[Lore] Guia de Planeswalker para Ixalan - Parte 1

       

Por: Alysteran em 13/11/17 15:21 | 0 comentários / 272 visitas

Olá, pessoal

 

Durante esse hiato em que a Wizards não publica contos novos antes de iniciar a história da próxima coleção, foi lançado mais um guia da série de "Guias de Planeswalker". Infelizmente, não tivemos uma tradução oficial, então eu traduzi aqui para vocês. Ao final do texto, há algumas observações sobre traduções livres que tive que fazer na falta de uma versão oficial. Espero que gostem.

Vejam também a segunda parte: [Lore] Guia de Planeswalker para Ixalan - Parte 2.

 

Boa semana!

 

Alysteran

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GUIA DE PLANESWALKER PARA IXALAN, PARTE 1

 

Texto original em inglês: PLANESWALKER'S GUIDE TO IXALAN, PART 1

Publicado em Feature em 1º de novembro de 2017

Por R&D Narrative Team

 

 

HISTÓRIA DE IXALAN

 

As histórias do Império do Sol e dos Arautos do Rio são estreitamente entrelaças. Os tritões são um povo realmente ancestral, cujas lendas afirmam que eles já estavam aqui quando os humanos chegaram pela primeira vez a este lugar (embora eles não aleguem saber de onde os humanos vieram). E por um tempo muito, muito longo, tritões e humanos viveram em relativa paz. A floresta sagrada de Itlimoc, chamada de Fartura do Berço do Sol, é um legado dessa época, quando tritões e sacerdotes humanos trabalhavam juntos para invocar uma benção de fertilidade sobre a região.

 

Ritos de Crescimento de Itlimoc | Arte de Grzegorz Rutkowski

 

Antes de haver um Império do Sol, a civilização humana era formada por diversas cidades-estado espalhadas pelo continente. Uma dessas cidades-estado, Orazca, pouco a pouco se tornou proeminente em relação às outras, graças em grande parte ao carisma de sua governante, Chacanto Intli. Ela começou a unir as outras cidades sob sua liderança. Ainda nessa época, os humanos (e os dinossauros por eles comandados) não se expandiram para dentro do território dos Arautos do Rio, e os tritões traziam produtos para Orazca em troca de itens que não podiam produzir por si mesmos. Chacanto Intli transformou as dispersas e frágeis cidades-estado em um poderoso império.

 

Durante esse período, os tritões fizeram algo que nunca tinham feito antes e nunca voltaram a fazer depois: eles construíram aldeias, e até mesmo criaram um tipo de cidade de tritões. Mantendo suas tradições, esses assentamentos eram moldados e construídos em harmonia com o ambiente natural, com a peculiaridade de que eram permanentes. A majestosa Árvore de Raiz Profunda é uma remanescente da antiga cidade dos tritões, e ainda é reverenciada como um lugar onde seus ancestrais viviam.

 

Gerações depois, um novo governante estabeleceu uma meta mais alta. O Imperador Apatzec Intli foi presenteado com o Sol Imortal em um encontro fatídico, e jurou conquistar os tritões e derrubar as selvas.

 

Ele manipulou o Sol Imortal sem nenhuma sabedoria ou comedimento.

 

Devastação e ruína seguiam em seu rastro, e o Sol Imortal foi tomado e entregue aos Arautos do Rio, que juraram manter em segredo seu paradeiro, inclusive de si mesmos.

 

O Império do Sol foi reduzido a um punhado de cidades costeiras. O herdeiro do imperador fundou uma nova capital, Pachatupa, mas os laços que a vinculavam às outras cidades eram tênues. Durante esse período, três cidades se ergueram para dominar as outras vilas e aldeias que pertenciam ao império.

 

Enquanto isso, o poder dos Arautos do Rio cresceu. Suas migrações os levaram através de todo o continente, e a própria selva se espalhou para reclamar de volta as terras que tinham sido aradas e semeadas pelo Império do Sol. O grande rio se tornou largo e profundo, protegido pelos tritões xamãs e nutrido por novos afluentes convocados por sua magia.

 

Nos tempos recentes, um novo governante tomou o trono de Pachatupa. Depois de anos de invasões pelos navios piratas da Coalizão Brônzea, Apatzec Intli III estabeleceu um novo e forte domínio sobre as outras cidades, contra-atacou duramente os piratas, e até mesmo iniciou uma nova expansão.

 

Avançando em direção ao interior e empurrando de volta a selva invasora, as forças do Império do Sol buscam retomar sua herança ancestral perdida – a cidade dourada de Orazca e seu Sol Imortal.

