Trindade pergunta:


Se possível fazer um tier das cartas de MH2 quanto à possibilidade de banimento.


Tier 0: Vai tomar ban;
Tier 1: Provavelmente vai tomar ban;
Tier 2: Corre risco de ban;
Tier 3: Não deve ser banida, mas não me surpreenderia se fosse.
Tier 4: Não toma ban antes do Brasil ser hexa.

 

Vamos fazer apenas das cartas mais “perigosas”, senão vou ficar 4 dias colocando Tier 4 pra 99% da coleção! Hahaha


Kaldra Completo: Tier 4. É uma carta legal e garante alguns free wins para Stoneblade, mas tem muita coisa que remove o equipamento ou impede que a Stoneforge Mystic sobreviva para que a carta seja absurdamente overpowered.


Luto: Tier 3. Foi a carta que causou mais alvoroço durante os spoilers, mas, até o momento, não achou uma casa onde seja realmente ridículo.


Caminhante do Vazio Dauthi: Tier 3. Uma carta com power level altíssimo e talvez até maior do que deveria, mas ainda assim ela demora pelo menos um turno+ interações para ser boa, ficaria realmente surpreso se ele fosse banido.


Canalizadora da Ira do Dragao: Tier 2. Na minha opinião é a carta mais forte de MH2, entretanto ela é uma criatura de alto nível, apenas. Gera manipulação de topo? Gera, mas ela só fica absurda graças à Mishra's Bauble e Lurrus of the Dream-Den, que já discutimos aqui antes sobre qual destas deveriam ser banidas.


Ragavan, Afanador Agil: Tier 2. Eita bixo bão! Ele é menos forte no Modern que no Legacy, mas isso não o impede de ser encaixado em quase qualquer deck que use vermelho. Uma conectada do macaco Twelves e o jogo já pode desandar completamente. Se ele não rodar no Modern ele vai rodar no Legacy.


Asmoranomardicadaistinaculdacar: Tier 2. A Paola Carossela está dando muitas dores de cabeça no Modern. É muito fácil de gerar 2~4 foods e transforma-la num Punishing Fire melhorado, ela tutora uma carta, então o fato de descartar uma carta para conjurá-la não te atrapalha tanto e ainda consegue ignorar efeitos de Stony Silence e Collector Ouphe pois a habilidade é da criatura e não dos artefatos, espero que os decks de Food deixem o formato logo.


Saga de Urza: Tier 1.  Pensa numa cartinha insana! A saga é tutor de suporte, disrupt e kill condition “incounterável” e, em alguns decks, recursível. O fato de ser extremamente fácil de encaixá-la num deck qualquer me faz crer que logo ela toma o ban hammer com o argumento de limitação de diversidade do formato.

 

E chegamos ao fim de mais um ORELHA RESPONDE! 


Espero que tenham gostado, tivemos perguntas interessantes tanto para o competitivo quando para o casual. Não se esqueça de mandar suas perguntas nos comentários ai em baixo para a próxima edição do artigo e de, claro, dar aquele apoio no meu Youtube e Twitch, onde faço gameplays 3 vezes por semana de vários formatos. 


Um grande abraço do Orelinha!

Bruno Ramalho ( Bruno_Orelha)
Bruno Orelha é amante das estratégias de terrenos como Lands, Death and Taxes e Valakut. Capitão do Valakuteam e Youtuber nas horas vagas em www.youtube.com/brunoears.
Redes Sociais: Youtube, Facebook
Comentários
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(Quote)
- 08/07/2021 20:34
ragavan vai rodar no legacy, e é mais facil matar urza logo do que ficar com essa masturbação da saga, mas a saga é carta unica vai ser feito mox de opala, vai banir matar um nonte de deck e a culpa é essas 33 token de IFOOD e urza zoando o meta!
(Quote)
- 08/07/2021 17:19
Muito bom, parabéns pelo conteúdo!
(Quote)
- 07/07/2021 00:39

Valeu!


Brigadão!


Bem interessante isso. Gosto muito de ver professores ensinando magic nas escolas.

(Quote)
- 07/07/2021 00:28
Eita, fui contemplado! Rasgou demais Oreia, brigadão pela resposta.
(Quote)
- 06/07/2021 19:13
orelha sempre sagaz! sobre ensinar pras crianças, posso te dizer por experiencia propria que as vezes nem ler precisa... eles decoram o que as cartas fazem pelas imagens, é simplesmente sensacional
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