 

Espigões de Orazca | Arte de Yeong-Hao Han

 

APATZEC INTLI III

 

O novo governante do Império do Sol, responsável pelo atual ânimo de expansionismo e conquista, é um homem indômito chamado Apatzec, em homenagem ao mesmo imperador que abusou do poder do Sol Imortal na tentativa de conquistar os Arautos do Rio. O atual imperador é um homem de meia-idade, tendo sucedido sua mãe, conhecida por sua grande longevidade e conservadorismo. Ele passou a maior parte de sua vida irritado sob a autoridade dela, e ansioso para provar a si mesmo como líder e guerreiro.

 

Assim que sua mãe morreu, ele começou a mudar tudo o que não gostava a respeito do governo dela, lançando o império em uma era de renascença – e em uma quantidade nada pequena de agitação.

 

Apatzec acredita na força de seus exércitos e em sua própria liderança para assegurar a boa fortuna do império. Apesar de (ou talvez exatamente por causa de) seu nome, ele inicialmente dava pouco crédito às lendas do Sol Imortal, duvidando que ele seria encontrado, e muito menos que mudaria o curso da história. Porém, saber sobre as visões da poetisa guerreira Huatli o convenceu de que a cidade dourada poderia ser encontrada, e de que o Sol Imortal poderia ser usado uma vez mais para assegurar a vitória do império sobre seus adversários. Ele investiu recursos significativos na busca pela cidade, dolorosamente consciente de que sua hesitação inicial poderia se provar custosa. Ao mesmo tempo, há líderes que agora temem que a ânsia do imperador em encontrar o Sol Imortal deixe as cidades do Império do Sol vulneráveis a ataques de seus inimigos.

 

 

OS EXÉRCITOS DE PACHATUPA

 

A Guarda do Imperador é uma força militar de elite alojada no palácio de Tocatli. Treinada e organizada de forma rígida, a Guarda responde diretamente ao imperador e é dedicada à defesa do palácio imperial. Seus soldados são divididos em sete esquadrões, cada um com seu próprio comandante (chamado intical). Os sete inticals reportam-se ao imperador, e uma dose suficiente de rivalidade é fomentada entre eles para garantir que a Guarda nunca se una em oposição ao imperador.

 

Os Canchatan, soldados do templo de Pachatupa, são especialmente escolhidos e abençoados pelos sacerdotes de dois dos templos do sol em Tocatli – o Templo do Sol Criador e o Templo do Sol Devorador. (O terceiro templo, o Templo do Sol do Sustento, não consagra guerreiros, uma vez que seus ensinamentos enfatizam a estabilidade e a solidez.) Eles preferem armas com lâminas curvas, sugerindo a forma do sol. Embora os Canchatan sejam tecnicamente duas forças militares distintas, eles possuem um único comandante. Caparocti, Filho do Sol, é o campeão sagrado de Pachatupa, um guerreiro feroz que se imagina como a luz cegante do sol que vem para punir os inimigos de seu povo. Caparocti é conhecido por seu elmo brilhante, que reflete a luz do sol.

 

 

O SOL TRINO

 

O povo do império venera o sol em três aspectos: o aspecto criador (associado ao mana branco), o do sustento e da nutrição (associados ao mana verde), e o destrutivo (associado ao mana vermelho). Muitas diferentes partes da vida e do mundo natural são associados aos diferentes aspectos do sol. Por exemplo, a estação chuvosa é relacionada ao Sol Nascente; a estação fresca, ao Sol Verdejante; e a estação quente, ao Sol Abrasador.

 

 

Kinjalli, O Sol Nascente

 

O aspecto branco do sol representa sua qualidade criadora. Diz-se que Kinjalli criou os humanos ao moldá-los em barro e cozinhá-los até ficarem sólidos. Kinjalli acende o espírito para a vida, estimula o intelecto e inspira criatividade. O Sol Nascente é associado à cura, mas também à ira ofuscante e abrasadora. Ele é o patrono do imperador e estreitamente associado a Chacanto Intli, o fundador do império. O aspecto de Kinjalli é corporificado na corte imperial, nos sacerdotes hierárquicos do sol criador e nas patentes organizadas dos militares.

 

 

Ixalli, o Sol Verdejante

 

O aspecto verde do sol representa suas qualidades de sustento e nutrição. Ixalli promove o crescimento em tudo, desde a floresta tropical verdejante até o desenvolvimento das crianças em adultos. O Sol Verdejante é associado à força, solidez e comunidade. O sacerdócio de Ixalli é uma força conservadora na sociedade imperial, resistente à mudanças, mas que auxilia o povo e a força da nação. Esses sacerdotes são os mestres dos dinossauros, manipulando uma magia poderosa para controlá-los e refreá-los. Ixalli também é conhecido como o Sol Fértil, o Sol do Sustento, o Sol do Crescimento, ou o Sol da Abundância.

 

 

Tilonalli, o Sol Abrasador

 

O aspecto vermelho do sol representa sua qualidade destrutiva. Tilonalli inflama paixões, golpeia os inimigos do império e traz o eventual término da vida. O Sol Abrasador é associado à ferocidade, ao fogo e ao amor. Tilonalli é o patrono de muitos guerreiros, incluindo os soldados sagrados de Pachatupa e os poderosos cavaleiros de Otepec. Tilonalli é também chamado de Sol Devorador ou Sol da Destruição.

 

 

DINOSSAUROS

 

Dinossauros são a forma de vida animal dominante de Ixalan, incluindo os melhores predadores e enormes herbívoros, assim como pequenos comedores de ovos e apanhadores de sementes. O povo do Império do Sol vive lado a lado com os dinossauros, sem amansá-los ou domesticá-los. Quando um dinossauro atravessa uma cidade do Império do Sol, está sempre sobre o controle direto de alguém – e há sempre o risco de se libertar. Isto é parte da visão de mundo do Império do Sol: a natureza (corporificada nos dinossauros) é uma ferramenta que deve ser usada, curvada à vontade humana, mas é um constante teste de determinação e força. A natureza não deve ser amansada, e quando humanos vivem lado a lado com ela, se fortalecem.

 

Os dinossauros são importantes para o sentido de identidade nacional do Império do Sol. O povo do império usa penas de dinossauros como decoração e como inspiração para formas temáticas em tudo, da joalheria à arquitetura. Eles acreditam que o Sol Imortal foi o que inicialmente deu a seus sacerdotes a habilidade de chamar e comandar os dinossauros, então manter este comando é um jeito de se ligarem a sua herança ancestral.

 

Vanguarda do Imperador | Arte de Victor Adame Minguez

 

O povo do Império do Sol interage com uma vasta gama de dinossauros. Dentre eles estão inclusos os bandos de imensos herbívoros que habitam as florestas, quadrúpedes fortemente encouraçados, dinossauros voadores, e agressivos predadores bípedes.

 

 

ARAUTOS DO RIO

 

O vento ruge em um ciclone destrutivo, ondas erguem-se alto no ar antes de esmagarem o que estiver embaixo, cipós e galhos estendem-se e agarram conforme os xamãs da floresta tropical lançam suas magias. O povo das águas, os Arautos do Rio, utiliza a força bruta da natureza em seu esforço de proteger seu mundo do desastre. Vivendo em paz e harmonia com o mundo natural, eles buscam preservar seu delicado balanço e expulsar os invasores.

 

Os Arautos do Rio são um conjunto de pequenas tribos nômades que eram os principais habitantes de Ixalan antes da ascensão do Império do Sol. Sua força foi um dia grande o bastante para expulsar o Império do Sol do interior e bloquear a cidade dourada, mas seus números são agora extremamente reduzidos. Eles vivem em harmonia com a terra, e seus xamãs utilizam uma poderosa magia natural para controlar os elementos do vento e da água, que eles usam para proteger a si mesmos dos mais severos aspectos da vida em Ixalan. Agora os Arautos do Rio dominam as profundezas do interior das ilhas e selvas, os rios sinuosos, e grande parte do céu.

 

 

MOLDADORES DA NATUREZA

 

Os Arautos do Rio têm vivido em paz e harmonia com o mundo natural desde o mais longe que podem se lembrar. Não que lhes falte o conhecimento ou a habilidade para construir cidades e desenvolver tecnologias; pelo contrário, eles deliberadamente escolheram viver como parte do mundo natural, em parte como forma de rejeição ao caminho que observaram o Império do Sol trilhar há muito tempo.

 

A magia dos xamãs dos Arautos do Rio é focada em controlar o vento, a água e as selvas. Eles esforçam-se para manter uma coexistência pacífica com a natureza, não para conquistá-la ou desafiá-la. São chamados Moldadores pela forma como alteram a natureza ao seu redor – mudando as correntes de vento e de água, invocando tempestades e alagamentos, e dobrando galhos e cipós. Conforme se movem pela selva, eles a adaptam para que se ajuste às suas necessidades – e então a devolvem ao seu estado original, sem deixar traços de sua passagem, assim como uma pedra derrubada na água deixa sua superfície inalterada depois que as ondulações passaram.

 

 

Moldadores da Natureza | Arte de Chris Seaman

 

O poder dos Moldadores é tão grande que mesmo um pequeno grupo de Arautos do Rio pode enfrentar uma força muito maior de soldados do Império do Sol ou da Legião do Crepúsculo. Eles redirecionam os rios para se oporem aos inimigos, conjuram nevoeiros, invocam enormes ondas para levarem seus adversários para longe, criam cipós gigantescos para destruírem navios e fortalezas, e alteram o rumo dos os ventos para erguê-los no ar, ou para fazerem oponentes voadores despencarem ao chão. Eles também invocam elementais – criaturas vivas formadas a partir da água ou de emaranhados de plantas da selva.

 

 

FONTES DOS NOVE RIOS

 

Para forasteiros, os diversos grupos de Arautos do Rio apresentam uma frente unificada, determinados a manter os intrusos fora da floresta tropical e garantir que não encontrem a cidade dourada. Na verdade, embora compartilhem esse objetivo em comum, os bandos de tritões estão em constante competição uns com os outros pela primazia e controle de territórios mais ricos. Um grupo de tritões consiste em cerca de uma dúzia de indivíduos, liderados por um xamã nomeado Moldador. Os Moldadores são anciões e líderes respeitados, que guiam as decisões de seus grupos e os chefiam em suas migrações – e em suas batalhas contra os intrusos. Cada Moldador pode ter apenas um único aprendiz em determinado momento. Se um Moldador morre, o aprendiz recebe a liderança do bando. Se um grupo torna-se grande demais para ser sustentado por seu território, o aprendiz leva parte do bando embora para formar um novo grupo e então reivindica um território diferente.

 

Pela contagem dos tritões, há nove afluentes do Grande Rio que domina o interior de Ixalan. As cabeceiras desses nove rios são consideradas o principal território, e os xamãs cujos bandos controlam as fontes são os mais respeitados. Os xamãs são conhecidos pelos nomes dos rio: Tishana, Kumena, Pashona, Vuhana, Mitica, Notana, Falani, Tuvasa e Kopala.

 

 

TOTENS ELEMENTAIS

 

Os bandos de Arautos do Rio usam pilares de jade entalhados para marcar e proteger seu território. À distância, esses totens parecem blocos de pedra abandonados com um traço de características humanoides nos entalhes ornamentais. Porém, quando invasores adentram a região que cabe a eles proteger, uma luz azul ou verde passa a brilhar dentro do totem, derramando-se pelas fissuras formadas onde os diferentes elementos de jade começam a se separar. Em pouco tempo, o totem se abre totalmente, liberando a energia elemental armazenada dentro de si. Um guardião elemental – uma criatura viva formada por ventos rodopiantes, águas turbulentas ou cipós em crescimento – toma forma ao redor do núcleo. Esses são poderosos guardiões, mas criá-los envolve muito esforço, tanto para trabalhar o jade, quanto para executar a magia que vincula o espírito elemental ao totem. Por isso, seus números são muito pequenos para que sirvam como uma barreira efetiva contra os exércitos invasores que agora entram no território dos Arautos do Rio.

 

 

Sentinela Dourada | Arte de Izzy

 

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NOTAS DA TRADUÇÃO

 

É importante ressaltar que os nomes dados aos aspectos do sol e aos seus templos são diferentes. No original:

 

- Kinjalli, the Wakening Sun: Temple of the Birthing Sun;

- Ixalli, the Verdant Sun: Temple of the Sustaining Sun;

- Tilonalli, the Burning Sun: Temple of the Consuming Sun.

 

Enquanto os aspectos do sol possuem tradução oficial para o português, os templos não aparecem em nenhuma carta ou publicação oficial em nosso idioma até o momento em que este texto foi traduzido, portanto os nomes aqui presentes são adaptações livres. É possível que futuras histórias de Magic: the Gathering apresentem adaptações diferentes dos nomes aqui apresentados. Nesse caso, as versões editáveis deste texto deverão ser alteradas em conformidade com o conteúdo oficial.

 

Também deve-se notar que Tilonalli, the Burning Sun, foi traduzido de duas formas diferentes: no nome da carta Avatar do Sol Abrasador (Burning Sun's Avatar) e no flavor text da carta Cavaleiro de Tilonalli (Tilonalli's Knight), que usa a tradução “Sol Ardente”. Neste texto deu-se preferência a “Sol Abrasador”.

 

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